Steve Jobs: O gênio malvado

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Jobs nem era para ser Jobs. Ele foi dado para adoção pouco após o nascimento e batizado com o sobrenome dos pais adotivos. Talvez essa rejei...

Jobs nem era para ser Jobs. Ele foi dado para adoção pouco após o nascimento e batizado com o sobrenome dos pais adotivos. Talvez essa rejeição tenha sido preponderante para o seu aparente egoísmo, sua notória arrogância e eterna busca da perfeição.



Steve Jobs nasceu em São Francisco, em 1955, e era filho de Joanne Schieble (mais tarde Simpson) e do imigrante sírio Abdulfattah John Jandali. Escapou, portanto, de se chamar Steve Simpson ou John Jandali Jr.



Sem dúvida, um ótimo lugar para um dos futuros líderes da indústria da tecnologia nascer, já que é bem próxima do Vale do Silício.

Os seus pais biológicos deram-no para adoção, logo após o nascimento, pois não podiam proporcionar a ele condições para que Steve se formasse na universidade. Embora exista outra versão que conta que, na verdade, o pai de Joanne não queria o casamento e então ela teria decidido dar o bebê para adoção.

Na época estudantes, vieram a se casar mais tarde e Joanne se tornou fonoaudióloga e Abdulfattah virou professor de ciências políticas. Tiveram então uma filha: A romancista Mona Simpson.

O fato é que houve essa condição para que Paul e Clara Hagopian Jobs (um maquinista e uma contabilista) pudessem adotá-lo: que ele entrasse na universidade. Seu pais adotivos lhe deram o nome de Steven Paul.

Em 1971, um amigo em comum, Bill Fernandez, apresentou Steve Wozniak, 21, a Steve Jobs, 16.



Jobs frequentou a Cupertino Junior High e a Homestead High School, em Cupertino, Califórnia. Depois da escola assistia palestras na empresa Hewlett-Packard em Palo Alto, Califórnia e mais tarde foi contratado lá, trabalhando com Wozniak em um emprego de verão. Nesse momento Jobs respirava silício.

Em 1972, entrou para a Reed College em Portland, Oregon e, depois de 6 meses, se viu obrigado a abandonar a universidade, devido aos seus elevados custos.

Ele continuou nas aulas em Reed como ouvinte, enquanto dormia no chão do quarto de amigos. Vendia cascos de Coca-cola para arrumar dinheiro para comer e pegava refeições semanais gratuitas no templo Hare Krishna local. Jobs mais tarde disse:

Se eu não tivesse feito aquele único curso de caligrafia no college, o Mac nunca teria tido múltiplos ‘typefaces’ e fontes proporcionalmente espaçadas.


No Outono de 1974, Jobs retornou para a Califórnia e começou a freqüentar reuniões do Homebrew Computer Club, com Wozniak. Ele aceitou um emprego como técnico na Atari, fabricante do popular videogame, mas visando poupar dinheiro para um retiro espiritual na Índia. Nesse ponto Jobs respirava incenso.

Viajou para a Índia para visitar o guru Neem Karoli Baba em seu Ashram Kainchi com um amigo da faculdade Reed, Daniel Kottke (mais tarde, o primeiro funcionário da Apple), em busca de iluminação espiritual. Ele já voltou um budista, com a cabeça raspada e vestindo roupa tradicional indiana.

Durante este tempo, Jobs teve experiências com drogas psicodélicas, chamando sua experiências com LSD "uma das duas ou três coisas mais importantes [que tinha] feito em [sua] vida". Nesse altura Jobs respirava... deixa para lá.

Mais tarde, ele disse que as pessoas ao seu redor que não compartilhavam as raízes de sua contracultural não poderiam compreender totalmente o seu pensamento.

Jobs retornou ao seu trabalho anterior na Atari e a ele foi dada a tarefa de criar uma placa de circuito para o jogo Breakout (que deu origem ao Arkanoid). De acordo com Nolan Bushnell fundador da companhia, a Atari havia oferecido US $ 100 para cada chip que foi eliminada na máquina. Jobs tinha pouco interesse ou conhecimento em circuito de design da placa, mas fez um acordo com Wozniak para dividir o bônus igualmente entre eles se Wozniak pudesse minimizar o número de chips. Para o espanto da Atari, Wozniak reduziu o número de chips em 50, um projeto tão apertado que era impossível de reproduzir em uma linha de montagem.

