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Você já teve a falsa sensação de que seu celular tocou? Já? Hmmm...

Pois essa síndrome tem até nome. Você pode estar sofrendo de "ringxiety" (algo como "toquesiedade", um neologismo mixando "toque" e "ansiedade"). Você ouve seu celular tocar, atende e nada. Não há nenhuma ligação não atendida. Estranho. Será que é alguma maluquice da operadora? Mas não foi a primeira vez que isso aconteceu. Outro dia um passarinho cantou e você prontamente atendeu seu telefone móvel. Será que você está bem? Está. Bem, se você está ficando louco saiba que não está sozinho.
O chamado de celular fantasma
Será que os dispositivos móveis estão deixando as pessoas mais "ligadas" do que antigamente?
O termo "ringxiety" foi criado pelo psicólogo David Laramie e significa confundir o som de um telefone celular tocando com outro som similar a este. Como não parece haver nenhum problema maior devido a este fenômeno, a maioria não parece se preocupar com isso. Sendo visto apenas como uma mera curiosidade da vida wireless, apesar da causa exata dessa alucinação carecer de uma investigação mais profunda.
Outros acreditam que os toques fantasmas ocorrem devido à frequência dos ringtones mais comuns (cerca de 1 khz). Essa frequência, especialmente nos toques monotônicos, é mais facilmente audível pelos seres humanos, contudo, por termos ouvidos posicionados em ambos os lado da cabeça possuimos uma deficiência na localização da fonte sonora, temos dificuldade em distinguir se é um telefone dentro do recinto ou um televisor ligado em outro cômodo.
faixa de frequências sonoras audíveis pelo homem
Embora isso explique para alguns a ocorrência de toques fantasma, isso não explicaria toques ilusórios polifônicos, como uma canção neofolk em formato MP3.
E quando você está dirigindo e o celular no bolso da calça parece vibrar em sua perna? Parar o carro? Atender com o carro em movimento (olha a multa)? E se for outra peça do celular?
Como parte do estudo da ansiedade pelo toque celular, David Laramie também avaliou a chamada vibração fantasma, que ocorre com pessoas que deixam o celular no modo silencioso. Essa estranha alucinação, ao contrário do toque fantasma, é física ao invés de auditiva.
Essa ilusão háptica seria similar a um efeito, reconhecido cientificamente e bem documentado pela medicina, denominado Síndrome do Membro Fantasma. Ele ocorre em amputados que reclamam dores em membros que já não estão mais acoplados ao corpo.
Será que há alguma conexão entre a Síndrome do Membro Fantasma e a Vibração Fantasma?
Ainda carecemos de pesquisas conclusivas sobre o assunto.
Contudo, o próprio David Laramie pode nos dar uma pistas para resolver o mistério.
Em seus estudos sobre a ansiedade pelo toque do telefone ele descobriu uma conexão entre o uso do telefone celular e as experiências com a vibração/toque fantasma. David revelou que dois terços das pessoas que analisou em seu estudo diziam que experimentavam a ansiedade pelo toque do telefone. Aquelas que vivenciavam mais o fenômeno, 67% da população entrevistada, também eram as que mais utilizavam o telefone. Elas o usavam durante mais minutos, tinham as mais altas contas telefônicas , tendiam a ser mais jovens e enviavam mais mensagens de texto.
Outro aspecto do estudo pode ser ainda mais revelador. Ele descobriu que as pessoas que preferiam enviar mensagens de texto às outras tendiam a ser mais solitárias e socialmente ansiosas.
Em 2005, a psicóloga Noelle Chesley conduziu um estudo com 1.367 homens e mulheres que trabalham, têm famílias e utilizam telefones celulares. Ela descobriu um aumento no estresse e uma diminuição no nível de satisfação familiar tanto entre homens quanto mulheres que utilizam telefones celulares. Chesley acredita que isso se deve ao que ela e outros pesquisadores chamam de falta de clareza nas tradicionais linhas divisórias entre trabalho e vida familiar. Ou seja, os dispositivos wireless podem nos afetar diretamente e nossa personalidade. Eles teriam o potencial de nos tornar menos felizes.
Assim, a próxima vez que você ouvir alguém dizer que o celular escraviza, ou que abandonou o uso do celular, não critique tão prontamente como se atendesse a uma ligação telefônica, ele pode estar certo.
Para saber mais:
Cell Phone Users Experience Phantom Ringing; Suffer From Ringxiety - newswise
I Hear Ringing and There's No One There. I Wonder Why. - New York Times
Você sofre de ansiedade pelo toque do telefone? - How Stuff Works

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Cicatrizes podem deixar homem mais atraente

Cicatrizes leves tendem a deixar o rosto do homem mais atraente, pelo menos para relacionamentos rápidos, diz pesquisa.

Pesquisadores britânicos mostraram fotos de homens e mulheres sem nenhuma cicatriz e com cicatrizes leves, inseridas artificialmente por computação gráfica.
O resultado mostrou que as mulheres preferem os homens com cicatrizes leves para relacionamentos rápidos, mas não para relações mais duradouras.
Já os homens não tiveram qualquer alteração na avaliação das fotos femininas com ou sem cicatrizes.
As marcas consideradas atraentes são aquelas aparentemente associadas com algum tipo de violência ou com eventos pós-traumáticos.
Segundo os pesquisadores: "Cicatrizes que indicam doenças como catapora e acne, ou cicatrizes que sugerem uma cirurgia, indicando um sistema imunológico fraco, podem ser vistas de maneira mais negativa que outras".
Ainda segundo eles, não está claro porque as mulheres acham homens com cicatrizes mais atraentes, mas uma teoria pode ser a de que as cicatrizes fornecem evidência de um trauma passado e podem dar informações sobre a história e a personalidade do homem e acrescentam: "Este é o primeiro estudo a demonstrar que, sob determinadas circunstâncias, a cicatriz pós-trauma pode aumentar o valor que a pessoa tem na sociedade".
A pesquisa envolveu 223 pessoas, 147 mulheres e 76 homens, e foi publicada na revista acadêmica Personality and Individual Differences.
Fonte:BBC Brasil

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Presente de Grego: O Primeiro Livro de Piadas da História

O Philogelos é um livro com um apanhado das primeiras anedotas da história. Dessa forma os gregos, famosos pelas tragédias, passam a ser os possíveis pais da piada ocidental.
Philogelos
O livro encontrado e traduzido para o inglês é datado de 4 d.C., quando o a Grécia fazia parte do Império Romano. A obra mostra que as piadas deviam ser politicamente incorretas e toscas, fazendo graça sobre deficientes físicos, escravos, eunucos, pessoas poucos inteligentes etc.
A seguir uma amostra do livro eletrônico.


