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A geração millennials no local de trabalho

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Trecho do programa Inside Quest, onde Simon Sinek fala ao apresentador Tom Bilyeu sobre o perfil da chamada geração millennials com foco no ...

Trecho do programa Inside Quest, onde Simon Sinek fala ao apresentador Tom Bilyeu sobre o perfil da chamada geração millennials com foco no mercado de trabalho.

Qual a questão dos milênios? Aparentemente milênios é a geração, que é um grupo de pessoas, nascidos aproximadamente após 1984 e que é difícil de se lidar. São acusadas de ter direito a algo que não tem, narcisistas interessados somente em si, sem foco, preguiçosos.

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Mas achar que tem direito a algo que não possuem é o pior. E porque... eles não conseguem encontrar liderança.

Os líderes estão perguntando aos milênios:

"O que vocês querem?"

E os milênios: Queremos trabalhar num ambiente com propósito, [eu gosto dessa] queremos causar "impacto", sabe? [seja lá o que for impacto] Queremos comida grátis e puffs de sala.

Alguém então pergunta os seus própositos. Hoje se tem muita comida grátis e puffs de sala e mesmo assim por alguma razão, eles ainda não estão felizes e se deve ao fato de estar faltando uma parte.

E o que eu aprendi pode ser quebrado em quatro partes: a primeira é criação familiar, a segunda é tecnologia, a terceira é impaciência e a última o ambiente.

A geração que chamamos de milênios, muitos deles, cresceram em um ambiente, não são minhas palavras, estratégia de criação familiar que falhou.

Em que, por exemplo, eles escutavam que eram especiais. O tempo todo.

Eles escutavam que poderiam ter o que quisesse na vida.

Só porque eles queriam! Eles presenciavam... alguém ganhar prêmios de honra em uma disciplina não porque mereciam, mas porque os pais reclamavam e que subtamente alguém tirou um "A", não porque conseguiram, mas porque os professores não queriam lidar com a reclamação dos pais.

Algumas crianças ganharam medalhas de participação. Se ganha medalha por chegar em último.

Mas que a ciência que conhecemos é muito clara, isso desvaloriza a medalha e o prêmio para aqueles que deram duro e isso na verdade faz a pessoa que chegou por último se sentir mal.

Pois esta sabe que não merecia e isso na verdade as fazem se sentir piores ainda.

Você pega este grupo de pessoas, quando eles terminam a universidade, entram no mercado de trabalho e os confinam no mundo real e instantaneamente descobrem que não tem nada de especial suas mãezinhas não vão dar-lhes nenhuma promoção no trabalha e que não se ganha nada por chegar em último e, aliás, você pode ter somente porque você quer.

E, instantaneamente, as suas auto-imagens são destruídas.

Tem-se então uma geração inteira que está crescendo com auto-estima muito menor que gerações anteriores.

O outro problema que se soma, é que estão crescendo no mundo do Facebook e Instagram.

Em outras palavras, são bons em colocar filtros nas coisas.

São bons em mostrar as pessoas que a vida é uma maravilha! Mesmo que estejam deprimidos.

E assim todo mundo parece forte, todo mundo parece que vai saber o que fazer.

Mas na realidade é que não há tanta força assim e a maioria das pessoas não sabem o que estão fazendo.

Quando as pessoas mais velhas dizem:

"O que devemos fazer?"

Eles soam assim: "VOCÊ TEM É QUE FAZER ISSO!" Mas eles não tem a menor ideia do que seja!

[Entende?] Então se tem uma geração inteira crescendo com uma auto-estima menor que as gerações anteriores, não é culpa deles, não é culpa deles, certo? Eles receberam isso.

E então vamos adicionar tecnologia...

Sabemos que engajamento com redes sociais e nossos celulares produz um hormônio chamado dopamina.

Por isso, quando recebo uma mensagem...

Sinto-me bem! Todos sabemos que quando estamos um pouco pra baixo, se sentindo solitários e mandamos 10 mensagens para 10 amigos dizendo Oi... oi... oi... oi... oi...

Porque nos sentimos quando quando recebemos a resposta.

É por isso que contamos as curtidas, é por isso que ficamos olhando o celular para ver se... se meu Instagram está parado fico pensando:

"Fiz algo errado?!"

