Philip Zimbardo: Como pessoas comuns se tornam monstros... ou heróis

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Philip Zimbardo é professor da Universidade de Stanford desde 1968. Em 1971 conduziu uma time de pesquisadores para realizar o famoso experi...

Philip Zimbardo é professor da Universidade de Stanford desde 1968. Em 1971 conduziu uma time de pesquisadores para realizar o famoso experimento de aprisionamento de Stanford, que foi um marco no estudo psicológico das reações humanas ao cativeiro, em particular, nas circunstâncias reais da vida na prisão. Depois Zimbardo se ocupou de estudar o que ele chamou de Efeito Lúcifer e sua relação com os abusos cometidos na prisão de Abu Ghraib e outras formas de vilanias.


Filósofos, dramaturgos, teólogos têm lidado com esta questão por séculos: O que faz as pessoas serem más? Curiosamente, eu fiz esta pergunta quando era criança. Quando era uma criança crescendo no sul do Bronx, um gueto dentro de Nova York, eu estava cercado pelo mal, como todas as crianças que cresceram em um gueto. E eu tinha amigos que eram realmente bons garotos, que viviam fora do cenário médico-e-monstro - Robert Louis Stevenson. Isto é, eles se drogavam, violavam a lei, iam para a cadeia. Alguns foram mortos, e alguns conseguiram isso sem a ajuda das drogas.


Então quando eu lia Robert Louis Stevenson, não era ficção. A única questão era, o que havia no suco?

E mais importante, aquela linha entre bem e mal -- que pessoas privilegiadas gostam de pensar que é fixa e impermeável, com elas do lado bom, e os outros do lado ruim -- Eu sabia que aquela linha era móvel, e ela era permeável.

Boas pessoas podiam ser seduzidas a cruzar a linha, e sob boas e bastante raras circunstâncias garotos ruins poderiam se recuperar com ajuda, com reforma, com reabilitação. Portanto quero começar com esta maravilhosa ilusão do artista [holandês] M.C. Escher. Se você olha para ela e foca no branco, o que você vê é um mundo cheio de anjos. Mas vamos olhar mais fundo, e quando o fazemos, o que aparece são os demônios, os diabos do mundo. E isso nos mostra várias coisas. Uma: o mundo é, foi, sempre será preenchido com bem e mal, porque bem e mal são o Yin e o Yang da condição humana. Isso me diz algo mais. Se vocês se lembram, o anjo favorito de Deus era Lúcifer. Aparentemente, Lúcifer significa "a luz." Também significa "a estrela da manhã," em algumas escrituras. E aparentemente ele desobedeceu Deus, e essa é a máxima desobediência à autoridade. E quando ele o fez, o arcanjo Miguel foi enviado para o expulsar do céu juntamente com os outros anjos caídos. E então Lúcifer cai ao inferno, se torna Satã, se torna o diabo, e a força do mal no universo começa.
Paradoxalmente, foi Deus que criou o inferno como um lugar para guardar o mal. Ele não fez um bom trabalho em manter isso lá, entretanto. Assim, este arco de transformação cósmica de anjo favorito de Deus para o Diabo, para mim, define o contexto para a compreensão dos seres humanos que são transformados de pessoas comuns, boas em perpetradores do mal. Portanto o Efeito Lúcifer, ainda que com foco nos negativos -- os negativos que as pessoas podem se tornar, não os negativos que as pessoas são -- me leva a uma definição psicológica: o mal é o exercício do poder. E esta é a chave: é sobre poder. Intencionalmente ferir pessoas psicologicamente, ferir pessoas fisicamente, destruir pessoas mortalmente, ou idéias, e cometer crimes contra a humanidade. Se você buscar "mal" no Google, uma palavra que deveria certamente ter já desaparecido, você obtém 136 milhões de resultados em um terço de segundo. Alguns anos atrás, estou certo de que vocês ficaram chocados, como eu fiquei, com a revelação de soldados Americanos abusando de prisioneiros em um lugar estranho em uma guerra controversa: Abu Ghraib no Iraque. E estes eram homens e mulheres que estavam submetendo prisioneiros a humilhações inacreditáveis. Eu fiquei chocado, mas não surpreso, porque eu havia visto aqueles mesmos paralelos visuais quando eu era o superintendente prisional do Estudo sobre a Prisão de Stanford. Imediatamente os militares da administração Bush disseram.. o que? O que todos os administradores dizem quando há um escândalo. "Não nos culpem. Não é o sistema. São algumas poucas maçãs podres, os poucos soldados renegados."

