Thomas Barnett traça um novo mapa para a paz

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Dividir as forças armadas do EUA em duas. Seria essa a melhor solução?

Nesta estimulante e honesta palestra, o estrategista de segurança internacional Thomas Barnett delinea uma solução pós-Guerra Fria para deter o naufrágio das forças armadas dos EUA. A solução é razoável e é de tirar o fôlego por sua simplicidade: Dividi-las em duas.


Muitos me perguntam qual é a diferença entre meu trabalho e o do típico planejador estratégico de longo alcance do Pentágono.



E a resposta que gosto de oferecer é, o que eles tipicamente fazem é pensar sobre o futuro das guerras no contexto da guerra. E o que eu passei 15 anos fazendo neste ramo - e levei quase 14 para perceber - é que eu penso sobre o futuro das guerras no contexto de todo resto. Então, eu tendo a me especializar na cena entre guerra e paz. O material que já vou mostrar a vocês é uma ideia para um livro. Bem, um monte de ideias. É esta a que me faz viajar pelo mundo interagindo um bocado com forças armadas estrangeiras. O material foi gerado em dois anos de trabalho que eu fiz para o Secretário de Defesa, pensando numa nova grande estratégia nacional para os Estados Unidos. Vou apresentar um problema e tentar dar a vocês uma resposta.



Eis o meu conceito cabeça-dura favorito dos anos 1990 no Pentágono, a teoria de estratégias assimétricas de anti-acesso e de negação de área. Por que nós a chamamos assim? Porque ela tem todos aqueles A's juntos, eu acho. Essa embrulhada aí quer dizer que, se os Estados Unidos lutarem contra alguém, nós vamos ser enormes, eles vão ser pequenos.
E se eles tentarem lutar contra nós de frente, da maneira tradicional, nós vamos acabar com eles, e por essa razão ninguém tenta esse caminho mais. 
Eu conheci o último General da Aeronáutica que realmente chegou a derrubar um avião inimigo em combate. Ele é hoje um Brigadeiro. Isso mostra como estamos distantes de até mesmo achar outra Força Aérea disposta a voar contra a nossa. Então, essa capacidade sobremedida cria problemas - a Casa Branca os chama de sucessos catastróficos.

(Risos)

E estamos tentando entender isso, porque temos uma capacidade assombrosa. A questão é o que é que há de bom a se fazer com isso? OK? A teoria de estratégias assimétricas de anti-acesso e de negação de área - o embrulho que nós dizemos ao Congresso, porque se nós apenas lhes disséssemos que podemos acabar com todo mundo eles não comprariam todas coisas que queremos. Então, dizemos estratégias assimétricas de anti-acesso e negação de área, e eles arregalam os olhos.

(Risos)

E eles dizem, você pode construir isso no meu Estado?

(Risos)

(Aplausos)

Eis a minha paródia e ela nem é tão boa. Vamos falar de um campo de batalha, sei lá, o Estreito de Taiwan em 2025. Vamos falar de um inimigo ameaçador daquele espaço. Sei lá, o 'Million Man Swim'.

(Risos)

Os Estados Unidos têm que acessar o campo de batalha instantaneamente. Eles jogam para cima de nós estratégias assimétricas de anti-acesso e de negação de área. Uma casca de banana na pista de decolagem.

(Risos)

Cavalos-de-Tróia nas nossas redes de computadores revelam todos nossos calcanhares de Aquiles na hora. Nós dizemos: "China, pega que é seu". Abordagem de Prometeu, basicamente uma definição geográfica, foca quase que exclusivamente no início do conflito. Nós mandamos um time que só joga no 1º tempo quando o campeonato conta a pontuação até o final do jogo. É esse o problema. Nós podemos ganhar de lavada contra qualquer um, e então sermos destruídos no 2º tempo - é o que chamam de guerra de quarta geração.

Eis o jeito como eu prefiro descrever isso. Não há campo de batalha que as Forças Armadas dos EUA não possam acessar. Disseram que não poderíamos no Afeganistão, e conseguimos fácil. Disseram que não poderíamos no Iraque. Nós conseguimos com 150 baixas de combate em 6 semanas.

Conseguimos tão rápido que não estávamos preparados para o colapso deles. 

Não há quem não possamos derrubar. A questão é, o que você faz com o poder?