Os aprendizes eram bem ridicularizados (como hoje fazemos com os estagiários).
Pessoas disseram a um estudante idota que sua barba iria chegar. Ele prontamente correu até a porta para recebê-la. Outro estudante idiota indagou o que ele fazia ali e após ouvir a explicação exclamou, "Não percebe que estamos fazendo papel de idiotas? Como você vai saber que a barba não chegará por outra porta?"

Além de haver muitas gozações sobre outros povos (como nossa piadas de português, argentinos). Sempre considerando se tratar de textos escritos a cerca de 1600 anos atrás.
Um Abderita vê um eunuco que conversa com uma mulher e pergunta se ela seria sua esposa. O eunuco responde que um eunuco não pode ter uma esposa. "Ah, então ela é sua filha?"

Quiá! Quiá! Quiá! Esses clássicos... :-P

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Um Dia de Fúria em Taguatinga

Essa reportagem é para ser lida ao som de Faroeste Caboclo do Legião Urbana. Não que a história seja a mesma. Mas é desses casos que a vida supera a arte. A história de um homem que chegou no seu limite e virou um Hulk do cerrado. Sua fúria desenfreada, parafraseando o ex-deputado Roberto Jefferson quando este se referiu ao também ex-deputado José Dirceu na CPI no mensalão, despertou seus instintos mais primitivos.
Como o personagem também desempregado, William Foster, vivido por Michael Douglas em Um Dia de Fúria, José Alan também teve seu dia de animal acuado sem nada a perder.
Dia de Fúria - com Michael Douglas

Em dia de fúria, fiel mata e persegue assaltantes


(Publicado no Correio Braziliense em 04/11/2008)
Domingo, 2 de outubro de 2008. Esse será para o segurança particular José Alan dos Santos, 33 anos, o dia em que a razão deu lugar ao ódio. Pai de uma menina de 13 anos e sem antecedentes criminais, ele é acusado de matar uma pessoa e de ferir outras duas. Tudo após reagir a um assalto quando voltava para casa de um culto evangélico na QSD 14 de Taguatinga Sul. À reportagem do Correio, o segurança admitiu ter perdido a cabeça ao perceber que os assaltantes eram os mesmos que haviam levado dele um par de tênis na semana anterior.
Na delegacia, o segurança descreveu os instantes que antecederam o crime, ocorrido por volta das 22h de domingo. Dois criminosos que estavam a pé vieram até ele armados com uma faca. Eles queriam levar a pulseira do segurança. Transtornado, ele fez de tudo para impedir o roubo. "Tinha saído da igreja e estava indo comer um cachorro-quente. Foi quando eles me abordaram. Eram as mesmas pessoas que tinham me roubado na semana anterior. Não acreditei que estava acontecendo de novo", disse José. Enfurecido, ele tirou a arma dos agressores.
Na confusão que se seguiu, um dos bandidos, identificado como Cláudio Teodoro da Cruz, 29, conseguiu fugir. O segundo, Salvador Silva dos Santos, 26, foi esfaqueado várias vezes por José Alan. Segundo informou a delegacia que investiga o caso, a 12ª DP, o estado de saúde dele é considerado gravíssimo. A reportagem não obteve retorno do hospital onde o assaltante estaria internado, o Hospital de Base (HBB).
Na seqüência, José perseguiu Cláudio Teodoro. O rapaz se escondeu em uma casa na QSD 14 de Taguatinga. Ao entrar no lote, o segurança teria se deparado com uma terceira pessoa, identificada pela polícia como Edinaldo da Silva, 36. José Alan alega ter sido atacado primeiro, mas não nega ter colhido no chão uma tora de madeira e golpeado Edinaldo na cabeça. O rapaz chegou a ser levado ao HBB, mas faleceu à 0h30 de ontem.
Ainda furioso, o pai de família saiu à caça de Cláudio. Minutos depois, localizou o assaltante ao lado de um grupo de pessoas na CSB 14. José Alan disse ter conseguido encurralar o assaltante, que tentou se proteger no interior do Edifício Rio de Janeiro, em Taguatinga. "O segurança tentou impedir minha passagem, mas eu estava com raiva. Quebrei uma garrafa, invadi o prédio e furei ele, descreve. Cláudio sofreu um corte no peito, mas não corre risco de morte.

Legítima defesa


Apesar de ter reagido a um assalto, as chances de o segurança particular José Alan dos Santos poder alegar legítima defesa são praticamente nulas, revela o delegado que investiga o caso, o titular da 12ª Delegacia de Polícia, Reginaldo Borges. Isso porque, explica o policial, a legítima defesa só é aplicada em casos onde a vítima não visa o fim causado por sua ação. "Quando correu atrás dos bandidos, ele assumiu para si o risco de causar a morte", afirmou o delegado.
Reginaldo Borges explicou, ainda, que José Alan deve responder por cada um dos crimes em separado. "Foram três ações. Por isso, três acusações", detalhou. Em caso de condenação pelo homicídio contra Edinaldo da Silva, o maranhense de São Luís pode pegar até 20 anos de cadeia. Terá, ainda, que se defender das acusações de tentativa de homicídio, com pena que varia de seis a 20 anos de reclusão. José Alan foi encaminhado ao Departamento de Polícia Especializada (DPE), onde aguardará o julgamento. "Falta receber os laudos da perícia, cadavérico e corporal para que possamos anexar ao inquérito. De toda forma, acredito que no máximo em 10 dias o documento será entregue à Vara Criminal de Brasília", estima o delegado Reginaldo Borges.
"Fiz o que fiz e estou nas mãos de Deus", lamentou o homem que veio a Brasília há cinco anos, à procura de emprego. "Não era para ter acontecido isso. Eles (ladrões) me forçaram a isso. Fazer justiça por mim mesmo não foi certo, só piorou a situação. Agora estou preso, longe da minha esposa e da minha filha", desabafou. Os dois assaltantes serão indiciados por tentativa de roubo.