Minha hipótese é que soldados Americanos são bons, em geral. 

Talvez o barril que era ruim. Mas como -- como irei lidar com esta hipótese? Eu me tornei uma testemunha especialista para um dos guardas, sargento Chip Frederick, e nessa posição, eu tive acesso às duzias de relatórios investigativos. Eu tive acesso a eles. Eu pude estudá-los, levá-los para casa, conhecê-los, fazer análises psicológicas para ver se ele era uma maçã boa ou podre. E terceiro, eu tive acesso a todas as 1000 fotos que esses soldados tiraram.

Essas fotos são de natureza violenta ou sexual. Todas elas vieram de câmeras de soldados Americanos. 

Porque todos tinham uma câmera digital ou um celular com câmera, eles tiraram fotos de tudo. Mais de 1000.
E o que eu fiz foi organizá-las em várias categorias. Mas estes eram reservistas da Polícia Militar dos Estados Unidos. Eles não eram absolutamente soldados preparados para esta missão. E tudo aconteceu em um único lugar, pavilhão 1A, no turno da noite. Por que? O pavilhão 1A era o centro da inteligência militar. Era o centro de interrogatórios. A CIA estava lá. Interrogadores da Titan Corporation, todos lá, e eles não estavam obtendo nenhuma informação sobre a insurreição. Então eles começaram a pressionar esses soldados, Polícia Militar, a cruzar a linha, dando a eles permissão para abalar a moral do inimigo, para prepará-los para o interrogatório, para "amaciá-los", para tirar as luvas. Esses são os eufemismos, e isto é como foram interpretados. Vamos descer à masmorra. (Obturador fotográfico) (Impactos) (Obturador fotográfico) (Impactos) (Respiração) (Sinos) Portanto, bastante horrível. Essa é uma das ilustrações visuais do mal. E não deve escapar dos seus olhos que a razão porque eu combinei o prisioneiro com seus braços estendidos com a Ode à Humanidade de Leonardo da Vinci, é que o prisioneiro tinha doença mental. Aquele prisioneiro se cobria de fezes todos os dias, e eles costumavam fazer ele rolar na terra para que não cheirasse mal. Mas os guardas acabaram batizando ele de "Shit Boy". O que ele estava fazendo naquela prisão em vez de estar em um hospital psiquátrico? De qualquer modo, aqui está o ex Secretário de Defesa Rumsfeld.

Ele chega e diz, "quero saber quem é responsável" "Quem são as maçãs podres?", bem, essa é uma pergunta ruim. 

Você tem de reelaborar e perguntar, "O que é responsável?" Porque "o que" pode ser o quem (pessoas), mas pode também ser o que (situação), e obviamente que está equivocado. Então como psicólogos abordam a compreensão de tais transformações do caráter humano se vocês acreditam que eles eram bons soldados antes de descerem naquela masmorra? Existem três formas. A principal forma é chamada disposicional. Olhamos ao que está dentro da pessoa, as maçãs podres. Esta é a base de todas as ciências sociais, a base da religião, a base da guerra.

Psicólogos sociais como eu chegam e dizem, "Sim, pessoas são os atores no palco, mas você tem de saber qual é a situação. Quem está no elenco? Qual é o figurino? Existe um diretor do espetáculo?"