Então, você acessa espaços de batalha sem problemas. O que nós temos dificuldade em acessar é o espaço de transição que deve naturalmente se seguir, e em criar o espaço de paz que nos permita ir embora. Problema é, o Departamento de Defesa aqui arrebenta você. O Departamento de Estado acolá diz, "Vamos lá, garoto, eu sei que você consegue." E aquele pobre país pula da beira do abismo faz aquela coisa de desenho animado e então cai.

(Risos)

Não se trata de força avassaladora, mas de força proporcional. De tecnologias não-letais, porque se você atirar balas de verdade numa multidão de mulheres e crianças em manifestação você vai perder amigos bem rápido. Não se trata de projeção de poder, mas de permanência de poder, o qual provém da legitimidade com os nativos. Quem você acessa nesse espaço de transição?

Você tem que criar parceiros internos, tem que acessar parceiros de coalizão. Pedimos aos indianos 17.000 tropas de paz. Eu conheço os líderes deles, eles queriam nos ajudar. Mas eles nos disseram, sabe o quê? Naquele espaço de transição, vocês são só uma fachada. Não achamos que vocês consigam, não vamos lhes dar nossas 17.000 tropas de paz para serem bucha de canhão. Pedimos aos russos 40.000. Eles disseram não. Eu estava na China em agosto, eu disse, "Vocês deviam ter 50.000 tropas de paz no Iraque. É o óleo de vocês, não o nosso." Que é a verdade, é o óleo deles. E os chineses me disseram:

Dr. Barnett, você está absolutamente certo. Num mundo perfeito, teríamos 50.000 lá. Mas este não é um mundo perfeito, e sua administração está longe de fazer do mundo um lugar mais perfeito.

Mas nós temos problemas em acessar nossos resultados.

Nós tivemos sorte, francamente, na seleção. Nós enfrentamos oponentes diferentes em cada um desses três. E já é hora de começar a admitir que você não pode pedir ao mesmo moleque de 19 anos que faça tudo, dia vem, dia vai. É simplesmente difícil demais. Temos uma capacidade de guerrear sem paralelo. Não fazemos todo resto tão bem. Francamente, fazemos melhor que todo mundo e ainda não prestamos. Temos um Secretário de Guerra brilhante. Não temos um Secretário de Todo Resto. Porque, se tivéssemos, o sujeito estaria perante o Senado, ainda dando testemunho sobre Abu Ghraib. O problema é que ele não existe. Não há um Secretário de Todo Resto. Acho que temos uma capacidade de fazer guerra sem paralelo. Chamo isso de A Força Leviatã. O que precisamos construir é a força para Todo Resto, eu os chamo de Administradores de Sistema.

O que eu acho que isso realmente representa é a falta de regras de A a Z para o mundo como um todo para lidar com estados politicamente falidos. Temos regras para lidar com estados economicamente falidos. É o Plano de Falência Soberana do FMI, OK? Nós discutimos sobre ele toda vez que o usamos. A Argentina acabou de passar por ele, quebrou um monte de regras. Eles saíram do outro lado, nós dissemos, tudo bem, não se preocupe. É transparente, uma certa quantia de segurança, dá o senso de um resultado com soma diferente de zero. Não temos um processo assim para estados falidos politicamente, que francamente todos queremos que sumam. Como Saddam, como Mugabe, como Kim Jong-Il - gente que mata centenas de milhares ou milhões. Como os 250.000 mortos até agora no Sudão.

Como um sistema de A a Z se pareceria? Irei distinguir entre o que chamo de metade frontal e metade traseira. E vamos chamar esta linha vermelha de, sei lá, Missão Cumprida.

(Risos)

(Aplausos)

O que temos em existência no momento, no início deste sistema, é o Conselho de Segurança da ONU como um júri. O que eles podem fazer? Eles podem denunciar o seu traseiro. Eles podem debater, escrever num pedaço de papel, pôr num envelope e lhe mandar pelo correio. E então dizer sem termos ambíguos: "por favor, deixe de sacanagem".

(Risos)

O resultado disso são cerca de 4 milhões de mortos na África Central nos anos 1990. O resultado são 250 mil mortos no Sudão nos últimos 15 meses. Todos teremos que responder a nossos netos um dia o que é que você fez sobre o holocausto na África. E é bom que você tenha uma resposta. Não temos nada que traduza essa vontade em uma ação.