De acordo com Wozniak, Jobs disse que a Atari tinha dado a eles apenas US$ 700 (em vez dos US$ 5 mil) e que a parte de Wozniak foi, portanto, US$ 350.

Inventou na garagem dos pais ao lado do amigo, Steve Wozniak, o que viria a ser o primeiro computador pessoal do mundo: o Apple.



Em 1976, Steve Jobs e Steve Wozniak fundam a Apple Computer com US$250.000 de investimento provenientes do ‘angel investor’ Mike Markkula. Três anos depois, já acumulavam 100 milhões de dólares. Sobre o episódio, Jobs observou:

Fomos a Atari e dissemos ‘Ei, nós temos esta coisa fenomenal, construída até com partes desenvolvidas por vocês, e o que pensam acerca de nos financiarem? Ou então podem ter isto de graça. Nós só queremos acabá-la. Paguem-nos um salário e nós trabalharemos para esta companhia.’ E eles disseram ‘Não.’ Então fomos à Hewlett-Packard e eles disseram ‘Não precisamos de vocês. Vocês nem sequer acabaram os estudos.’


Como os negócios cresciam sem parar, a empresa começou a procurar um executivo experiente para ajudar a gerenciar sua expansão. Em 1978, a Apple recrutou Mike Scott da National Semiconductor para servir como CEO. Sua gestão foram anos turbulentos.



Nesse mesmo ano, nasce sua filha Lisa Brennan-Jobs, filha de um caso com a pintora Chris-Ann Brennan. Quando Brennan-Jobs nasceu, Jobs se recusou a reconhecer a paternidade, dizendo em documentos judiciais que ele não poderia ser pai de Lisa, porque ele era "estéril e infértil, e, portanto, não teria capacidade física para procriar uma criança."



Porém, naquele mesmo ano a Apple lança o revolucionário computador LISA, jurando que o nome era o acrônimo de Local Integrated Software Architecture (Seria cinismo por parte de Jobs? Uma maneira perversa de se vingar da mãe de sua filha?). O primeiro computador pessoal a ter interface gráfica e mouse. Essa interface foi inspirada nas estações de trabalho Xerox. Uma prévia demonstração da tecnologia foi vista por Jobs numa polêmica visita ao PARC da Xerox Corporation, o que lhe rendeu algumas acusações sem provas concretas de espionagem industrial.



Apesar de revolucionário para a época, o Lisa foi um enorme fracasso comercial. Lançado custando quase 10 mil dólares, em uma época em que 96 KB de RAM eram considerados uma extravagância, parte importante do preço do Lisa (e do seu fracasso) pode ser atribuída ao seu excesso de memória. A título de comparação, em 1990 ainda se vendiam computadores com menos memória que o Lisa proporcionava 7 anos antes.

Steve Jobs, co-fundador da Apple, participou de seu desenvolvimento até 1982, quando juntou-se ao projeto Macintosh.



Em 1983, Steve Jobs atraiu John Sculley da Pepsi-Cola para servir ser o CEO da Apple, perguntando:

Você quer vender água com açúcar para o resto de sua vida, ou você quer vir comigo e mudar o mundo?




Em 1984, a Apple lançou o Macintosh, o primeiro e único computador geral com recursos de desenho, tipografia, além de uma interface gráfica abundante. O lançamento do computador foi feito com um grande estardalhaço através de uma campanha publicitária exibida nos intervalos do Super Bowl, evento que atinge picos de audiência enormes. Este comercial de TV foi emblemático pela sua ideia criativa e já demonstrava uma certa disputa entre Apple e IBM. O comercial faz uma analogia ao livro de ficção científica homônimo de George Orwell "1984", ficando subentendido que a IBM seria o Big Brother em questão.

No mesmo ano em que a BusinessWeek apelidou Jobs e Sculley de ‘Dupla Dinâmica’ a relação entre os dois começara a se deteriorar. Sculley descobriu que Jobs tentou livrar-se dele com manobras de bastidor. Jobs é expulso da Apple pelo homem que ele contratou. E forma a NeXT, uma companhia que tenta desenvolver um computador que iria revolucionar os mercados da educação superior e administração.