Portanto estamos interessados em: quais são os fatores externos em torno dos indivíduos, o barril ruim? E cientistas sociais param aí e desconsideram o grande ponto que eu descobri quando me tornei testemunha especialista de Abu Ghraib. O poder está no sistema. O sistema cria as situações que corrompem os indivíduos, e o sistema é o arcabouço legal, político, econômico, cultural. E isto é onde o poder está, os fabricantes de barris ruins. Assim se você quer mudar uma pessoa você tem de mudar a situação. Se você quer mudar a situação, tem de saber onde o poder está no sistema. Portanto o Efeito Lúcifer envolve entender transformações no caráter humano com estes três fatores. E é uma interrelação dinâmica. Em que as pessoas contribuem para estas situações? O que estas situações obtêm delas? E o que existe no sistema que cria e mantém estas situações? Assim meu livro, O Efeito Lúcifer, recém publicado, é sobre como você entende a maneira como pessoas boas se tornam más? E tem muitos detalhes sobre os quais eu vou falar hoje. Então o "Efeito Lúcifer" do Dr. Z, ainda que focado no mal, realmente é uma celebração da mente humana sua infinita capacidade de tornar qualquer um de nós gentil ou cruel, compassivo ou indiferente, criativo ou destrutivo, e torna alguns de nós vilões. E a boa notícia a que eu espero chegar no final é que torna alguns de nós heróis. Esta é uma ótima tira na revista New Yorker, que realmente resume minha palestra inteira:
"Eu não sou nem bom nem mau tira, Jerome. Como você, eu sou uma amálgama complexa de traços de personalidade positivos e negativos que emergem ou não, dependendo das circunstâncias."
(Risos)  Existe um estudo que alguns de vocês crêem conhecer, mas muito poucas pessoas sequer leram a história. Vocês viram o filme. Este é Stanley Milgram, pequeno garoto judeu do Bronx, e ele fez a pergunta:
"O holocausto poderia acontecer aqui, agora?"
As pessoas dizem: "Não, isso foi na Alemanha Nazista, é Hitler, sabe, é 1939." Ele disse: "Sim, mas suponha que Hitler pedisse a você, Você eletrocutaria um estranho?" "Sem chance, não eu, eu sou uma pessoa boa." Ele disse "Por que não o colocamos em uma situação e damos a você a chance de ver o que você faria?" E então o que ele fez foi testar 1000 pessoas comuns. 500 em New Haven, Connecticut; 500 em Bridgeport. E a propaganda dizia: "Psicologistas querem entender a memória, queremos melhorar a memória das pessoas, porque a memória é a chave para o sucesso." OK? "Vamos lhe dar cinco dólares -- quatro dólares pelo seu tempo." E dizia "Não queremos estudantes universitários, queremos homens entre 20 e 50" -- nos estudos posteriores eles recrutaram mulheres -- pessoas comuns: barbeiros, balconistas, colarinhos brancos. Então vocês vão, e um de vocês vai ser o aprendiz, e um de vocês vai ser o professor. O aprendiz é um cara genial, de meia-idade. Ele é amarrado ao aparato de choque em outra sala. O aprendiz podia ser de meia-idade, podia ser jovem como 20 anos. E um de vocês é instruído pela autoridade, o cara com o jaleco de laboratório, "Seu trabalho como professor é dar a este cara material para aprender. Se ele acerta, premie-o. Se ele erra, pressione um botão na caixa de choque. O primeiro botão é de 15 volts. Ele nem sente." Essa é a chave. Todo o mal começa com 15 volts. E então o próximo passo tem mais 15 volts. O problema é, o último botão é de 450 volts. E na medida que você avança o cara está gritando, "Tenho problema cardíaco! Quero sair daqui!" Você é uma pessoa boa. Você reclama. "Senhor, quem será responsável se algo acontecer a ele?" O experimentador diz "Não se preocupe, eu serei responsável. Continue, professor." E a pergunta é, quem iria até o fim aos 450 volts? Vocês devem notar aqui, quando chega a 375, diz "Perigo: choque grave." Quando chega aqui, é "XXX": a pornografia do poder. (Risos) Então Milgrom perguntou a 40 psiquiatras, "Que percentual dos cidadãos Americanos iriam até o fim?" Eles disseram apenas 1 por cento. Porque isso é comportamento sádico, e sabemos, psiquiatras sabem, apenas 1 por cento dos Americanos são sádicos. OK. Aqui estão os dados. Eles não poderiam estar mais errados. Dois terços vão até o fim aos 450 volts. Isso foi só um estudo. Mligram fez mais que 16 estudos. E vejam isto.

No estudo 16, quando você vê alguém como você ir até o fim, 90% vão até o fim. No estudo cinco, se você vê pessoas se rebelarem, 90% se rebelam. E quanto às mulheres? Estudo 13: nenhuma diferença dos homens.