O que nós temos sim é a Força Leviatã dos EUA que diz, "Você quer que eu derrube aquele palhaço ali? Eu derrubo ele. Faço isso na terça. Vai te custar 20 bilhões de dólares."

(Risos)

Mas eis o problema. Assim que não acho mais ninguém para metralhar, eu saio de cena imediatamente. Isso se chama de Doutrina Powell. Lá no fim da linha, nós temos a Corte Penal Internacional. Eles adoram pôr palhaços sob julgamento, eles acabaram de pegar o Milosevic.

O que é que está faltando? Um executivo funcional que traduza vontade em ação. Porque nós não temos isso, toda vez que lideramos uma força-tarefa, nós temos que nos convencer dessa coisa de ameaça iminente.

Nós não enfrentamos uma ameaça iminente desde a Crise dos Mísseis Cubanos em 1962. 

Mas usamos essa linguagem de uma era passada para nos amedrontar a ponto de tomar uma atitude porque somos uma democracia e é assim que funciona.

E se isso não funcionar, nós gritamos, "Ele tem uma arma!" e na mesma hora, invadimos.

(Risos)

E então nós verificamos o corpo e nós, tipo, achamos um velho isqueiro e dizemos, "Ah Jesus, estava escuro."

(Risos)

Você que fazer valer, França? A França diz, "Não, mas eu gosto muito de lhe criticar depois do fato."

O que precisamos no fim da linha é uma grande força com autoridade, o que chamo de Força "Sys Admin". Nós devíamos ter mandado 250 mil tropas ao Iraque nos calcanhares daquele Leviatã varrendo o inimigo até Bagdá. O que você consegue então? Zero saques, zero desaparecimentos de militares, zero desaparecimentos de armas, zero desaparecimentos de munição, zero Muqtada al-Sadr - estou quebrando os ossos dele - zero insurreição. Fale com qualquer um que estava lá nos primeiros seis meses. Tivemos seis meses para ajeitar tudo, para terminar o serviço, e nós ficamos à toa por seis meses. E então eles se viraram contra nós. Por quê? Porque eles ficaram de saco cheio. Eles viram o que fizemos com Saddam. Eles disseram, "Vocês são poderosos, vocês podem ressuscitar este país. "Vocês são a América."

O que precisamos é de um fundo de reconstrução internacional. 

Sebastian Mallaby, do Washington Post, grande ideia. No modelo do FMI. Ao invés de pedir contribuições toda vez, OK? Aonde vamos achar esse cara? Do G20, essa é fácil. Olhem a agenda deles desde o 11 de setembro. Toda dominada por segurança. Eles vão decidir de cara como o dinheiro será gasto. Igual ao FMI. Você vota de acordo com quanto dinheiro você arrecada. Eis o meu desafio ao Departamento de Defesa. Você tem que construir esta força, você tem que semear esta força, você tem que procurar parceiros de coalizão, criar um registro de sucessos. Você terá este modelo. Você me diz que é difícil demais. Vou cortar a parte onde eu explico como já fizemos isso nos Bálcãs. Fizemos pá-pum bem assim. Precisamos regulamentar isso, fazê-lo transparente. Vocês querem que o Mugabe suma? Vocês gostariam que Kim Jong-Il, que matou uns dois milhões de pessoas, gostariam que ele sumisse? Gostariam de um sistema melhor? É por isso que isso é importante para os militares. Eles vêm experimentando uma crise de identidade desde o fim da Guerra Fria. Não falo da diferença entre realidade e desejo, do qual eu poderia falar porque não faço parte do governo.

(Risos)

Falemos sobre os anos 1990. O Muro de Berlim cai, fazemos Tempestade no Deserto. Começa uma divisão entre aqueles militares que veem um futuro no qual eles podem viver, e aqueles que veem um futuro que começa a dar medo neles. Como a comunidade de submarinos dos EUA que observa a Marinha Soviética desaparecer do dia para a noite. Ah!

(Risos)

Então eles começam a sair da realidade para o desejo e eles criam sua própria linguagem especial para descrever sua viagem de auto descoberta e autorrealização.