"Ninguém gosta mais de mim?" É traumático para os jovens quando alguém desfaz a amizade no Facebook.

Porque sabemos que quando recebemos a mensagem, você libera dopamina...

O que o faz sentir-se bem! Por isso que gostamos, por isso que ficamos olhando esperando a mensagem chegar...

Dopamina é exatamente o mesmo hormônio... que nos faz sentir bem quando fumamos, bebemos ou jogamos em outras palavras é muito, muito viciante! Temos restrições para fumo, jogos e álcool mas não temos restrições para redes sociais e celulares o que é equivalente a abrir o armário de bebidas e dizer para nossos adolescentes: Ei! Essas coisas viciantes aqui e nunca te deixam para baixo...

É isso basicamente o que está acontecendo... basicamente o que está acontecendo... basicamente você tem uma geração inteira que tem acesso a um entorpecente viciante pelo hormônio dopamina através de redes sociais e celulares quando eles passam por estresse das adversidades.

Por que isso é importante? Quase todos os alcoólatras descobrem o álcool quando são adolescentes.

Quando somos muito jovens, a única aprovação que precisamos é a de nossos pais e quando vamos chegando na adolescência passamos por esta transição em que agora precisamos da aprovação dos nossos pares.

Muito frustrante para nossos pais muito importante para nós, já que nos proporciona uma vivência fora de nosso meio familiar e de uma tribo mais ampla.

É um período muito, muito estressante de nossas vidas e supostamente devemos aprender a contar com nossos amigos.

Algumas pessoas por acidente descobrem o álcool e os efeitos entorpecentes da dopamina para os ajudar a suportar o estresse das adversidades.

Infelizmente, isso fica encrustado nos seus cérebros e pelo resto de suas vidas quando eles sofrerem com alto estresse eles não vão buscar uma pessoa eles vão buscar uma garrafa estresse social, na carreira, financeiro.

Essas são as maioria das razões que um alcoólatra bebe.

O que está acontecendo é que, uma vez que estamos permitindo acesso irrestrito a dispositivos e meios de liberação de dopamina, basicamente está ficando encrustado e o que vemos é que conforme vão ficando mais velhos, muitos jovens não sabem como criar laços profundos e mais fortes.

Palavras deles, não minhas. Eles admitem que muitas das suas amizades são superficiais admitem que não contam com seus amigos, não confiam nos seus amigos.

Eles se divertem com seus amigos, mas eles sabem que são amigos cancelariam algo se uma outra coisa melhor aparecer.

Relações profundas não estão lá pois eles não as praticam, e pior ainda, eles não sabem os mecanismos para lidar com estresse.

Assim, quando estresse significante começa a aparecer em suas vidas eles não se voltam para uma pessoa eles se voltam para um dispositivo, eles se voltam para redes sociais.

Eles se voltam para estas coisas que fornecem alívio temporário.

Nós sabemos, a ciência já mostrou, que pessoas que passam mais tempo no Facebook é mais suscetível a depressão do que pessoas que passam menos tempo no Facebook.

Estas coisas se equilibram.

Álcool não é ruim, muito álcool é ruim. Jogar é divertido, muito jogo é perígoso. Não há nada de errado com redes sociais e celulares.

Mas sim o desequilíbrio! Se você está numa mesa de jantar com amigos e está mandando mensagem para alguém que não está lá... isso é um problema! É um vício! Se você está em uma reunião com uma pessoa que você supostamente deveria estar falando ou escutando, e você coloca o seu telefone sobre a mesa, virado pra cima ou pra baixo, eu não me importo isso manda mensagens subconsciente para a sala: "Vocês não são importantes para mim nesse momento." É isso que acontece! E o fato de você não conseguir guardar o telefone é porque você está viciado.

Se acorda pela manhã e antes de dizer bom dia para seu namorado, namorada, esposo, ou esposa, você está viciado! E como todo vício, com o tempo, ele vai destruir as relações, vai tomar tempo, custar dinheiro e tornar sua vida pior! Então você tem uma geração crescendo com baixa auto-estima, e que não tem mecanismos para lidar com estresse.