Fonte:Correio Braziliense

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O seu navegador de GPS vai saber como você se sente

Os engenheiros já estão se preparando para dar o próximo passo em matéria de navegador de GPS para automóveis. Eles querem que as orientações de rotas de direção dadas pelos aparelhos de localização por satélite levem em conta o humor e o stress do motorista. Simples assim.
GPS que detecta emoções - simulação
Trung Bui, da Universidade de Twente, na Holanda, está desenvolvendo o novo sistema que é capaz de reconhecer as emoções do condutor do veículo analisando a sua voz.
O navegador modifica sua forma de se comportar de acordo com a emoção detectada e maneira como as instruções sobre a rota são informadas, visando se ajustar para auxiliar o motorista de modo mais eficiente.
Seu diferencial em relação aos navegadores convencionais é possibilidade de fazer de um computador uma máquina capaz de identificar uma emoção humana. Assim, os aparelhos de GPS é apenas uma entre várias aplicações para o uso de algoritmos do gênero. Sua pesquisa trará grandes benefícios ao ser empregada em sistemas onde haja uma interação entre homem-máquina, como no campo da robótica, em quiosques de informações públicas etc.
Os seres humanos coletam e combinam vários tipos de informações para chegar a identificar uma emoção (suspeita-se que o sexo feminino seja melhor adaptado para isso, além dos fatores culturais que impulsionam essa especialização). O tom de voz, as expressões faciais e até mesma a seleção das palavras empregadas são alguns dos elementos que consideramos ao identificarmos as emoções de um indivíduo.
Repetir essa façanha através de um programa de computador é um desafio e tanto. Envolve uma considerável capacidade de processamento e armazenamento (o que está cada vez mais acessível em aparelhos cada vez menores) além dos aspectos algoritmicos. Para se ter idéia da complexidade da tarefa basta lembrarmos, por exemplo, que um tom de voz mais alto pode indicar tanto um sentimento de raiva quanto de alegria arrebatadora.
Para enfrentar os obstáculos envolvidos Bui utilizou duas técnicas combinadas. A primeira é chamada POMDP (Partially Observable Markov Decision Process), processo de decisão parcialmente observável de Markov, uma técnica matemática desenvolvida nos anos 1960. Graças à capacidade da POMDP em lidar com incertezas, esta técnica permite a integração das emoções do usuário em um sistema de diálogo.
Apesar de sua utilidade, a técnica de Markov é insuficiente, pois é muito boa para problemas mais simples, porém exige cálculos complicados quando o diálogo é mais complexo. Para estas situações, Bui optou pelas chamadas redes dinâmicas de decisão, DDN (Dynamic Decision Network). Assim, os diálogos são separados em dois níveis, sendo cada um enviado para uma das abordagens de cálculo de acordo com sua complexidade, conforme o poder de processamento disponível.
O novo sistema já foi testado em veículos destinados ao atendimento de emergências. Dois componentes que avaliam o estresse do usuário encaminham seus resultados para o sistema de navegação. Ao ser identificado que o nível de stress está aumentando, o que torna o usuário mais passível de cometer equívocos, o aparelho passaria a exigir confirmações de suas instruções com mais frequência.
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Universidade inglesa abriga sala mais relaxante do mundo

sala de relaxamento
Psicólogo britânico afirma ter feito a sala mais relaxante do mundo no campus da Universidade de Hertfordshire, na Inglaterra.

O professor e psicólogo Richard Wiseman diz que o ambiente criado por ele resulta de anos de pesquisa sobre as mais variadas técnicas de relaxamento.
Ela possui características como chão macio, luz verde difusa, teto que reproduz imagens que lembra um céu azul e uma suave música.
Para testar sua criação, serão convidados executivos afetados pela crise econômica que irão ficar 15 minutos deitados no recinto. Em seguida, o professor analisará a reação corpórea de seus convidados aos estimulos relaxantes do ambiente. Serão aferidos indicadores como pressão sangüínea e os batimentos do coração.
Wiseman relata: "estudos anteriores demonstraram que essas cores, sons e cheiros ajudam as pessoas a relaxarem, mas essa é a primeira vez que esses elementos estão combinados desta maneira. Será fascinante avaliar o impacto nos visitantes."
É mais uma opção para você se quiser reformar sua casa. Além de poder colocar um quarto do pânico, para aumentar a segurança, pode acrescentar a sala do relaxamento, para melhorar a qualidade de vida.
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O trágico caso de sequestro de Santo André

Falar é fácil. Principalmente depois do ocorrido. Mas é assombroso o quanto nossa polícia é amadora para tomar decisões e despreparada quanto ao uso de técnicas para contornar conflitos do tipo que ocorreu em Santo André. Lamentável. Conheça os detalhes do caso.
SWAT de Santo AndréNão queremos aqui ofender nossos bravos soldados que arriscam a vida (mais do que o necessário, certamente) e se submetem a políticos e políticas de segurança pública ineficazes. Para se dizer o mínimo.