Os computadores não foram um grande sucesso de mercado e saíram de linha. Mas o sistema operacional não. Conhecido como "Mach", o sistema possuía uma interface gráfica denominada "NexTStep", famosa por sua facilidade de uso e beleza.



Em 1986, Jobs compra a empresa de entretenimento Pixar Animation Studios de George Lucas. A propósito desse momento, este disse:

Não temos muitas oportunidades, mas quando as temos devemos ser excelentes no que fazemos. Isto é a nossa vida… A vida é breve e depois morremos…


A companhia era uma divisão da Lucasfilm, a Graphics Group, liderada pelo Dr. Edwin E. Catmull do New York Institute of Technology. A Graphics Group criou softwares de computação gráfica e colaborou com a Industrial Light & Magic na criação de alguns efeitos visuais, principalmente nos filmes Star Trek II: The Wrath of Khan e Young Sherlock Holmes.

A companhia foi comprada por Jobs por US$10 milhões, se estabelecendo como uma companhia independente, com Catmull como presidente e Jobs como CEO. Dados os últimos sucessos da companhia, a venda da Lucasfilm foi descrita pela revista Total Film em 2004 como a 6ª "decisão mais idiota na história do cinema".

A companhia foi rebatizada "Pixar", um pseudo-verbo em espanhol que significaria "fazer pixels".

No princípio a Pixar era uma companhia de hardware, com seu produto primário sendo o computador Pixar Image Computer. Um dos maiores compradores do computador era a Walt Disney Pictures, que mais tarde em colaboração com a Pixar desenvolveu o CAPS, um software que permitia colorizar animação tradicional no computador. O Image Computer nunca fez muito sucesso, e para tentar alavancar vendas, um dos empregados, John Lasseter, produzia curtas animados como Luxo Jr. que mostravam as capacidades do aparelho. Depois a divisão de animação passou a fazer comerciais. Mas Jobs gastava tanto dinheiro na companhia, que só desconsiderou a idéia de vendê-la em 1991, quando após demissões em massa a Pixar assinou um contrato com a Disney por US$26 milhões para fazer três longas animados, o primeiro sendo Toy Story, lançado nos cinemas em 1995.

Talvez o Brasil tenha ajudado Jobs a sair do vermelho devido ao desenvolvimento da animação digital Cassiopéia.


A polêmica foi lançada quando a Disney ficou sabendo que Cassiopéia estava sendo produzido no Brasil (estava com 40 minutos prontos), investiram US$ 50 milhões para sair na frente. Lançaram uma forte campanha de marketing, dizendo que Toy Story (EUA, 1995) era o primeiro filme totalmente criado em computador. Isso não era verdade, a Disney usou modelos em argila para criação antes do computador, Cassiopéia não, houve um cuidado especial na produção, em não importar qualquer tipo de informação externa para dentro do computador, pois isto tiraria a primazia de ser o primeiro trabalho do mundo em longa-metragem totalmente produzido através de computador. Esta é a principal diferença entre os dois filmes, assim, Cassiopéia é considerado o primeiro do gênero no mundo inteiro, representa um marco na animação computadorizada e na cinematografia brasileira e mundial, visto que desenvolveu conceitos próprios neste tipo de produção. Cassiopéia é portanto, o PRIMEIRO LONGA-METRAGEM PURAMENTE VIRTUAL DO MUNDO.
Museu da Computação e Informática


Em 1996 a Apple, que estava desenvolvendo um novo sistema operacional, comprou de Steve Jobs a NeXT Computer para poder utilizar o NeXTStep como base para o seu novo sistema operacional, o Mac OS X. Com esta operação, Jobs retornou para a Apple, tornando-se novamente o seu CEO.

O meu papel não é ter mão leve com os empregados. A minha função é fazê-los melhor.


A companhia foi salva da falência a tempo com a venda de 40% das ações à rival Microsoft, com uma ideia e um produto criativo de impacto introduzindo o iMac em 1998 com o novo sistema operacional, o Mac OS 9. Com o passar dos anos a Apple readquiriu as ações que a Microsoft comprara.



