Podemos comer para que o câncer morra de fome?

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William Li apresenta um novo modo de pensar sobre o tratamento do câncer: a angiogênese, tendo como alvo os vasos sanguíneos que alimentam o...

William Li apresenta um novo modo de pensar sobre o tratamento do câncer: a angiogênese, tendo como alvo os vasos sanguíneos que alimentam o tumor. O primeiro passo crucial (e o melhor): Comer alimentos para combatem o câncer em seu próprio jogo.



Boa tarde. Há uma revolução na área médica acontecendo ao nosso redor, uma revolução que nos ajudará a dominar algumas das doenças mais temidas pela sociedade, inclusive o câncer. A revolução se chama angiogênese, e baseia-se no processo que nosso corpo usa para fazer crescer os vasos sanguíneos.



Então por que deveríamo preocupar-nos com os vasos sanguíneos? Bem, o corpo humano está literalmente cheio deles, são cerca de 96.560 km em um adulto. De uma ponta a outra, formaria uma linha que circularia a Terra duas vezes. Os vasos sanguíneos menores são chamados capilares. Nós temos 19 bilhões deles em nosso corpo. E esses são os vasos da vida, e como mostrarei, eles também podem ser os vasos da morte.


Pois bem, a coisa mais extraordinária a respeito dos vasos sanguíneos é que eles têm esta habilidade de se adaptar a qualquer ambiente no qual estejam crescendo.


Por exemplo, no fígado eles formam canais para desentoxicar o sangue. No pulmão, eles cobrem os sacos de ar para a troca de gases. Nos músculos, eles ficam em forma de saca-rolha assim os músculos podem contrair-se sem cortar a circulação. E nos nervos, eles correm ao longo como linhas de energia, mantendo vivos esses nervos.


E nós obtemos a maioria desses vasos sanguíneos quando nós ainda estamos no útero, na verdade. E o que isso significa é que, quando adultos, os vasos sanguíneos normalmente não crescem, com exceção de poucas circunstâncias particulares. Nas mulheres, os vasos sanguíneos crescem todos os meses para construir o revestimento interno do útero. Durante a gestação, eles formam a placenta, que conecta a mãe com o bebê. E após uma lesão, os vasos sanguíneos realmente devem crescer sob a casca para cicatrizar o ferimento. E é esta a aparência deles. Centenas de vasos sanguíneos todos crescendo para o centro da ferida.


Portanto, o corpo tem a habilidade de regular a quantidade de vasos sanguíneos presentes em um dado momento. E faz isso por meio de um elaborado e elegante sistema de verificação e ajustes, estimuladores e inibidores da angiogênese, de maneira que, quando precisamos de um breve aumento de vasos sanguíneos, o corpo pode fazer isto ao liberar estimuladores, proteínas chamadas fatores angiogênicos que atuam como fertilizantes naturais e estimulam o crescimento de novos vasos sanguíneos. E quando esses vasos sanguíneos excedentes não são mais necessários, o corpo os reduz ao normal usando os inibidores naturais da angiogênese. Pois bem, há outras situações nas quais estamos abaixo do normal, e precisamos fazer crescer mais vasos sanguíneos apenas para voltar aos níveis normais. Por exemplo, após uma lesão. E o corpo também pode fazer isso, mas apenas para voltar ao nível normal, aquele ponto específico.



Mas o que sabemos agora é que, para algumas doenças, há defeitos no sistema, quando o corpo não consegue podar os vasos sanguíneos excedentes ou não pode gerar novos vasos sanguíneos no momento e no lugar certos. E nessas situações, a angiogênese está desequilibrada. E quando a angiogênese se desequilibra, resulta em uma miríade de doenças.


Por exemplo, angiogênese insuficiente, quando não há vasos sanguíneos suficientes, leva a feridas que não cicatrizam, ataques cardíacos, falta de circulação nas pernas, morte por AVC, danos neurológicos. De outro lado, angiogênese excessiva, quando há muitos vasos sanguíneos, leva a doenças. E nós vemos isso com câncer, cegueira, artrite, obesidade, mal de Alzheimer. No total, há mais de 70 doenças graves que afetam mais de um bilhão de pessoas no mundo todo, que parecem, na superfície, ser diferentes umas das outras, mas, na verdade, todas têm a angiogênese anormal como denominador comum. E dar-nos conta disso nos permite reavaliar o modo pelo qual nós realmente enfocamos essas doenças ao controlar a angiogênese.