O caso


Lindenberg Fernades Alves, 22 anos, assistente de produção e entregador de pizza, começou um namoro com a adolescente Eloá Cristina Pimentel, 15 anos, há cerca de três meses atrás. O namoro durou dois meses e Lindemberg terminou o relacionamento mas se arrependeu logo em seguida (no Fantástico apareceu outra versão, dizendo que o namoro começou quando Eloá tinha 12 anos, e que durara dois anos e sete meses, cheio de idas e vindas). Quando tentou reatar Eloá não concordou. A rejeição parece ter afetado definitivamente o rapaz. Lindenberg começou a ameaçar Eloá, segundo relatos de Francismar, irmã do seqüestrador, investigava seus passos e passava todos os dias, com sua motocicleta, em frente ao colégio de Eloá, para saber se ela andava com outras pessoas. Deixando os colegas da jovem assustados.
Se fosse em Goiás ou em Barretos, talvez o jovem, um craque das peladas em campo de terra, que jogava em todas as posições do time e era um jovem tranqüilo, segundo seus companheiros, pegasse seu violão e fosse compor uma canção estilo meu-amor-me-deixou-e-eu-fiquei-na-pior. Mas, o agora transtornado Liso, tem outras idéias. Tanto que no final de semana passado causou estranheza pois ficou na beira do campo de futebol só olhando, sem jogar, e declarou: -Nessa semana vocês vão ouvir falar muito de mim.
Segunda-feira passada, dia 13, Lindemberg arrumou um revólver (cuja a origem ainda é desconhecida), ofereceu uma volta de moto para o irmão da garota deixando longe (para afastá-lo da residência da menina) e entrou no apartamento de Eloá, que fica em um conjunto habitacional em um bairro pobre de Santo André, às 13h30.
Eloá se encontrava estudando geografia com três colegas: a amiga Nayara Rodrigues da Silva e dois garotos (Vítor e Iago, namorado de Nayara). Ambas as amigas faziam parte do grupo das meninas mais bonitas da escola, autodenominado Bonde das Glamurosas. Todos os estudantes foram feitos reféns. Lindemberg proibiu todos de se aproximarem do apartamento, que fica no 3o andar e a polícia cercou o edifício. No fim da noite da segunda, o desequilibrado seqüestrador libertou os dois garotos. A mãe de Eloá, cozinheira de uma creche, se preocupava com o que aconteceria com Lindemberg quando as garotas fossem libertadas.

Dia 14, 15h25, terça-feira. A energia elétrica do apartamento é desligada.
Lindemberg: - Liga essa porra dessa luz aí, mano.
Cap. Adriano Jovaninni do GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais): - Eu ligo, eu ligo. Mas vamos conversar.
Lindemberg: - Liga essa porra dessa luz aí, senão eu vou começar a bater nas meninas. Eu vou começar a agredir as meninas, as meninas vai sofrer. Presta muita atenção.
(Voz de mulher): -Pára. Ai. Pára.
Na noite do dia 14, 10h50, ocorre a libertação de Nayara em troca de se religar a energia. Nayara relatou para polícia que Lindenberg apresentava um comportamento extremamente violento. Tinha amarrado Eloá, xingava, batia e ameaçava a ex-namorada de morte.
Agora a mídia cobria o caso dia e noite e o status de celebridade aparentemente influenciava Lindemberg. Ele chegou a dar entrevistas por telefone a programas de TV, chegou a exibir a camisa de seu time de futebol na janela e parecia gostar da situação.
Dia 16, quinta-feira, aconteceu o erro estratégico que deve parar nos manuais de instrutoria da polícia do mundo todo (na seção "Como não proceder"). Permitiram que a ex-refém se aproximasse da porta do apartamento para tentar convencer o rapaz a se entregar e o rapaz, coroando o absurdo, tomou Nayara novamente como refém. Diz o comando da operação que a moça deveria ficar a uma certa distância e ela resolveu se aproximar voluntariamente do cárcere, uma espécie de Big Brother ao contrário. A tal Síndrome de Estocolmo pode ter agido contra a garota que estava sozinha em frente ao psicopata armado que tinha o poder de transformar a todos em celebridades. Talvez a corajosa Nayara não soubesse a dimensão do risco que corria. Afinal, estava sendo orientada e monitorada pela polícia e a amiga, coitada, estava sem ninguém que a ajudasse, ela tinha que fazer algo. Nayara aprendeu muito sobre tomada de decisões naquela manhã (e a polícia, espera-se, também). O pai de Nayara, separado da mãe da jovem e que não fora consultado pelos policiais, se desesperou com a ação policial.
Sexta-feira, 17, Lindemberg dava sinais de cansaço o que dava esperanças à polícia que o caso se aproximava do fim.
Os policiais ouviram disparos, pela manhã, mas Lindemberg falou que estava tudo bem, porém não iria se entregar pois temia ser baleado se assim fizesse. Diálogos dos momentos finais da negociação:
Lindenberg (dia 17 17h35): -Tem um anjinho aqui falando "não faz isso". Do meu lado tem outro. Um diabinho falando: "Faz. Não deixa passar não." Tem um anjinho e um diabinho aqui.
Cap. Adriano: -Dá ouvido ao lado bom. Ao anjinho. Não é melhor.
Lindenberg: -Não sei não. Não sei qual é o melhor não.
Adriano: -Claro que é melhor.
Aproximadamente meia hora antes da invasão, o promotor Augusto Rossini tenta convencer Lindemberg:
Augusto (dia 17 17h39): - Eu vou garantir sua integridade. Pensa nisso. A vida continua. É bonita a vida.
Lindemberg: - A minha cabeça tá a milhão.
Augusto: - Não, velho. Velho, não tem que ficar assim. Vem aqui, vamos sair.
Lindemberg: - Não imagina. Todo mundo aí fora não tem nada a ver com isso que tá acontecendo não.
Lindemberg disse ainda, sem detalhar, que a situação piorou depois de uma conversa que teve com as duas meninas. E chegou a pedir que a polícia invadisse o local.
Lindemberg (17h40): - Mano, invade essa porra logo, mano.
Augusto: - Quê? Não, não tem nada disso.
Lindemberg: - Tô doido pra você invadir.
Augusto: - Não, não. Na verdade, eu quero que você saia daí, tranqüilo, com as duas.
Lindemberg: - Deixa outro cara vim pro outro cara invadir, pra resposa cair em cima dele. Não cair em você.
Augusto: - Não, não. Isso eu não posso fazer. Isso aí é... eu trabalho só nisso.
Lindemberg: - Deixa outro cara vim negociar comigo. Se o cara invadir eu vou acabar com isso tudo aqui mano.
(...)
Lindemberg: (17h44) - Não tenho expectativa de vida mais não mano. Não tenho mais motivação para buscar. Antes, eu tinha um sonho. Sonho de ter uma família, sonho de ter uma casa, um carro.
O promotor e o Capitão já falam entre eles que o jovem pensava em se matar:
Augusto: - Suicida.
Adriano: - Conversa de suicida.
(...)
Lindemberg: (17h47) - Não tenho vontade de ter mais ninguém, mano. Não tenho vontade de ter nem a Eloá, mano, mais. Tem um mês tentando esquecer ela. Tem um mês tentando sair, me divertir, me distrair. Mas não dá, mano. Não dá. Alguma coisa tá falando pra mim: "Cobra... cobra, mano. Cobra e cobra."
(...)
Lindemberg: (17h49) -Uma situação só de vingança. Só de vingança.
Negociador: - Não, não é. É só cansaço mesmo, viu Liso?
Lindemberg: - Sabe por que, mano? Muita gente aí fora vai pagar por isso. Muita gente aí fora vai sofrer. Vai chorar.
(...)
Lindemberg: (17h50): - Vou acabar com isso tudo.
Negociador: - Essa parte psicológica...
Lindemberg: - Deixa bem claro aí pra população que tá chegando ao fim, meu. Tudo o que eu tinha não é nada. Tudo o que eu não tenho mais não é nada.
Uma equipe da polícia ficou no apartamento vizinho para ouvir o que se passava no local do seqüestro e às 18 horas relatou ter ouvido tiros. Imediatamente receberam sinal verde para invadir o apartamento de Eloá. Colocaram um explosivo plástico em forma de fita na porta, e arrobaram-na com a explosão, demoraram alguns segundos para se livrarem de móveis que bloqueavam a porta e, nesse intervalo, foram ouvidos disparos dentro da residência. Em seguida policiais entraram pela janela e completaram a invasão. Pouco depois Nayara surge baleada na boca, amparada por um policial, e Lindemberg saí dominado por outros 4 agentes. Eloá, atingida no rosto e na virilha vai de maca em estado grave para o hospital, onde veio a óbito.
Lindemberg foi levado para o Cadeião de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, onde o seqüestrador está preso desde a madrugada do sábado.