Por que nesse ponto a Microsoft estava melhor que a Apple? Talvez porque a MS sempre teve um sistema operacional aberto para que vários fabricantes de computadores pudessem usá-lo. Já a Apple apostava que o computador e SO deveriam ser integrados de forma a garantir a qualidade além de torná-los bem amigáveis.

Assim seus computadores eram caros, o que não fazia a cabeça dos diretores de empresa, já que sempre haveria equipes de suporte nas empresas. Mas com o tempo o perfil dos compradores de computadores pessoais viria a mudar e aí a visão da Apple de aliar qualidade à facilidade de uso e design começou a conquistar cada vez mais adeptos fora do nicho tradicional do applemaníacos.

Com seu alto nível de exigência, Jobs passou a ser conhecido como um chefe implacável, que podia demitir um funcionário no elevador caso ele não tivesse na ponta da língua resposta sobre um produto em desenvolvimento na companhia. Em outras situações de trabalho, era comum que os colaboradores fossem interrompidos logo que pronunciavam as primeiras palavras de um raciocínio: "Já entendi. Mas o que penso sobre esse assunto é o seguinte..."

Em 2001, foi lançado o iPod, um reprodutor portátil de música, uma espécie de walkman para a geração MP3. Integrado com uma loja de venda de música online (iTunes) o iPod conquistou o público pela sua simplicidade e modernidade e recolocou a marca Apple. Agora ela era uma empresa de eletrônicos e conteúdo. E não apenas de computadores.

Em 2004, Jobs submete-se a uma intervenção cirúrgica para tratar de um câncer de pâncreas.

Ele tinha um jeito de examinar minhas ideias e dizer: 'Isto não é bom, isto não é muito bom, gosto disso'. E depois eu me sentava na plateia e ele falava daquilo como se fosse ideia sua. Presto uma atenção insana para entender de onde vem uma ideia, a ponto de encher cadernos com minhas ideias. Por isso dói quando ele assume a autoria de um dos meus designs.
Jonathan Ive. Chefe do Departamento de Design da Apple, em relato na biografia de Jobs.


Em 2007 a Apple lança o iPhone. Um smartphone (celular com funções de computador pessoal) com tela multi-touch.


De Simpson para Simpson


Em 2010, A Apple lança o iPad touchscreen tablet, que rapidamente se torna num dos produtos mais populares da companhia. Em menos de dois anos, quase 30 milhões de unidades foram vendidas.

Quando se inova, por vezes cometemos erros. A melhor atitude é admitir o erro e continuar a trabalhar para melhorar outras inovações.


Em 2011, Jobs se afasta da empresa. A Apple caminhará sob comando de Tim Cook, antigo chefe de operações da companhia, que assumiu o cargo de CEO no final de agosto. Um dia depois do afastamento de Jobs, as ações da companhia caíram cerca de 2%.

No dia 05, Jobs não respira mais. Mas seu talento vai inspirar muito que admiravam seu senso estético e perfeccionismo.

Campo de Distorção da Realidade


Campo de distorção da realidade (CDR) é um termo criado por Bud Tribble da Apple Inc. em 1981, para descrever o carisma do co-fundador da empresa Steve Jobs e seus efeitos sobre os desenvolvedores que trabalham no projeto Mac. Posteriormente, o termo também tem sido usado para se referir aos efeitos que Steve causa durante suas palestras nos observadores e usuários dedicados de computadores e produtos da Apple.

Na essência, a expressão baseia-se na ideia de que Steve Jobs é capaz de convencer a si mesmo e aos outros a acreditar em quase tudo com uma mistura de charme, carisma, exagero e marketing persistente. Muitas vezes o termo é usado como um comentário depreciativo para criticar os produtos da Apple e os seus adeptos mais entusiastas. Vamos tentar retirar um pouco da distorção:

A Apple resistiu muito a implantar um programa de reciclagem de lixo eletrônico até 2005. Além do estranho fato da empresa chinesa Foxconn, fabricante dos iPods, iPads e iPhones, ter números altos de suicídio entre seus funcionários.