(Risos)

O problema é, você precisa de um inimigo grande e sexy para brigar. E se você não achar um, você tem que fabricar um.

China, toda crescidinha, vai ser de parar o trânsito!

(Risos)

O resto dos militares foi se arrastando pela lama pelos anos 1990. E eles criaram este termo pejorativo para descrever isso, 'operações militares que não a guerra'. E eu pergunto a vocês, quem quer ser militar para fazer coisas 'que não a guerra'? Na verdade, a maioria deles. Jessica Lynch nunca planejou atirar de volta. A maioria deles nunca pega em armas. Afirmo que isso é um código dentro do exército que diz, "nós não queremos fazer isso." Eles passaram os anos 1990 em serviço na cena bagunçada entre as partes globalizadas e não-globalizadas do mundo. O que chamo de o centro e a lacuna. O governo Clinton não estava interessado nisso. Por oito anos, desde o primeiro dia na presidência, no seu discurso defendendo gays no exército, com total habilidade.

(Risos)

Então, estivemos abandonados por oito anos. E o que é que fizemos sem liderança? Compramos um exército e operamos outro. E é como o sujeito que vai ao médico e diz, "Doutor, dói quando eu faço isto."

(Risos)

O doutor diz, "Deixe de fazer isso, idiota."

Eu costumava dar este discurso no Pentágono no início dos anos 1990. Eu diria, "Vocês estão comprando um exército e operando outro. E eventualmente vai doer, isso é errado. Pentágono mau, mau!"

(Risos)

E eles diriam, "Dr. Barnett, você está tão certo. Você pode voltar ano que vem e nos relembrar disso?"

(Risos)

Dizem que o 11 de setembro curou esse racha, expulsou os gurus da transformação de longo prazo com aquela visão longínqua da história, e os arrasta de volta à lama e diz, você quer um inimigo conectado em rede? Eu tenho um, ele está em todos os lugares, vai pegá-lo. E isso eleva MOOTW - como se pronuncia essa sigla - de bosta à grande estratégia, porque é assim que você reduz aquela fissura.

Algumas pessoas põe essas duas coisas juntas e as chamam de império, que eu penso ser um conceito cabeça-dura. Império é sobre a aplicação não só do mínimo de regras, que é o que você não pode fazer, mas do máximo de regras, que é o que você tem que fazer. Não é assim o nosso sistema de governança. Nunca foi assim que procuramos interagir com o mundo exterior. Eu prefiro a frase Administração de Sistema. Nós aplicamos o mínimo de regras para manter conectividade com a economia global. Certas coisas ruins que não se pode fazer. Como é que isso impacta o modo como pensamos sobre o futuro da guerra? Este é um conceito que me fez ser desprezado por todo o Pentágono. E também me fez muito popular. Todos têm alguma opinião.

Voltando às raízes do nosso país - historicamente, defesas significaram proteção da terra natal. Segurança significava todo resto. Está escrito na nossa constituição, duas forças diferentes, duas funções diferentes. Convoque um exército quando precisar, e mantenha uma marinha para a conectividade do dia-a-dia. Um Departamento de Guerra, um Departamento de Todo Resto. Um cacetete, e uma batuta. Força destruidora, força conectiva. Em 1947, nós fundimos essas duas coisas no Departamento de Defesa. Nossa lógica de longo prazo se torna: o estarmos por um fio de cabelo de lutar contra os soviéticos. Atacar a América significa arriscar explodir o mundo. Nós conectamos segurança nacional à segurança internacional com um atraso de sete minutos. Esse não é mais nosso problema. Eles podem matar três milhões em Chicago amanhã e nós não dormimos com bombas atômicas debaixo da cama. Essa é a parte assustadora.

A questão é como reconectamos a segurança nacional americana com a segurança global para tornar o mundo muito mais confortável, e para mesclar e contextualizar nosso uso de força ao redor do planeta? O que ocorreu desde então é aquela bifurcação que eu descrevi. Nós conversamos sobre isto a partir do fim da Guerra Fria. Vamos ter um Departamento de Guerra, e um Departamento de Todo o Resto. Algumas pessoas dizem, diabos, 11 de setembro resolveu para vocês. Agora nós temos um campeonato local e outro no exterior.