Portanto Milgrom está quantificando o mal como a propensão das pessoas a obedecer cegamente à autoridade, a ir até o fim para 450 volts. E é como girar um botão na natureza humana. Girar um botão no sentido de poder tornar quase todo mundo totalmente obediente. Até a maioria, até ninguém. E quais são os paralelos externos? Porque toda pesquisa é artificial. Qual é a validade no mundo real? 912 cidadãos americanos cometeram suicídio ou foram assassinados pela família e amigos na selva da Guiana em 1978, porque eles eram cegamente obedientes a este cara, seu pastor. Não seu padre. Seu pastor, reverendo Jim Jones. Ele os persuadiu a cometer suicídio em massa. E assim ele é o Efeito Lúcifer moderno. Um homem de Deus que se torna o Anjo da Morte. O estudo de Milgram diz muito sobre a autoridade individual controlando pessoas. Na maior parte do tempo estamos em instituições, assim o Estudo da Prisão de Stanford é um estudo sobre o poder das instituições para influenciar o comportamento individual. Curiosamente, Stanley Milgram e eu estávamos na mesma turma do ensino médio. na James Monroe do Bronx, 1954. Então este estudo, que eu fiz com meus estudantes de pós-graduação, especialmente Craig Haney, nós também começamos a trabalhar com um anúncio. Não tínhamos dinheiro, então fizemos um anúncio pequeno, barato, mas procuramos estudantes universitários para um estudo da vida na prisão. 75 pessoas foram voluntárias, fizeram testes de personalidade. Fizemos entrevistas. Pegamos duas dúzias: os mais normais, os mais saudáveis. Aleatoriamente atribuímos a eles o papel de prisioneiro ou guarda. E no primeiro dia, sabíamos que tínhamos boas maçãs. Eu iria colocá-los em uma situação ruim. E segundo, sabíamos que não havia diferença entre os garotos que seriam os guardas e os garotos que seriam os prisioneiros. Aos garotos que seriam prisioneiros, dissemos, "Esperem em casa nos dormitórios. O estudo começa domingo." Não contamos a eles que a polícia municipal iria aparecer e fazer prisões realistas. Homem no vídeo: Um carro de polícia estaciona na frente, e um policial vem à porta da frente bate e diz que está procurando por mim. Então eles, bem aqui, sabe, eles me levaram para fora, puseram minhas mãos contra o carro. Era um carro de polícia real, era um policial real, e havia vizinhos reais na rua que não sabiam que isso era um experimento. E havia câmeras em toda a redondeza e vizinhos em toda a redondeza. Eles me puseram no carro, então eles me levaram perto de Palo Alto. Eles me levaram à delegacia, o porão da delegacia. Então me puseram em uma cela. Eu fui o primeiro a ser pego, então me puseram um uma cela, que era exatamente como uma sala com barras nela. Não dava para dizer que não era uma cadeia de verdade. Me trancaram lá, nestas roupas degradantes. Estavam levando este experimento a sério demais. Aqui estão os prisioneiros que iriam ser desumanizados. Eles iriam se tornar números. Aqui estão os guardas com os símbolos de poder e anonimidade. Guardas pegam prisioneiros para limpar as privadas com suas próprias mãos, para fazer outras tarefas humilhantes. Eles os despem. Eles os ridicularizam sexualmente. Eles começam a fazer atividades degradantes, como simulação de sodomia. Vocês viram uma simulação de sexo oral em soldados de Abu Ghraib. Meus guardas fizeram isso em cinco dias. A reação ao stress foi tão extrema, que garotos normais que escolhemos porque eram saudáveis tiveram colapsos dentro de 36 horas. O estudo terminou depois de seis dias porque saiu do controle. Cinco garotos tiveram colapsos emocionais. Faz diferença se guerreiros vão à batalha mudando suas aparências ou não?

Faz diferença se eles são anônimos no modo como tratam suas vítimas?