Agora vou enfocar no câncer porque a angiogênese é uma marca do câncer, de todos os tipos de câncer. Então vamos lá. Este é um tumor, massa escura, cinza, ameaçadora que cresce dentro de um cérebro. E, no microscópio, é possível ver centenas desses vasos sanguíneos como manchas marrons, capilares que alimentam as células de câncer, que lhes levam oxigênio e nutrientes. Mas o câncer não começa assim. E, na verdade, os cânceres não vão adiante sem o suprimento de sangue. Eles começam como ninhos microscópicos de células que podem crescer apenas meio milímetro cúbico. Isto equivale à ponta de uma caneta esferográfica. Eles não podem crescer mais que isso porque não têm suprimento de sangue, assim, não têm oxigênio ou nutrientes suficientes.



E, de fato, provavelmente formamos esses tipos de câncer microscópico o todo tempo em nosso corpo. Os estudos de autópsias de pessoas que morrem em acidentes de trânsito têm demonstrado que 40% das mulheres entre 40 e 50 anos têm cânceres microscópicos nas mamas. Cerca de 50% dos homens entre 50 e 60 anos têm câncer de próstata microscópico. E praticamente 100% das pessoas, quando chegarem aos 70 anos, terão câncer microscópico na tireóide. Entretanto, sem o suprimento de sangue, a maioria desses tipos de câncer nunca será perigosa. O Dr. Judah Folkman, que foi meu mentor, e foi o pioneiro no campo da angiogênese, chamou isso de "câncer sem doença".

Assim, a habilidade do corpo de equilibrar a angiogênese, quando está funcionando bem, evita que os vasos sanguíneos alimentem o câncer. E isto se revela como um dos nossos mais importantes mecanismos de defesa contra o câncer. De fato, se a angiogênese for bloqueada e os vasos sanguíneos não alcançarem as células cancerosas, os tumores simplesmente não poderão crescer. Mas quando ocorre a angiogênese, os cânceres crescem exponencialmente. E, na verdade, é assim que um câncer vai de inofensivo a letal. As células do câncer são mutantes e ganham a habilidade de liberar vários desses fatores angiogênicos, fertilizantes naturais, que inclinam a balança em favor dos vasos sanguíneos invadindo o câncer. E uma vez que esses vasos invadem o câncer, ele pode expandir, pode invadir o tecido local. E os mesmos vasos que estão alimentando os tumores, permitem que as células do câncer entrem na circulação e causem metástases. E, infelizmente, este último estágio do câncer é quando mais ocorre o diagnóstico, quando a angiogênese já aconteceu, e as células do câncer estão crescendo de forma desenfreada.


Então, se a angiogênese é o ponto de inflexão entre um câncer inofensivo e um nocivo, então uma grande parte da revolução da angiogênese é a nova forma de tratar o câncer ao cortar o suprimento de sangue. Nós chamamos de terapia antiangiogênica, e é completamente diferente da quimioterapia porque visa seletivamente os vasos sanguíneos que estão alimentando o câncer. E podemos fazer isso porque os vasos sanguíneos do tumor são diferentes dos vasos normais e saudáveis que encontramos em outras partes do corpo. Eles são anormais, mal formados, e, por causa disso, são muito vulneráveis aos tratamentos que os atacam. Com efeito, quando damos aos pacientes com câncer a terapia da antiangiogênese -- aqui, uma medicação experimental para glioma, que é um tipo de tumor cerebral -- podem ver que há mudanças dramáticas quando se corta a alimentação do tumor. Aqui há uma mulher com câncer de mama que é tratada com a medicação antiangiogênica chamada Avastin, aprovada pela FDA (agência reguladora). E vocês podem ver que aquele halo de fluxo sanguíneo desaparecer após o tratamento.


