Um computador pode escrever poesia?

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O escritor Oscar Schwartz examina por que reagimos tão vigorosamente à ideia de um computador escrevendo poesia; e como essa reação nos ajuda a entender o que significa ser humano.

Se lerem um poema e se sentirem emocionados com ele, mas depois descobrirem que foi escrito por um computador, você se sentiria diferente com relação à experiência? Você sentiria que o computador se expressou e foi criativo, ou sentiria que caiu em um truque barato?


Eu tenho uma pergunta. Um computador consegue escrever poesia? É uma pergunta provocativa. Se você pensar nela por um minuto, de repente vêm várias outras perguntas como: o que é um computador? O que é poesia? O que é criatividade? Mas essas são perguntas que pessoas passaram a vida inteira tentado responder, não numa única palestra TED. Então vamos ter que tentar uma abordagem diferente.



Aqui nós temos dois poemas. Um deles foi escrito por um humano, e o outro escrito por um computador. Vou pedir que vocês digam qual é qual. Tentem:


Poema 1: Mosquinha / Tua peça de verão, / Minha mão descuidada / A afastou. Será que não sou / uma mosquinha também? / Ou será que és / Um homem como eu?

Poema 2: Podemos sentir-nos / Ativistas por nossas vidas / manhãs / Pausa para ver, papa odeio / Não a noite para começar uma grande a não ser (...)


Certo, acabou o tempo. Levantem a mão se pensam que o poema 1 foi escrito por um humano. Certo, a maioria. Levantem a mão se pensam que o poema 2 foi escrito por um humano. Muito corajosos vocês, porque o primeiro foi escrito pelo poeta humano William Blake. O segundo foi escrito por um algoritmo que pegou toda a linguagem da minha página do Facebook em um dia e a regenerou com um algoritmo, de acordo com métodos que vou descrever mais adiante. Vamos tentar outro teste. De novo, vocês não têm muito tempo para ler, então confiem no seu instinto.


Poema 1: Um leão urra e um cachorro late. É interessante / e fascinante que uma ave voa e não / urra ou late. Histórias fascinantes sobre animais estão em meus sonhos e vou cantá-las todas se eu / não estiver cansado ou exausto.

Poema 2: Oh! cangurus, lantejoulas, chocolate! / Vocês são muito bonitos! Pérolas, / gaitas, jujubas, aspirinas! Todas / as coisas de sempre falaram (...)


Certo, acabou o tempo. Se vocês acham que o primeiro poema foi escrito por um humano, levantem a mão. Certo. E se pensam que o segundo poema foi escrito por um humano, levantem a mão. Temos, mais ou menos, uma divisão 50/50. Estava mais difícil.


A resposta é: o primeiro poema foi gerado por um algoritmo chamado Racter, que foi criado na década de 70, e o segundo poema foi escrito por um cara chamado Frank O'Hara, que, por acaso, é um dos meus poetas humanos favoritos.

(Risos)

E o que acabamos de fazer agora foi um teste de Turin para poesia. O teste de Turin foi proposto por esse cara, Alan Turing em 1950, a fim de responder a pergunta: os computadores conseguem pensar? Alan Turing acreditava que se um computador fosse capaz de ter uma conversa em texto com um ser humano, com tal proficiência que o ser humano não saberia se estava falando com um computador ou com um ser humano, assim se diria que o computador tinha inteligência.

E em 2013, meu amigo Benjamin Laird e eu, nós criamos um teste de Turing para poesia on-line. Ele se chama "bot or not", e vocês podem ir e tentar vocês mesmos. Mas basicamente é o jogo que acabamos de jogar. É apresentado um poema, você não sabe se foi escrito por um ser humano ou por um computador e você tem que adivinhar. Milhares e milhares de pessoas já fizeram esse teste online, e temos os resultados.


E quais são os resultados? Bem, Turing dizia que se um computador conseguisse enganar um humano 30% das vezes como se fosse um humano, então ele passaria o teste de Turing de inteligência. Nós temos poemas no banco de dados do "bot or not" que enganaram 65% dos humanos leitores a pensarem que tinha sido escrito por um humano. Bem, acho que temos uma resposta para a nossa pergunta. De acordo com a lógica do teste de Turing, um computador consegue escrever poesia? Bem, sim, absolutamente. Mas se você estiver se sentindo um pouco desconfortável com essa resposta, tudo bem. Se você estiver tendo uma reação instintiva, também está tudo bem porque esse não é o final da história.

Vamos fazer nosso terceiro e último teste. De novo, vocês vão ter que ler e me dizer qual vocês acham que é humano.

Poema 1: O vermelho indica a razão para bandeiras bonitas. / e laços. laços de bandeiras / Material de vestir / Razões para vestir o material. (...)

Poema 2: Um cervo salta mais alto, / Eu escutei o narciso Eu escutei a bandeira hoje / Eu escutei o caçador dizer; / Isso mas o êxtase da morte, / E então o freio está quase pronto (...)