Jobs extinguiu totalmente as ações filantrópicas da Apple quando reassumiu a empresa em 1997, ao contrário de Bill Gates, que se esforça em parecer um filantropo. Para alguém que "filava bóia" no templo. O que é exatamente mudar o mundo para melhor?

Fazer produtos bem projetados totalmente fechados para a ideia de software e hardware livre e sem comprometimento social? Jobs pode ser um gênio mas podemos elencar também uma lista de fracassos empresariais que colocariam em dúvida essa aclamada "visão".

A Associated Press lista os sete fracassos de Jobs:


O primeiro é o Apple III que, em 1981, sucedia ao Apple II. Destinava-se a usuários empresariais. O preço elevado e o hardware de pouca confiança garantiram que seria o IBM PC a liderar o segmento.

O preço elevado voltou a comprometer a Apple, desta vez com o lançamento do Lisa, dois anos depois. O aparelho custava quase 10 mil dólares, e o Macintosh, mais barato, triunfou.

Em 1989, o NeXT Computer assinalava o trabalho de Jobs depois de ter sido despedido da sua própria empresa. A ideia de Jobs era visionária, demasiado visionária para a época, e cara para as massas.

Nove anos depois, o Puck Mouse – que, com o novo iMac, assinalava o regresso de Steve Jobs à Apple – perdia-se na mão dos usuários, que nem sempre conseguiam perceber em que sentido estava posicionado o pequeno e redondo objecto.

Em 2000, o The Cube ganhou prémios de design com a sua pequena caixa de plástico com um computador dentro mas, uma vez mais, o elevado preço não garantiu bons resultados nas lojas. Os críticos dizem também que não trazia grandes inovações comparado com os seus antecessores da Apple.

O iPhone não foi a primeira aventura da Apple no mundo dos celulares. No final de 2005, o ROKR – uma parceria com a Motorola Inc. – também conhecido como iTunes phone deixava os amantes de música pensando que o iPod era muito melhor. Só podia passar 100 músicas e era difícil baixá-las do computador. Além disso, o nome enganava: não era possível descarregar músicas da loja iTunes.

A última falha de Steve Jobs foi referido pelo próprio como um "passatempo". Em 2007, a Apple TV permitia ligar a televisão ao computador: com um pequeno comando, o usuário podia, na televisão, ver os filmes ou ouvir as músicas que corriam no computador. O aparelho custava 249 dólares e era difícil de usar. Além do mais, os filmes descarregados do iTunes apareciam com baixa qualidade nas televisões HD. No ano passado, a marca lançou um aparelho mais barato e melhorado, com ligação direta à internet.



É certo que Jobs marcou a indústria da tecnologia com seu estilo Rock´n Roll. Mas será com um certo distanciamento do seu campo de distorção que saberemos como ele passará para história.

Fonte: Wikipedia, Revista Veja, Filme: Piratas do Vale do Silício
Saiba mais:
Steve Jobs levou fama por invenções de terceiros - Folha [do Valor]

[Via BBA]

COMMENTS

BLOGGER: 11
  1. Jobs extinguiu totalmente as ações filantrópicas da Apple quando reassumiu a empresa em 1997 porque ela estava quebrada. E economizar é o primeiro passo para sanear uma empresa.

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  2. Correto, o problema é que os programas nunca foram restaurados. A Apple ficou conhecida como uma das menos filantrópicas empresas dos EUA. Conforme reportagem da CNN sobre as companhias mais admiradas do mundo de 2008.

    Jobs conhece bem o espírito humano. E deve saber que o homem não é filantrópico por natureza. Madre Teresa não é nada cool, correto? Como se diz? Quem gosta de sociologia é pobre. Parece ser do perfil de Jobs esse distanciamento do próximo. De não conseguir se colocar no lugar do outro. A isso damos o nome de egoísmo. O Bono é tão estrela quanto ele e nem por isso se furta de contribuir com a humanidade. Jobs passou por muita dificuldade e precisou da ajuda de muita gente (na vera, ele se aproveitou de muita gente). Ele não tem culpa de sentir um prazer sádico de humilhar os empregados. Mas não tem minha admiração por isso. Se pelo menos ele fosse um boyzinho mimado ainda entenderia. Mas é um tipo de ídolo que pode estar passando uma mensagem muito ruim.

    http://money.cnn.com/2008/03/02/news/companies/elkind_jobs.fortune/index4.htm

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  3. Os produtos da Apple sempre tiveram pouca aceitação no meio corporativo por serem demasiadamente caros para o que ofereciam. Nesse meio o povo faz a conta do custo/benefício na ponta do lápis. Mas, sendo produtos bem mais confiáveis do que os PCs, justamente por ter uma plataforma fechada (SO + hardware), tinham uma certa penetração no meio da indústria gráfica.