Bem, acabei de mostrar dois tipos muito diferentes de câncer que responderam à terapia antiangiogênica. Então, há poucos anos, eu me perguntei "Podemos dar um passo adiante e tratar outros tipos de câncer, até mesmo em outras espécies?" Então aqui está um boxer de nove anos chamado Milo que tinha um tumor muito agressivo no ombro, chamado neurofibroma maligno. Tinha atingido seus pulmões. Seu veterenário tinha dado três meses de vida. Então criamos um coquetel de medicações antiangiogênicas que poderia ser misturado à sua ração e também um creme antiangiogênico que poderia ser aplicado na superfície do tumor. E em poucas semanas de tratamento, conseguimos diminuir o ritmo de crescimento do câncer de tal modo que, por fim, conseguimos prolongar a sobrevida de Milo em seis vezes mais daquela que o veterinário havia previsto, tudo com muito boa qualidade de vida.


E, posteriormente, tratamos mais de 600 cachorros. Temos uma taxa de resposta em torno de 60% e melhoramos a sobrevida desses animais que seriam sacrificados. Portanto, deixem-me mostrar alguns exemplos ainda mais interessantes. Esta é um golfinho fêmea de 20 anos que vive na Flórida, ela teve estas lesões na boca que, no decorrer de três anos, se converteram em carcinoma de células escamosas invasivas. Então criamos uma pasta antiangiogênica. Ela foi aplicada em cima do câncer três vezes por semana. E depois de sete meses, os cânceres tinham desaparecido completamente, e as biópsias deram normal.


Isto é um câncer que cresce no lábio de um cavalo quarto de milha chamado Guiness. É um tipo de câncer muito, muito letal chamado angiossarcoma. Já havia atingido os gânglios linfáticos, então utilizamos um creme antiangiogênico para o lábio e um coquetel oral, dessa forma trataríamos por dentro e por fora. E no decurso de seis meses, ele teve uma remissão completa. E aqui está ele, seis anos depois, Guiness, com sua sorridente proprietária.


(Aplausos)


Pois bem, obviamente, a terapia antiangiogênica pode ser usada para uma grande variedade de tipos de câncer. E, na verdade, os tratamentos pioneiros, tanto para pessoas como para cães, já começam a estar disponíveis. Há 12 tipos diferentes de medicamentos, 11 diferentes tipos de câncer, mas a verdadeira pergunta é: Como é que funcionam na prática? Aqui estão os dados de sobrevida de pacientes de oito tipos diferentes de câncer. As barras representam o tempo de sobrevida da época em que só havia quimioterapia, ou cirurgia ou radiação. Mas a partir de 2004, quando as terapias antiangiogênicas apareceram pela primeira vez, bem, vocês podem ver que tem havido de 70 a 100% de aumento de sobrevida para pessoas com câncer de fígado, mieloma múltiplo, câncer coloretal e tumores estromais gastrointestinais. É impressionante. Mas para outros tumores e tipos de câncer, as melhorias têm sido apenas modestas.


Então comecei a me perguntar: "Por que não estamos sendo capazes de melhorar?" E a resposta, para mim, é óbvia: nós estamos tratando o câncer muito tarde no jogo, quando já se estabeleceu, e, muitas vezes, já se espalhou ou surgiram metástases. E, como médico, eu sei que, uma vez que a doença chega a um estágio avançado, conseguir a cura pode ser difícil, quando não impossível. Então eu voltei para a biologia da angiogênese e comecei a pensar: Poderia ser que a resposta para o câncer fosse impedir a angiogênese, combatendo o câncer no seu próprio jogo de forma que o câncer nunca se tornasse perigoso? Isto pode ajudar pessoas saudáveis assim como as pessoas que já combateram o câncer uma ou duas vezes e querem encontrar uma maneira de evitar que retorne. Assim, ao buscar uma maneira de prevenir a angiogênese no câncer, fui atrás das causas do câncer. E o que realmente me intrigou foi quando vi que a dieta representa de 30 a 35% dos cânceres causados pelo ambiente.


Ora, a coisa mais óbvia é pensar a respeito do que nós poderíamos retirar da nossa dieta, o que eliminar, tirar. Mas eu, na verdade, adotei um enfoque completamente oposto e comecei a perguntar: O que poderíamos adicionar à nossa dieta que seja naturalmente antiangiogênico, que pudesse aumentar o sistema imunológico e aniquilar os vasos sanguíneos que alimentam os cânceres? Em outras palavras, podemos comer para que o câncer morra de fome? Bem, a resposta é sim. E eu vou mostrar como. Nossa pesquisa nos levou ao mercado, à fazenda e ao armário de temperos porque o que descobrimos é que a mãe natureza ligou um grande número de alimentos e bebidas e ervas com inibidores naturais da angiogênese.