Acabou o tempo. Levantem a mão se vocês acham que o poema 1 foi escrito por um humano. Levantem a mão se vocês acham que o poema 2 foi escrito por um humano. Uau, tem muito mais gente. Vocês ficariam surpresos de saber que o poema 1 foi escrito pela poetisa muito humana Gertrude Stein. E o poema 2 foi gerado por um algoritmo chamado RKCP. Agora, antes de continuar, vou descrever de maneira breve e simples, como funciona o RKCP. O RKCP é um algoritmo criado por Ray Kurzweil, que é diretor de engenharia no Google e acredita firmemente em inteligência artificial. E nós damos ao RKCP um texto fonte, ele analisa o texto fonte a fim de descobrir como a linguagem é usada, e então regenera linguagem que emula o primeiro texto.


E no poema que acabamos de ver, o poema 2, aquele que vocês todos pensaram que era humano, ele recebeu um monte de poemas de uma poetisa chamada Emily Dickinson, observou a maneira como ela usa a linguagem, aprendeu o modelo, e então regenerou um modelo de acordo com aquela mesma estrutura. Mas o importante para saber sobre o RKCP é que ele não sabe o significado das palavras que está usando. A linguagem é só a matéria prima, poderia ser chinês, poderia ser sueco, poderia ser a linguagem coletada da sua página do Facebook em um dia. É só matéria prima. E mesmo assim, ele é capaz de criar um poema que parece mais humano do que o poema de Gertrude Stein e Gertrude Stein é um ser humano.


E o que fizemos aqui, é mais ou menos um teste de Turing inverso. Gertrude Stein, que é um ser humano, consegue escrever um poema que engana a maioria dos seres humanos a pensar que foi escrito por um computador.

Portanto, de acordo com a lógica do teste de Turing inverso, Gertrude Stein é um computador.

(Risos)

Parece confuso? Acho que vocês têm razão.


Até agora tivemos humanos que escrevem como humanos, temos computadores que escrevem como computadores, temos computadores que escrevem como humanos, mas também temos, talvez o mais confuso, humanos que escrevem como computadores.


E o que aprendemos com isso tudo? Aprendemos que William Blake é de alguma maneira mais humano do que Gertrude Stein? Ou que Gertrude Stein é mais computador do que William Blake?


(Risos)


Essas são perguntas que eu venho me fazendo há uns dois anos, e eu não tenho respostas. Mas o que eu tenho são várias descobertas sobre nosso relacionamento com a tecnologia.


E minha primeira descoberta é que, por alguma razão, nós associamos a poesia com ser humano. Tanto que quando perguntamos: "Um computador consegue escrever poesia?" também perguntamos: "O que significa ser humano e como definimos limites para essa categoria? Como definimos quem ou o que pode ser parte dessa categoria?" Essa é uma pergunta essencialmente filosófica, acredito eu, e não pode ser respondida com um teste sim ou não, como o teste de Turing. Eu também acredito que Alan Turing entendia isso, e quando ele criou seu teste em 1950, ele o fazia como uma provocação filosófica.


E minha segunda descoberta é que, quando fazemos o teste de Turing para poesia, não estamos realmente testando a capacidade dos computadores, porque algoritmos de geração de poesia são bem simples e já existem mais ou menos desde a década de 1950. O que estamos fazendo com o teste de Turing para poesia, melhor, é coletar opiniões sobre o que constitui a natureza humana. E o que eu compreendi, nós vimos isso hoje mais cedo, quando dissemos que William Blake é mais humano do que Gertrude Stein. Claro que isso não significa que William Blake era realmente mais humano ou que Gertrude Stein era mais computador. Simplesmente significa que a categoria de humano é instável. E isso me levou a entender que o ser humano não é um fato frio e duro. Mas sim, é algo construído com nossas opiniões e algo que muda com o tempo.


E minha descoberta final é que o computador, mais ou menos, funciona como um espelho que reflete qualquer noção de humano que lhe mostramos. Nós lhe mostramos Emily Dickinson, ele nos devolve Emily Dickinson. Nós lhe mostramos William Blake, é isso que ele reflete de volta para nós. Nós lhe mostramos Gertrude Stein, e o que recebemos é Gertrude Stein. Mais do que qualquer pedaço de tecnologia, o computador é um espelho que reflete a noção de humano que lhe mostramos.


Tenho certeza de que vários de vocês vêm escutando muito sobre inteligência artificial recentemente. E muito do que se fala é: será que conseguimos construí-la? Será que conseguimos construir um computador inteligente? Será que conseguimos construir um computador criativo? O que parece que estamos perguntando repetidamente é será que conseguimos construir um computador que pareça humano?


Mas o que acabamos de ver é que o ser humano não é um fato científico, que é uma ideia em constante mudança e concatenação e que muda com o tempo. Tanto que quando começamos a nos agarrar à ideia de inteligência artificial no futuro, não deveríamos somente nos perguntar: "Será que conseguimos construir?" Mas também deveríamos nos perguntar: "Que noção de humano gostaríamos de receber refletida para nós?" Essa é uma ideia essencialmente filosófica, e uma que não pode ser respondida somente com software, mas acho que exige um momento de reflexão existencial para uma espécie.

Obrigado.

(Aplausos)

Fonte: TED
[Visto no Brasil Acadêmico]

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