Sabemos que em algumas culturas quem vai à guerra, não muda sua aparência. Em outras culturas eles se pintam como "Senhor das Moscas." em algumas eles usam máscaras. em muitas, soldados estão anônimos nos uniformes. Então este antropólogo, John Watson, descobriu 23 culturas que tinham duas pitadas de dados. Elas mudavam sua aparência? 15. Elas matavam, torturavam, mutilavam? 13. Se eles não mudavam sua aparência apenas um em oito mata, tortura ou mutila. A chave está na zona vermelha. Se eles mudam sua aparência, 12 de 13 -- isso é 90 por cento -- matam, torturam, mutilam. E este é o poder do anonimato. Então quais são os sete processos sociais que lubrificam a ladeira escorregadia do mal? Displicentemente dar o pequeno primeiro passo. Desumanização dos outros. De-individualizar o indivíduo. Difusão da responsabilidade pessoal. Obediência cega à autoridade. Conformismo não-crítica às regras do grupo. Tolerância passiva ao mal pela inação ou indiferença. E acontece quando você está em uma situação nova ou não familiar. Seu padrão de resposta habitual não funciona. Sua personalidade e moralidade estão desatentas. "Nada é mais fácil que denunciar o malfeitor; nada mais difícil que entendê-lo," Dostoievsky nos diz. Compreender não é desculpar. A Psicologia não é desculpologia. Portanto a pesquisa social e psicológica revelam como pessoas boas comuns podem ser transformadas sem as drogas. Você não precisa delas. Você só precisa do processo psicossocial. Paralelos do mundo real? Compare isto com isto. James Schlesinger -- e eu vou precisar terminar com isto -- diz, "Psicólogos têm tentado entender como e por que indivíduos e grupos que tipicamente agem humanamente podem às vezes agir de outro modo em certas circunstâncias." Este é o Efeito Lúcifer. E ele prossegue e diz, "O pioneiro estudo de Stanford fornece uma palavra de alerta para todas as operações militares." Se você dá às pessoas poder sem supervisão, é uma receita para o abuso. Eles sabem disso e deixam acontecer. Assim outro relatório, um relatório investigativo do General Fay, diz que o sistema é culpado, e neste relatório ele diz que foi o ambiente que criou Abu Ghraib pelas falhas de liderança que contribuíram à ocorrência de tais abusos, e o fato de que permaneceu oculto das autoridades mais altas por um longo período. Esses abusos aconteceram por três meses. Quem estava cuidando da loja? A resposta é ninguém, e eu acho, propositalmente. Ele deu aos guardas a permissão para fazer essas coisas, E então sabia que ninguém nunca iria descer àquela masmorra. Então você precisa de uma mudança de paradigma em todas estas áreas. A mudança é para longe do modelo médico que foca apenas no indivíduo. A mudança é no sentido de um modelo de saúde pública que reconhece os vetores situacionais e sistêmicos da doença. Prepotência é uma doença. Preconceito é uma doença. Violência é uma doença. E desde a Inquisição, temos tratado de problemas no nível individual. E sabem de uma coisa? Não funciona. Alexander Solzhenitsyn diz que a linha entre o bem e o mal atravessa o coração de cada ser humano. Isso significa que a linha não está lá fora. Essa é uma decisão que você tem de tomar. É uma coisa pessoal. Então eu quero terminar bem rápido com uma nota positiva: heroísmo é o antídoto para o mal. Ao promover a imaginação heróica, especialmente em nossos filhos, em nosso sistema educacional. Queremos que as crianças pensem, eu sou o herói esperando, esperando que situação certa apareça, e eu vou agir heroicamente. Minha vida inteira vai agora focar para longe do mal em que eu estive desde que eu era uma criança, para entender os heróis. E agora sua idéia de heroísmo é, são pessoas comuns que fizeram coisas heróicas. É o contraponto para A Banalidade do Mal, de Hannah Arendt. Nossos heróis sociais tradicionais estão errados, porque eles são as exceções. Eles organizam sua vida inteira em torno disto. É por isso que conhecemos seus nomes. E os heróis de nossos filhos são também exemplos para eles, porque eles têm talentos sobrenaturais. Queremos que nossos filhos percebam que a maioria dos heróis são pessoas do dia-a-dia, e o ato heróico é raro. Este é Joe Darby. Ele é o que acabou com os abusos que vocês viram, porque quando ele viu aquelas imagens, ele as entregou para um oficial da corregedoria. Ele era um soldado de baixa patente e que parou isso. Ele era um herói? Não. Eles tiveram que escondê-lo, porque as pessoas queriam matá-lo, e matar sua mãe e sua esposa. Eles estiveram escondidos por três anos. Esta é a mulher que interrompeu o Estudo da Prisão de Stanford. Quando eu disse que saiu do controle, eu era o superintendente da prisão. Eu não sabia que estava fora de controle. Eu estava totalmente indiferente. Ela apareceu, viu aquele hospício e disse:

"Sabe de uma coisa, é terrível o que está fazendo com esses garotos. Eles não são prisioneiros, eles não são guardas, eles são garotos, e você é responsável." 