Os erros da ação da polícia


O brasileiro Marcos do Val, é um instrutor da SWAT em Dallas há 9 anos, uma força de elite da polícia dos EUA que cuida de operações de emergência. Marcos em entrevista ao Fantástico da Rede Globo apontou os erros da polícia:
1) permitir que a negociação se arrastasse por cinco dias. Ele diz que a Swat estabelece um prazo limite de 24h para libertar o refém. Mas que a Swat de Dallas nunca passou de nove horas. A partir desse prazo se dá a invasão.
2) deixar de acertar um tiro de precisão no seqüestrador quando ele apareceu na janela, na quarta-feira, obrigando a refém a puxar o almoço em uma corda improvisada. Naquela oportunidade a refém se abaixou para pegar o alimento liberando a visão do alvo. Ao contrário da polícia daqui, que descartou essa hipótese por se tratar de um jovem com uma desilusão amorosa, lá a polícia não diferencia jovens de adultos, considerando apenas que há vidas em jogo. Lá eles poderiam usar outra tática, denominada triangulação, onde dois policiais ficariam sobre escadas fora do campo de visão do seqüestrador e um terceiro viria por cima de rappel. Enquanto um puxaria a refém para liberar o alvo, o outro daria cobertura enquanto o soldado usando corda deslizaria até a frente da janela e atiraria no meliante. Tudo sincronizado.
3) Quanto a volta da refém ao apartamento Marcos foi taxativo: -"Eu sinto vergonha de ser brasileiro e saber que a polícia brasileira fez isso." E explica que deveria haver um policial com escudo balístico à frente e ainda segurando a menina pelo braço. Nunca permitir que ela se aproximasse da porta. Isso deu uma sensação de poder ao seqüestrador que recapturou a refém.
4) Outro problema foi a falta de sincronia na invasão. Não entrar simultaneamente pela frente, janela e fundos (transcorreu 40s entre a explosão e a entrada de um policial pela janela) com o uso de bombas de luz e som, que deixariam o seqüestrador desnorteado. "Esse tipo de bomba é para dar aquela sensação de desespero para o seqüestrador. Ele não sabe de onde está vindo a polícia."
5) A demora na entrada do apartamento, devido ao desconhecimento dos obstáculos, e o excesso de explosivo. O tempo que demorou para se adentrar no local propiciou que o seqüestrador atirasse onde quisesse.
É comum em filmes vermos a polícia especializada americana com um aparelho, semelhante a um endoscópio, introduzido por baixo da porta de cativeiros para se ter mais informações sobre a situação. No momento que o seqüestrador estivesse na janela, isso poderia ter sido feito com segurança. E os obstáculos seriam revelados, dando mais elementos para se planejar a invasão.
A revista Veja consultou quatro especialistas em negociação de reféns que listaram os seguintes erros:
1) Permitir a reintrodução de uma vítima na cena de risco. Segundo Rodrigo Pimentel, ex-comandante do BOPE (Batalhão de Operações Especiais) da PM do Rio: "A devolução de Nayara afrontou os padrões mais básicos de comportamento do negociador em casos com refém". O coronel José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de Segurança Pública arremata: "Era uma situação típica de seqüestrador emocionalmente instável. Eles deveriam tê-la colocado em contato somente por telefone."
2) Não isolar o seqüestrador, permitindo que ele desse até entrevistas.
3) Não cortar o fornecimento de água e luz no local. A polícia tem que criar necessidades ao invés de facilidades, dizem os especialistas.