Agora, você adiciona o senso de impaciência, eles cresceram num mundo de gratificação instantânea.

Você quer comprar algo, vai na Amazon e chega no dia seguinte você quer assistir um filme, faça o login e assista-o, você não fica vendo hora de filmes.

Quer assistir um programa de televisão... está lá.. você não tem que esperar semanas e semanas.

Eu sei de pessoas que pulam temporadas só para se empaturrar assistindo de uma vez até o final da temporada, certo? Recompensa instantânea... Você quer ir à um encontro? Você não tem nem que aprender como ficar...

Ooiiii...

[risos]

Você não tem nem que aprender e praticar esta habilidade.

Você não tem que passar pelo desconforto quando alguém diz sim, mas quer dizer não.

E quando você diz não quer dizer não, mas quer dizer sim...

O que você tem que fazer? Arrastar pra direita...

Bing! Sou um garanhão!

Você não tem que aprender as habilidades sociais Tudo que você quer você pode ter instantaneamente.

Tudo que você quer... recompensa instantânea... exceto, satisfação no trabalho, relações humanas mais fortes...

Não tem aplicativo para isso.

Essas não chegam rápido. Essas vem fazendo curvas, são desconfortáveis e desordenados.

Eu encontro esses jovens brilhantes, fantásticos, idealistas, que dão duro no trabalho, inteligentes que acabaram de sair da faculdade, e são iniciantes nos seus trabalhos e eu sento com elas e pergunto: "Como vão as coisas?" E eles: "Acho que vou pedir demissão".

E eu: "Por que?" E eles: "Eu não estou causando nenhum impacto" e eu: "Mas você trabalha aqui somente 8 meses".

[risos].

Entende? É como se eles tivessem no pé da montanha com esse conceito abstrato intitulado "impacto" que eles querem causar no mundo o que é o cume, mas eles não enxergam a montanha eu não me importo se você sobe a montanha lenta ou vagarosamente mas há uma montanha.

Essa jovem geração tem que aprender é ter paciência e que coisas que realmente, realmente importam... como amor ou realização no trabalho, prazer amor a vida, auto-confiança uma habilidade, qualquer dessas coisas... todas essas coisas tomam tempo e algumas vezes você pode agilizar algumas partes disso mas a viagem toda é árdua, longa e difícil e se você não pedir ajuda para aprender essas habilidades, você vai cair da montanha, ou no pior caso, no pior caso eu já presenciei isso... o pior caso é o aumento nas taxas de suicídio estamos vendo um aumento nessa geração estamos vendo um aumento de overdoses de ácido e drogas estamos vendo mais e mais jovens pedindo licença das escolas ou mesmo abandonando devido a depressão nunca visto antes...

Isso é muito ruim.

No melhor caso, todos esses eram ruins, No melhor caso é você ter um população inteira crescendo e passando pela vida e nunca encontrando prazer Eles nunca vão encontrar satisfação profunda no trabalho e na vida.

Eles vão somente passar pela vida dizendo está todo bem...

- Como vai o trabalho?
- Ah, vai bem.... O mesmo que ontem.
- Como está o seu relacionamento?
- Ah... Está bem....

Esse é o melhor cenário o que me leva ao quarto ponto: ambiente Estamos pegando este grupo fantástico de jovens brilhantes e que não são de uma geração de safra ruim não tem culpa nenhuma e os colocamos no ambiente corporativo que se preocupam mais com números do que com os jovens.

Se preocupam mais com ganhos de curto prazo do que o longo prazo que é a vida desses jovens humanos Se preocupam mais com o ano do que com o período de uma vida e as colocamos no ambiente corporativo que não está os ajudando a serem mais auto-confiantes que não está os ajudando a aprender as habilidades necessários nas corporações que não está os ajudando a superar os desafios desse mundo digital ou encontrar mais equilíbrio.

Ele não está ajudando-os a superar a necessidade de se ter satisfação instantânea e os ensinar o prazer, o impacto, a recompensa que você recebe por trabalhar duro em algo por um longo período que não pode ser feito em um mês ou mesmo em um ano! Estamos os confinando num ambiente corporativo e a pior parte disso...