(Risos)

O Departamento de Segurança Interna é uma medida estratégica faz de conta. Ele vai ser o Departamento de Agricultura do século 21. TSA (Administração de Segurança dos Transportes), milhares de pé por aí.

(Risos)

Fique satisfeito que Robert Reed não botou aquela bomba no rabo.

(Risos)

Porque então seríamos todos gays.

Eu apoiei a guerra no Iraque. Ele era um vilão com múltiplos antecedentes. Não é como se tivéssemos que procurá-lo, e matar gente ao vivo para prendê-lo. Eu sabia que nós íamos arrebentar com a Força Leviatã. Eu sabia que íamos ter dificuldades com a fase seguinte. Mas eu sei que essa organização não muda até que sinta o gosto da derrota. O que é que eu quero dizer com essas duas forças diferentes?

Esta é a Força Hobbesiana. Eu amo esta força, não quero que ela suma, ela mais as bombas atômicas impedem guerras entre potências. Estas são as forças armadas que o resto do mundo quer que construamos. É por isso que eu viajo pelo mundo todo falando com exércitos estrangeiros.

O que isso quer dizer? Significa que você deve parar de fingir que pode fazer essas duas tarefas incongruentes com o mesmo moleque de 19 anos. Mudando: manhã, tarde, noite, manhã, tarde, noite, Dando ajuda humanitária, atirando de volta, ajuda humanitária, atirando de volta. É mudança demais. Os moleques ficam cansados disso, OK?

(Risos)

Aquela força na esquerda, você pode treinar alguém de 19 anos para fazer isso. Aquela força na direita é mais, tipo, um policial de 40 anos. Você precisa de experiência. O que isso significa em termos de operações?

A regra é a seguinte. Aquela Força 'Sys Admin' é a força que nunca volta para casa, que faz a maioria dos serviços. Você acaba com aquela Força Leviatã só de vez em quando. Mas eis a promessa que você faz ao público americano, ao seu próprio povo, ao mundo. Após acabar com a Força Leviatã, você jura, você garante que vai estruturar uma super de uma - imediatamente - Força 'Sys Admin' que segue. Não planeje a guerra a não ser que você planeje ganhar a paz.

(Aplausos)

Outra diferença é, o Leviatã, parceiros tradicionais, são muito parecidos com os britânicos e suas ex-colônias.

(Risos)

Inclusive nós, se me permite lembrar-lhes. O resto, uma seleção maior de parceiros. Organizações internacionais, organizações não-governamentais, organizações privadas de voluntários, prestadores. Você não vai escapar disso. Força Leviatã, é sobre operações conjuntas entre os serviços militares. Nós já fazemos isso. O que precisamos fazer é operações inter-agências, das quais francamente a Condolezza Rice era responsável. E eu mal acredito como ninguém perguntou a ela essa questão quando ela foi confirmada.

Eu chamo a Força Leviatã de os militares de seu pai. Eu prefiro eles jovens, machos, solteiros, meio cabeças-quentes.

(Risos)

Eu chamo a Força 'Sys Admin' de os militares de sua mãe. É tudo que os militares do pai odeiam. Muito mais igualdade de sexos, mais velhos, educados, casados e com filhos. 

A força na esquerda, ou luta, ou está fora. A força na direita, sempre ativa. A força na esquerda respeita as restrições de Posse Comitatus sobre o uso de força dentro dos EUA. A força na direita vai obliterar isso. É isso que a Guarda Nacional vai ser. A força na esquerda nunca vem sob escrutínio da Corte Penal Internacional. A Força 'Sys Admin' deve. Diferentes definições de centralização de redes. Uma derruba redes, a outra as ergue. E você tem que fazer guerra aqui de modo a facilitar aquilo.

Precisamos de um maior orçamento? Precisamos de serviço militar obrigatório? Absolutamente não. O pessoal de Revolução de Assuntos Militares vem me dizendo há anos, podemos ser mais rápidos, mais baratos, menores, e tão letais quanto. Eu digo, "Ótimo, o que eu poupar no seu lado vai para a 'Sys Admin'."

Eis o ponto central. Primeiro você constrói a Força 'Sys Admin' dentro das Forças Armadas dos EUA. Mas em última instância você vai deixá-lo dois terços em mãos civis. Deixá-lo inter-agências e internacional. Então, sim, começa dentro do Pentágono, mas com o tempo ele terá que cruzar aquela linha.