Pelo menos não houve altas autoridades negociando como no caso do ônibus 174, que envolveu o governador ou no caso da fuga de Leonardo Pareja, onde o diretor do presídio foi feito refém e o secretário de segurança pública negociou diretamente com o criminoso.


Agora, uma dúvida que ficou foi se a polícia realmente invadiu o prédio após um disparo ou se resolveu agir por achar que a situação caminhava para o homicídio, cortes no vídeo feito pela PM no momento da negociação final pode indicar que a decisão tomada foi censurada.
O perito Ricardo Molina disse que através do áudio e do vídeo do momento da explosão até o final da invasão só se indetificam três disparos e um quarto disparo com características acústicas diferentes (certamente um tiro vindo da PM, com bala de borrracha) e que não se ouve nenhum outro tiro em 1 minuto e 10 segundos antes da explosão (que é quando se inicia o vídeo).
Em tempo: os órgão de Heloá foram doados e podem beneficiar até sete receptores. Nayara não corre risco de morte.

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Doping Musical

Pesquisadores constatam o poder estimulante da música para o desempenho físico dos atletas, que chega a ser maior que o de drogas ilícitas usadas em dopings esportivos, entre outros benefícios para a saúde.
Haile e Scatman
Em uma meia-maratona ocorrida no início do mês de outubro em Londres, mais de sete mil corredores tiveram a performance notavelmente melhorada apenas ouvindo música pop.
Segundo Costas Karageorghis, autor da pesquisa e pesquisador da Universidade de Brunel, na Inglaterra, para avaliar os competidores, uma canção foi tocada eventualmente durante os 20 km do percurso por 17 vezes. Quando a intensidade física começa a diminuir é o momento em que os efeitos se tornam mais eficazes. Por essa razão, os participantes não escutaram a canção constantemente.
Além de uma motivação extra para os atletas, o especialista constatou ainda que a música também é uma ótima método regulador do humor, tanto antes como durante as atividades físicas e afirma: "Muitos atletas se apegam à música como se fosse uma droga lícita, utilizando-a como estimulante ou sedativo. A excitação também pode se reduzir no caso de se ouvir uma canção mais lenta".
O poder da música sobre a mente e o corpo não se limita apenas à prática do desporto. Cientista buscam compreender melhor esse processo pois acreditam que essa força também é capaz de acabar com dores, reduzir o estresse e aumentar a capacidade cerebral das pessoas.
Ele explica o vários efeitos da música quando se está praticando exercícios:

  • Há uma redução da percepção em cerca de 10% de como a pessoa está se saindo durante a baixa intensidade da atividade. No caso de alta atividade, a música não funciona tão bem porque o cérebro fez com que se preste atenção aos sinais de estresse fisiológico.

  • Ela também pode influenciar o humor, incrementando o potencial dos seus aspectos positivos, como a energia, entusiasmo e felicidade, e impondo a redução de aspectos negativos como a depressão, tensão, fadiga, raiva e confusão.

  • A música também pode ser usada para definir o ritmo do indivíduo, como no caso do etíope Haile Gebrselassie, que ouve a canção tecno "Scatman" (De Scatman John, já falecido em 1999) nas competições - Em 2000, na olimpíada de Sidney, o atleta conquistou o ouro nos 10 mil metros.
    A musicalidade pode ainda superar o cansaço e controlar a emoção durante uma competição.


Muitos profissionais da saúde, como a pediatra Linda Fisher, do centro hospitalar da Universidade de Loyola, em Illinois, nos EUA, fazem uso de músicas terapêuticas para tratar pacientes em hospitais, hospícios e outros sanatórios.
Ela diz:"A música tem um poder de cicatrização capaz de colocar a pessoa em um estado de tranqüilidade, controlado pelo ritmo e qualidade dos tons que compõem a melodia".
Em estudos realizados na década de 90, no Bryan Memorial Hospital, em Nebraska, e St. Mary's Hospital, no Wisconsin, EUA, com pacientes submetidos à cirurgias, concluiu-se que a prática de ouvir músicas reduz significativamente a freqüência cardíaca e controla a pressão arterial e a velocidade da respiração.
Mais recentemente, em 2007, uma pesquisa realizada na Alemanha apontou que a musicoterapia ajudou pacientes que se recuperavam de AVCs (acidentes vasculares cerebrais) a melhorar as habilidades motoras. O tratamento também pode impulsionar o sistema imunológico, melhorar o foco mental, ajudar a controlar a dor, criar uma sensação de bem-estar, reduzir a ansiedade de pacientes que aguardavam cirurgia, entre outros efeitos.
Em Taiwan, em outro estudo recente da escola de enfermagem da Kaohsiung Medical University,que teve os resultados publicados no Journal of Clinical Nursing, a musicoterapia reduziu a tensão psicológica de grávidas. Após uma avaliação com 236 mulheres, a pesquisadora Chen Chung-Ei relatou que as grávidas apresentaram sensíveis reduções de estresse, ansiedade e depressão após ouvirem, diariamente, 30 minutos de CDs de músicas infantis, da natureza e de compositores como Beethoven e Debussy.

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20 Ditados Populares Antagônicos

Muitos pensam que os ditados populares são sábios pensamentos que a tradição popular preservou para nos orientar pela vida. Será? Acontece é que você tem ditados que falam justamente o contrário um do outro, o que acaba sendo utilizado segundo a conveniência de quem fala. Duvida? Dê uma olhada nessa relação.

1 - A esperança é a última que morre.
Quem espera desespera.

2 - Quem espera sempre alcança.
Tempo é dinheiro.

3 - A pressa é inimiga da perfeição.
Deus ajuda quem cedo madruga.

4-Cada macaco no seu galho.
Quem não tem cão caça com gato.

5-Quando um não quer, dois não brigam.
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

6-O que os olhos não vêem o coração não sente.
Longe dos olhos, perto do coração.

7-Duas cabeças pensam melhor que uma.
Cozinheiros demais entornam o caldo.