E eu acabei com o estudo no dia seguinte. A boa notícia é que eu me casei com ela no ano seguinte. (Risos) (Aplausos)

Eu apenas caí na real, obviamente. Tais situações têm o poder de fazer isso, entretanto -- mas o ponto é, esta é a mesma situação que pode inflamar a imaginação hostil em alguns de nós, que nos faz perpetradores do mal, pode inspirar a imaginação heróica em outros. É a mesma situação. E você está de um lado ou de outro.

A maioria das pessoas são culpadas do mal da inação, porque sua mãe disse, "Não se envolva, cuide da sua vida." E você tem de dizer, "Mãe, a humanidade é parte da minha vida." 

 Então a psicologia do heroísmo é -- vamos terminar em um instante -- como incentivamos crianças para o caminho do novo herói, no qual tenho trabalhado com Matt Langdon -- ele tem um workshop de heróis -- para desenvolver sua imaginação heróica, esta auto-intitulada, "Eu sou um herói à espera," e ensiná-los habilidades. Para ser um herói você tem de aprender a ser um divergente, porque você está sempre indo contra a conformidade do grupo. Heróis são pessoas comuns cujas ações sociais são extraordinárias. Que agem.

 A chave para o heroísmo são duas coisas:
A: Você tem de agir quando outras pessoas são passivas.
B: Você tem de agir de modo sociocêntrico, não egocêntrico.

 E eu quero terminar com a estória que alguns de vocês conhecem, sobre Wesley Autrey, herói do metrô de Nova York. Um afro-americano de 50 anos, trabalhador de construção. Ele estava esperando no metrô em Nova York; um homem branco cai nos trilhos. O vagão do metrô está chegando. Havia 75 pessoas lá. Sabem o que aconteceu? Elas paralisaram. Ele tinha um motivo para não se envolver. Ele é negro, o cara é branco, e ele tem dois filhos pequenos. Entretanto, ele deixa seus filhos com um estranho, salta nos trilhos, coloca o cara entre os trilhos, deita sobre ele, o metrô passa por cima dele. Wesley e o cara: meio metro de altura. O trem passa dois centímetros acima. Um centímetro teria arrancado sua cabeça. E ele diz "Eu fiz o que qualquer um poderia fazer," não é grande coisa pular nos trilhos. E o imperativo moral é "Eu fiz o que qualquer um deveria ter feito." Então um dia, você estará em uma nova situação. Siga o caminho um e você será o perpetrador do mal. Mal, significa que você será Arthur Anderson. Você vai trapacear, você vai permitir prepotência. Caminho dois: você se torna culpado do mal de inação passiva. Caminho três: você se torna um herói. O ponto é, estamos prontos a tomar o caminho de premiar heróis comuns, esperando pela situação certa aparecer, para por a imaginação heróica em ação? Porque pode ser que aconteça só uma vez na vida, e quando você deixa passar você sempre saberá, eu poderia ter sido um herói e eu deixei passar. Então o ponto é pensar nisso e então fazer isso. E eu quero agradecer. Obrigado. Obrigado. Vamos opor o poder dos sistemas maus em casa e no mundo, e vamos focar no positivo. Advogar o respeito da dignidade pessoal, a justiça e paz, que infelizmente nosso governo não tem feito. Muito obrigado.

(Aplausos)

Fonte: TED [Via BBA]

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BLOGGER: 1
  1. Muito interessante o post. Pessoalmente, passei por situações análogas às relatadas acima e posso dizer que quando surge o momento em que sua decisão bifurca o caminho a seguir, o que realmente conta são os valores e convicções pessoais. Ficar e permanecer com o grupo ou autoridade mandante, ou abandonar a rota que furtivamente foi tomando conta de sua vida? No meu caso foram duas ocasiões decisivas: a primeira relacioanda a meu trabalho no mercado financeiro; a segunda relacionada ao meu trabalho no poder judiciário. Ambas guardaram similaridades em contextos diferentes. Minha decisão foi igual em ambas: abandonar o caminho, considerando os efeitos psicológicos, sociais e materiais de minha decisão. Em virtude do stress ocasionado pela primeira situação, fui diagnosticado com disturbio bipolar, com o qual hoje lido com bastante disciplina para levar uma vida "socialmente normal". Parabéns pelo trabalho e boa sorte com as pesquisas.

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Brasil Acadêmico: Philip Zimbardo: Como pessoas comuns se tornam monstros... ou heróis
Philip Zimbardo: Como pessoas comuns se tornam monstros... ou heróis
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