(Risos)

Eu estive no cumo da montanha, posso ver o futuro. Posso não viver para levá-los lá, mas vai acontecer. Nós vamos ter um Departamento de Todo o Resto entre guerra e paz.

Último slide. Quem tem a custódia sobre as crianças? É aqui que os Fuzileiros Navais na audiência ficam tensos.

(Risos)

E é nessa hora que eles mais querem arrancar meu couro depois da palestra.

(Risos)

Leiam Max Boon. Esta é a história dos Fuzileiros - pequenas guerras, pequenas armas. Os Fuzileiros são como o meu Terrier 'West Highland'. Eles se levantam toda manhã, querem cavar um buraco e querem matar alguma coisa.

(Risos)

Não quero meus Fuzileiros dando ajuda humanitária, quero que eles sejam Fuzileiros. 

É isso que impede a Força 'Sys Admin' de Sis de ser uma força mariquinha. O que a torna diferente da ONU. Se você atirar nessa gente, os Fuzileiros vão vir e te matar.

(Risos)

(Aplausos)

Departamento da Marinha, submarinos estratégicos vêm para cá, navios de superfície vão para lá, e a novidade é que eles podem ser pequenos como nessa imagem.

(Risos)

Eu a chamo de Marinha 'Smart Dust'. Eu digo a jovens oficiais, você pode comandar 500 navios em sua carreira, o ruim é que os navios podem não ter ninguém a bordo. Porta-aviões oscilam de mãos entre os dois. Você verá o padrão - paraquedistas, igual aos porta-aviões. Blindados vêm para cá. Este é o segredo sujo da Aeronáutica, você pode vencer só bombardeando. Mas precisa de um monte de soldados em terra para ganhar a paz. Shinseki estava certo com seu argumento. Força aérea e transporte aéreo vão para os dois lados. Bomdardeiros e caças vêm para cá. Comando de Operações Especiais em Tampa. Os rápidos-no-gatilho vão para lá. Relações Públicas, aquela criança bastarda, vem para cá. De volta para o Exército. O ponto sobre os rápidos-no-gatilho e o Comando de Operações Especiais. Não há baixa temporada para eles, eles estão sempre na ativa. Eles descem, fazem o que tinham que fazer, desaparecem. Agora me vê, nunca fale que me viu.

(Risos)

Eu nunca estive aqui.

(Risos)

O mundo é meu parque de diversões.

(Risos)

Quero manter eles à vontade para puxar os gatilhos. Quero o menos possível de regras. Porque quando a coisa é prevenida em Chicago com os três milhões de mortos que perverte nosso sistema político além da chance de recuperação, você tem os sujeitos que vão matar eles primeiro. Então é melhor deixar que eles façam alguns erros pelo caminho, do que ter aquele desastre.

Componente reserva - as reservas da Guarda Nacional, todas para 'Sys Admin'. Como você vai pô-los para trabalhar nessa nova força? A maioria dos bombeiros deste país trabalha de graça. Não se trata de dinheiro. Trata-se de ser franco com esses rapazes e moças.

Último ponto, a comunidade de inteligência - os músculos e as agências de defesa vão para lá. O que deveria ser a CIA, aberta, analítica, 'open source' deve vir para cá. A informação de que você precisa para fazer isto não é secreta. Não é secreta. Leiam aquele grande artigo no New Yorker sobre como nossa geração Y, 19 a 25 anos, no Iraque, ensinaram uns aos outros como fazer tarefas da 'Sys Admin', usando salas de bate-papo na internet. Falaram a eles, "A Al Qaeda pode estar ouvindo." Responderam, "Ora, eles já conhecem isto tudo."

(Risos)

Leve um presente na mão esquerda. Estes são os óculos-de-sol que não assustam as pessoas, coisas simples. Censores e transparência, os administradores vão em ambas as direções.

Obrigado.

Fonte: TED
[Visto no Brasil Acadêmico]

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Brasil Acadêmico: Thomas Barnett traça um novo mapa para a paz
Thomas Barnett traça um novo mapa para a paz
Dividir as forças armadas do EUA em duas. Seria essa a melhor solução?
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Brasil Acadêmico
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