8 - Nunca é tarde para ser feliz.
Papagaio velho não aprende a falar.

10 - Nunca se é velho demais para aprender.
Cachorro velho não aprende truques novos.

11 - Quando a esmola é grande o santo desconfia.
A cavalo dado não se olha os dentes.

12 - Vale mais prevenir do que remediar.
Quem não arrisca não petisca.

13 - Uma andorinha só não faz verão.
Antes só do que mal acompanhado.

14 - Diga-me com quem andas que te direi quem és.
Não se julga o livro pela capa.

15 - O hábito faz o monge.
As aparências enganam.

16 - Quem tem boca vai a Roma.
Em boca fechada não entra mosquito.
Pela boca morre o peixe.

17 - Depois da tempestade vem o sol.
Não é porque está ruim que não pode piorar.

18 - O seguro morreu de velho.
Quem não deve não teme.

19 - Achado não é roubado.
Dai a César o que é de César.

20 - Filho de peixe peixinho é.
Nem tudo que reluz é ouro.

No final o que prevalece é sempre o bom senso.

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Software torna fotos de pessoas mais bonitas automaticamente

Programa altera proporções geométricas das faces nas imagens.

A imagem da direita foi alterada automaticamente


Existe uma fórmula da beleza? Pesquisadores israelenses querem usar um algoritmo para melhorar as imagens das fotos de modo automático. As proporções da beleza foram estabelecidas através de pesquisa feita com homens e mulheres de Israel e da Alemanha que compararam fotografias.

Nesta modificação, o rosto recebeu alteração no queixo, boca e posição dos olhos.


"Na prática, é uma questão de geometria", explica Tommer Leyvand, um dos criadores do programa, em entrevista ao "New York Times". O programa, ele explica, não faz retoques para alterar tons de pele ou retirar rugas e sinais da face, como os softwares normalmente utilizados nas revistas de moda.
"Nosso objetivo é também mostrar como é fácil manipular imagens, e como são insignificantes as diferenças entre pessoas consideradas 'sexy' e aquelas chamadas de 'feias'", diz.
As diferença entre a imagem original e a modificada pelo programa é sutil, contudo Leyvand diz que a maioria das pessoas prefere as fotos alteradas, quando inqueridas sobre qual das imagens é mais atraente.
Fonte: G1

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Cartilha Infantil Alemã para Mostrar de Onde Viemos

Nada como a sutileza germânica para explicar alguns tabus (pelo menos para nós).
Aviso aos mais sensíveis: nu frontal.:-P

Trecho da tradução:
-Primeiro surge a cabeça da criança na vagina da mamãe.
-Depois vêm os bracinhos da criança para fora.

Não é didático? Se isso não traumatizar as meninas, que tal aquele troço parecendo um martelo na mão do médico? Ou aquele estetoscópio que parece mais o fórceps do Jason? Será que é por isso que a criança parece sair sozinha enquanto o médico só olha? Não vejo a hora de termos uma versão em português (nas lojas)...

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Seu endereço de e-mail pode revelar sua personalidade

Pesquisa aponta que o nome que você escolhe para ser seu endereço de e-mail pode dizer muito sobre você. Será?



É o que indica um estudo publicado no Journal of Research and Personality. Através de 600 endereços de e-mail, cientistas da Universidade de Leipzig, Alemanha, realizaram entrevistas com os proprietários destes endereços e pediram para estudantes que categorizassem os autores dos e-mails com atributos como neurótico, agradável, narcisista ou extrovertido.
Assim, pessoas com nicknames que usassem termos como "pequeno" ou "baby" ou ainda nomes de bichos como "ratinho" ou "coelhinho" foram consideradas mais agradáveis e neuróticas.
Já termos como "rei" ou "o melhor" foram relacionados a narcisistas.
O resultado? Os estudantes acertaram cinco em cada seis perfis.

Fonte: PCWorld

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Os aparelhos do futuro atingirão o golden plate?

Na gestão de projetos de desenvolvimento de software, dar ao cliente mais do que ele pediu para superar suas expectativas (o chamado "golden plate") pode ser um ponto crítico de falta de qualidade. Será que os gadgets do futuro consiguirão superar a expectativa dos clientes?

Por exemplo, se o usuário te pede um software de informatização comercial com certas características e você, por cortesia, resolve, além de construir o sistema baseado em seus requisitos, colocar um componente a mais, digamos, uma calculadora embutida em um menu. Pode parecer improvável a princípio, mas isso pode gerar descontentamento, e diga-se, com bastante freqüência. O usuário pode achar feio, que deixa o sistema mais pesado, que aumenta a complexidade da navegação, etc.
Além disso, pode acontecer de você ter que retirar o componente e algo dar errado no sistema. Normalmente você teria que testar de novo, fazer remendos, atualizar help, manuais etc. Isso se não tiver que replanejar, fazer novo orçamento, remontar uma equipe, estourar prazos e, no limite, ser demitido... :-P (É por isso que alguns executivos são tão sisudos.)
Por isso, apesar dos brindes por cortesia ser uma estratégia de marketing para a fidelização do cliente, é pelo menos temerário dar mais do que o cliente pede, em algumas circunstâncias (além do mais, o cliente tem certeza de que o brinde já está embutido no preço, e se ele não gostar, vai ter a sensação de que pagou a mais em vão).
A despeito disso tudo, a área de pesquisas da Intel vê algo diferente no futuro dos gadgets. Ela apresentou, em agosto, uma série de projetos voltados a viabilizar um futuro onde o aparelhos pessoais vão predizer tudo o que você pensar, sentir e quiser. Antecipando, dessa forma, seus desejos e necessidades.
Em uma experiência, foi utilizado sensores de vídeo para monitorar as atividades de uma criança, os pesquisadores conseguiram entre 70% e 95% de sucesso ao indentificarem objetos que elas manipulavam.
Outra pesquisa revelou que é possível identificar qual membro da família está vendo televisão analisando como é usado o controle remoto.
Com estes projetos se quer desenvolver métodos aprimorados de coleta de informações até que os sistemas serem capazes de antecipar os desejos dos usuários. Fazendo algo ligar a TV no canal predileto automaticamente.
Imagine só, um jogo de futebol empatado, seu time acaba de levar um gol aos 48min do segundo tempo, imediante seu televisor muda para um programa de yoga e relaxamento do Discovery Health. Não vejo a hora destes equipamentos chegarem.