Este é um sistema de análise que desenvolvemos. No centro há um anel do qual centenas de vasos sanguíneos crescem igual a explosões estelares. E nós podemos utilizar este sistema para testar fatores dietéticos em concentrações que se obtem ao comer. Então deixem-me mostrar o que acontece quando inserimos um extrato de uvas roxas. O ingrediente ativo é o resveratrol. Ele também é encontrado no vinho tinto. Isto inibe a angiogênese anormal em 60%. Vejam o que acontece quando adicionamos extrato de morango. Ele inibe poderosamente a angiogênese. E extrato de soja. E aqui está uma lista crescente de nossos alimentos e bebidas antiangiogênicos que nos interessa estudar. E para cada tipo de alimento, acreditamos que há diferentes potências entre diferentes tipos e variedades. E nós queremos mensurar isto porque, bem, enquanto você come um morango ou bebe chá, por que não selecionar aquele que seja mais potente para prevenir o câncer?


Tenho aqui quatro tipos diferentes de chá que já foram testados. Todos eles são comuns: jasmim chinês, sencha japonês, Earl Grey e uma mistura especial que preparamos. E podem ver claramente que os chás variam de menos a mais potente. Mas o que é bem legal é quando combinamos os dois menos potentes, a combinação, a mistura, é mais potente que cada um sozinho. O que significa que há sinergia nos alimentos.


Aqui estão mais alguns dados do nosso experimento. Em laboratório, simulamos a angiogênese do tumor representada aqui por uma barra preta. E ao usar este sistema, conseguimos testar a potência das medicações contra o câncer. Então quanto menor a barra, menor a angiogênese, o que é bom. E aqui estão algumas medicações comuns que estão associadas à redução do risco de câncer nas pessoas. As estatinas, fármacos anti-inflamatórios não esteróides, e alguns outros, também inibem a angiogênese. E aqui estão alguns fatores dietéticos que estão lado a lado com esses medicamentos. Podem ver que claramente se igualam e, em alguns casos, são mais potentes que os fármacos reais. Soja, salsa, alho, uvas, frutas vermelhas, eu poderia ir para casa e preparar uma refeição saborosa com estes ingredientes. Então imagine se nós pudéssemos criar o primeiro sistema de classificação do mundo em que pudéssemos pontuar os alimentos de acordo com suas propriedades antiangiogênicas na prevenção do câncer. E é isso o que estamos fazendo agora.


Já lhes mostrei uma monte de dados de laboratório e a verdadeira pergunta é: Nas pessoas, qual é a evidência de que o consumo de certos alimentos pode reduzir a angiogênese no câncer? Bem, o melhor exemplo que conheço é um estudo com 79.000 homens acompanhados durante 20 anos em que se descobriu que os homens que consomem tomates cozidos duas ou três vezes na semana têm uma redução de até 50% do risco de desenvolver câncer de próstata. Sabemos que o tomate é uma boa fonte de licopeno, e licopeno é antiangiogênico. Mas o que é ainda mais interessante neste estudo é que dentre aqueles que desenvolveram câncer de próstata, os que comeram mais porções de molho de tomate, na verdade, tinham menos vasos sanguineos que alimentavam o câncer. Assim que, esse estudo em seres humanos é um bom exemplo de como as substâncias antiangiogênicas presentes nos alimentos e consumidas em níveis razoáveis podem ter um impacto sobre o câncer. E agora estamos estudando o papel de uma dieta saudável com Dean Ornish, UCSF e a Universidade de Tufts sobre o papel dessa dieta saudável nos referenciais da angiogênese que podemos encontrar na corrente sanguínea.