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  4. Odeio essa mania que as pessoas tem de santificar toda celebridade que morre, eu lembro de ler uma matéria no jornal falando sobre Jobs, assim que saiu a primeira versão do Ipad, que mostrava esse lado dele.

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  5. A Apple não trabalho com custo x beneficio, mas sim com custo x aparência. Hoje em dia, aparentemente, a aparência tá valendo muito mais que funcionalidade.

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  6. Tem revista dizendo por aí que Jobs popularizou o mouse e a interface gráfica. No meu ponto de vista quem fez isso foi o Bill Gates, com seu Windows. O Jobs lançou um computador caríssimo que esquentava demais e que foi copiado (roubado?) de um projeto da Xerox. Se Bill copiou Jobs, Bill é o ladrão que roubou do ladrão.
    Bill popularizou. Xerox inventou. Jobs ficou com o crédito?

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  7. Cara, esse blog cheira a.......cheira a.......INVEJA!!!! Ahhh man, por favor, você pode lançar mil argumentos mas não tem como tirar o mérito do cara!! SJ, revolucionou sim e foi considerado no mundo todo, pelas grandes autoridades do mundo da tecnologia, como alguém que, no rol dos grandes, esta no mesmo patamar de Thomas Edson e Henry Ford. Ah pera aí!!! É só olhar as criações dele desde do 1° iPhone. O iPad hoje, é usado em iNúmeras áreas em todo o mundo. E ainda vem com essa história de de colocar em duvida dizendo "....como ele passará para história."? Cara, é sério uma coisa é não gostar da Apple e nem de seus produtos outra coisa totalmente diferente é não reconhecer, de forma parcial, profissional os feitos, as realizações de um profissional, um gestor que foi sim gênial e que modificou de forma "brusca" a forma que as pessoas interagem com as tecnologias atuais. Suas considerações só demonstram raiva e isso, não nada legal. Não é seu intuito falar os prós e os contras do homem e do profissional Steve Jobs mas, simplesmente, falar mal de alguém que você não gosta.

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  8. Não tiro os méritos do grande Steve Jobs, não. Mas vamos colocar as coisa do tamanho que elas são. Mas creio que ele usava e descartava as pessoas e isso não é admirável. O mundo está muito melhor em termos de produção após o fordismo. Leonardo realmente criava suas obras sem usar ninguém ou mesmo plagiar (ele era realmente um gênio da criação). Jobs era um promoteur. Ele tinha uma ideia do que o consumidor queria e movia montanhas para atingir o objetivo (talvez sem muito escrúpulo) mas um mundo melhor é uma coisa. Um mundo melhor apenas para quem tem acesso a seus produtos é outra. Cada vez que vejo uma defesa acalorada de Jobs como pessoa sinto que a ética que ele está espalhando no mundo pode tornar o mundo um lugar pior. Por que será que Wozniak parecia cada vez mais distante de Jobs? Será que todos ao redor dele não tinha a clara noção de ser ele um usurpador das conquistas individuais de cada colaborador? Nisso ele era um gênio. By the way. "Gênial" não tem acento. Talvez se você trabalhasse para ele seria demitido por isso. :P

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  9. Deve ser por causa do Jobs que o Galaxy S perdeu a TV digital para ficar mais "fininho".

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  10. Particulaemente, não acho que a morte de Jobs o tornou menos idiota. Até pq nunca vi arrependimento nele por ter humilhado e perseguido a tantos durante sua vida produtiva profissionalmente mas fracassada como ser humano altruista e bom. Babaca é babaca, vivo ou morto, e isso ele sempre foi.

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Brasil Acadêmico: Steve Jobs: O gênio malvado
Steve Jobs: O gênio malvado
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Brasil Acadêmico
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