Eles pensam que são eles. Eles se culpam. Eles acham que eles que não podem lidar com isso. E isso faz tudo ficar pior ainda.

E eu estou aqui para lhes dizer... Não são eles.

São as corporações, é o ambiente corporativo é a falta total de boa liderança no nosso mundo hoje que está fazendo-os sentir da forma que sentem.

Eles são classificados como uma safra ruim, Eu odeio dizer isso, mas é responsabilidade das empresas.

É uma droga ser assim, não há escolha É o que temos e eu gostaria que a sociedade e os pais tivessem feito um trabalho melhor, mas não fizeram.

Então agora os teremos nas nossas empresas e agora temos que resolver isso.

Nós temos que trabalhar mais duro ainda para encontrar formas de construir as nossas empresas Temos que trabalhar mais duro ainda para os ensinar as habilidades sociais que estão faltando neles.

Não deveria haver celulares em salas de conferências.

Nenhum! Zero! E eu não digo sentar-se lá fora esperando para mandando mensagens.

Quando você está sentado esperando uma reunião começar...

Isso é o que todos fazem, sentamos assim esperando a reunião começar...

Reunião começou...

OK... Temos que começar a reunião.

Não! Não é assim que as relações se formam.

Lembra que falamos que são as coisas pequenas.... Relações começam dessa forma.

Nós estamos esperando uma reunião começar e ai perguntamos:

- Como vai seu pai? Ouvi que ele estava hospitalizado...
- Oh, ele está muito bem. Obrigado por perguntar... Ele está em casa agora...
- Oh estou muito feliz...

Isso foi ótimo! Eu sei, estava muito assustado por um momento! É assim que você forma relacionamentos Ei, você conseguiu terminar aquele relatório? Meu Deus! Não terminei! Não se preocupe eu posso ajudá-lo! Eu posso ajudá-lo com isso! Sério? É assim que a confiança se cria.

Confiança não se cria em um evento, num dia. Mesmo nos tempos ruins não se cria confiança imediatamente.

É vagaroso, estável, consistente.

Temos que criar mecanismos em que damos permissão para essas interaçãozinhas inofensivas acontecerem.

Ao permitir celulares em salas de conferências a gente só fica...

OK, tivemos a reunião...

E a minha favorita:

Quando tem um celular ali e você só olhando assim...

Ele toca e você assim... Ah, não vou responder essa!

Oh, olha! Senhor generosidade!

Percebe? Quando você sai para jantar com seus amigos eu faço isso com meus amigos quando estamos saindo para jantar a gente sai todos juntos e deixamos os celular em casa.

Para quem nós vamos ligar? Talvez levamos um celular caso for preciso...

Chamar um Uber, ou tirar uma foto do prato.

Hã...

Que maluquice, por favor? Hããã... Não sou. Sou um idealista não um maluco no paraíso, parece muito bom! Levamos um telefone! É como bebidas alcoólicas.

A razão de se tirar o álcool de casa...é porque não confiamos na força. Não somos fortes suficientes.

Mas quando se remove a tentação fica tudo mais fácil. Assim quando você diz: Não fiquem verificando o seu telefone...

As pessoas vão fazer assim... Alguém vai ao banheiro e qual a primeira coisa que fazem? Verificam o telefone...

Pois eu não quero olhar em volta do banheiro por um minuto e meio.

Entende? Mas se você não tem o telefone...

Você somente aprecia o mundo.

E é assim que ideias surgem. O engajamento constante não é que estamos inovando e tendo ideias Ideias acontecem quando nossa mente se pergunta onde que eu estava? E você olha e diz, eu acho que posso fazer isso! Isso se chama inovação.

Pode ser útil aproveitar estes pequenos momentos.

Nenhum de nós deve recarregar o celular do lado da cama. Temos que recarregá-los na sala. Remova a tentação.

Você acorda de madrugada porque não consegue dormir... Você não vai mexer no celular. O que vai fazer ficar pior. Mas se estiver na sala...

- Relaxe, está tudo bem.
- Ah, mas é meu despertador.

Compre um despertador! Custam 8 dólares. Eu compro um despertador para você...
Fonte: YouTube
[Visto no Brasil Acadêmico]




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Brasil Acadêmico: A geração millennials no local de trabalho
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