Ora, o que compartilhei com vocês tem obviamente algumas implicações de longo alcance, além da pesquisa sobre o câncer. Porque, se estivermos corretos, poderia ter impacto na educação dos consumidores, nos serviços relacionados à alimentação, na saúde pública e inclusive no setor de seguros. E, de fato, algumas companhias de seguro já estão começando a pensar dessa forma. Vejam este anúncio da Blue Cross Blue Shield de Minnesota. E para muitas pessoas em todo o mundo, a prevenção do câncer por meio da dieta pode ser a única solução prática porque nem todos podem permitir-se tratamentos caros contra o câncer em estágio terminal, mas todos poderiam beneficiar-se de uma dieta saudável, baseada em produtos locais sustentáveis e antiangiogênicos.


Pois bem, já falei sobre alimentos, já falei sobre câncer, então, há mais uma doença sobre a qual eu gostaria de falar: é a obesidade. Porque provou-se que o tecido adiposo, a gordura, é altamente dependente da angiogênese. E, como um tumor, a gordura cresce quando os vasos sanguineos crescem. Então a pergunta é: Podemos encolher a gordura ao cortar o suprimento de sangue dela? A curva superior mostra o peso corporal de um rato geneticamente obeso que come sem parar, até ficar tão gordo quanto esta bola de tênis peluda. E a curva de baixo é o peso de um rato normal.


Se pegar o rato obeso e dar um inibidor de angiogênese, ele perde peso. Ao parar o tratamento, recupera o peso de antes. Recomeça o tratamento, perde o peso novamente. Para o tratamento, volta a ganhar peso. E, na verdade, pode-se alternar o peso em alto e baixo simplesmente ao inibir a angiogênese. Então esta abordagem sobre a prevenção do câncer pode também ser aplicada para a obesidade. A coisa realmente, verdadeiramente interessante disso é que não podemos pegar esse rato obeso e fazê-lo perder mais peso do que o deveria ser o peso de um rato normal. Em outras palavras, nós não podemos criar ratos supermodelos. (Risos) E isto fala a respeito do papel da angiogênese na regulação dos níveis de controle saudáveis.


Albert Szent-Gyorgi disse certa vez que, "a descoberta consiste em ver o que todos viram, e pensar o que ninguém pensou." Espero tê-los convencido de que, para doenças como o câncer, a obesidade e outras, pode ser bastante potente atacar seu denominador comum, a angiogênese. E isso é o que eu acho que o mundo necessita agora. Obrigado.


(Aplausos)


June Cohen: Então estas medicações não são exatamente -- elas não estão sendo usadas para o tratamento convencional do câncer no momento. Para alguém, aqui, que tenha câncer, o que recomendaria? Recomendaria seguir estes tratamentos agora à maioria dos pacientes?


William Li: Há tratamentos antiangiogênicos que são aprovados pela FDA. E se você tem câncer ou trabalha ou advoga para alguém que tenha, você deve informar-se a respeito. E há muitas testes clínicos. A Andrew [ininteligível] Foundation está acompanhando quase 300 turmas, e há em torno de 100 mais medicamentos a serem lançados. Então já se consideram aprovados, procure testes clínicos, mas aí, entre o que o seu médico pode fazer por você, precisamos nos perguntar o que nós podemos fazer por nós mesmos. E este é um dos temas dos quais estou falando nós mesmos temos o poder de fazer coisas que os médicos não podem fazer por nós, que é usar o conhecimento para agir. E se a mãe natureza nos deu algumas pistas, nós achamos que deve haver um novo futuro em valorizar o que comemos. E o que comemos é uma verdadeira quimioterapia três vezes ao dia.


JC: Certo. Nesse sentido, para as pessoas que poderiam ter fatores de risco para o câncer recomendaria fazer algum tipo de tratamento preventivo ou simplesmente seguir a dieta adequada com grande quantidade de molho de tomate?


WL: Bem, como sabem, há uma grande evidência epidemiológica. E eu penso que na era da informação, não se precisa de muito para chegar a uma fonte segura como Pubmed, a Biblioteca Nacional de Medicina, em busca de estudos epidemiológicos para a redução do risco de câncer com base em dietas e medicamentos comuns. E isso é certamente algo que qualquer um pode fazer.


JC: OK. Bem, muito obrigada.


(Aplausos)

[Via BBA]

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Brasil Acadêmico: Podemos comer para que o câncer morra de fome?
Podemos comer para que o câncer morra de fome?
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Brasil Acadêmico
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