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Super Pii Pii. Simulador de xixi em pé.

Não sei se isso é vulgar. Acho até que tem uma certa inocência. Mas depois de ver várias formas de interação com o Wiimote, esse simulador de pênis para urinar é, de longe, o mais inusitado.


É claro que o acessório sugere coisas mais picantes, jogos mais eróticos que não demoraram a pipocar por aí (onde tem gente, tem pornografia). Mas as mulheres que tem a freudiana "inveja do pênis" (não fui eu quem inventou o termo, Freud explica!) poderá entender como é urinar de pé e ainda mirando.
Talvez até entendam porque a gente deixa a tampa levantada e, às vezes, urina fora do vaso (segundo o Oscar Filho, elas também vivem deixando a tampa abaixada né. A gente tem que ficar levantando toda vez...).

Na ThinkGeek o game, denominado Super Pii Pii Brothers, custa a bagatela de US$34.99. Não é brinquedo não! Inclui arreio para Wiimote e DVD.

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Convencendo um defensor da Guerra do Iraque que tortura é ruim em 11s

A questão moral que atormentou as mais altas autoridades americanas.
Isso é tortura ou não é? Simples. Experimente.
O carismático jornalista-intelectual-provocateur do momento, o ensaísta Christopher Hitchens, se submeteu a uma sessão de tortura voluntariamente para dirimir qualquer dúvida sobre o tema: "seria a simulação de afogamento tortura?"
A técnica conhecida como waterboarding causa polêmica pois o governo Bush não quer admití-la como forma de tortura e prefere classificá-la como "técnica de interrogatório extrema".
Há relatos de que a CIA teria usado a técnica em três prisioneiros entre 2001 e 2003 e dois dos três vídeos que gravaram as sessões haviam sido destruídos.
Hitchens, que era da esquerda, digamos, Ballantines, depois se voltou para a direita quando passou a defender a invasão do Iraque, resolveu tirar a prova. O militar que conduziu a sessão de "interrogatório" dá instruções parecidas com aquelas ditas a quem vai fazer um exame de ressonância magnética antes de entrar no aparelho:
-"Nós iremos colocar peças de metal em cada uma de suas mãos. Elas devem ser soltas se você não suportar mais o stress. Ao soltar uma ou ambas a demonstração encerra imediatamente."
E continua:
-"Temos uma palavra para quando você quiser terminar com o exercício. Red, R - E - D, repita."
-"Red."
-"Positivo."

Acho que esse "cuidados" não se aplicam em sessões de "interrogatórios extremos" em Guantánamo ou em prisões secretas para onde, supostamente, a CIA transporta por aviões seus prisioneiros. O procedimento pode ser visto no vídeo. A ação começa quando uma toalha é dobrada em três e esticada sobre a boca e as narinas do jornalista. Após isso um dos agentes pega um garrafão e, de jato em jato, começa a ensopar a toalha.

-"Abruptamente, senti uma cascata entrando no meu nariz. Determinado a resistir nem que fosse pela honra dos meus ancestrais da Marinha,(...) segurei minha respiração por um tempo até precisar soltar o ar. Na hora de inalar senti o pano molhado colado às minhas narinas e não sabia mais se estava tentando exalar ou inalar." E conclui: "Fui inundado pelo pânico mais que pela água e acionei o sinal combinado."
Tinham se passado apenas 11 segundos. Tempo que deixo seqüelas no intrépido jornalista. "Desde então, acordo a noite tentando afastar lenóis e cobertores do meu rosto e, quando faço algo que me deixa sem fôlego, me vejo lutando com o ar em meio a uma horrível sensação de sufocamento e claustrofobia."
Nos poucos segundos passados na demonstração Christophers Hitchens experimentou um dos mais terríveis desdobramentos que a guerra que ele defendeu trouxe para os amantes da liberdade e da democracia. Esse negócio do Estado usar de subterfúgios que beiram a ilegalidade é igual CPI, você sabe como começa, mas nunca como acaba. E pode acabar esbarrando em você.

Via Revista Piauí

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Quer vencer? Use vermelho.

Uma vez conversando com um amigo concurseiro debatemos sobre a influência da supertição nas pessoas. Ele comentou que todo mundo se diz não superticioso, que supertição são crendices de gente ignorante etc. Mas que certa vez, em um cursinho para concurso público, um professor disse que quem usasse vermelho aumentaria suas possibilidades de passar. A idéia é que isso ativaria a concentração ou algo do tipo. Todo mundo riu mas no outro dia a maioria estava usando vermelho...Mas não é que encontraram evidências científicas da influência da cor vermelha nos esportes?
Cientistas do Reino Unido pesquisaram a última Olimpíada, em Atenas, e mostraram que os atletas vestidos de vermelho possuem uma vantagem estatística sobre seus adversários. Quer dizer, usar a cor seria um fator de desequilíbrio da disputa.

Luta do brasileiro Adilson Maguila Rodrigues e evander holyfield em Lake Tahoe, 15 de julho de 1989. Maguila era o segundo na WBC e Evander Holyfield o primeiro. Quem vencesse teria o direito de desafiar Mike Tyson. Maguila lutou sob uma enorme bandeira americana com calção e sapatilhas azuis. Holyfield estava todo de vermelho com exceção da sapatilha (branca). Até o seu roupão e a roupa do técnico tinha grandes detalhes em vermelho. Se a cor não serve de desculpa, pelo menos a orelha do Maguila está inteira...
Russell Hill e Robert Barton, do Grupo de Pesquisas sobre Antropologia Evolutiva da Universidade de Durham, enfatizam que a vantagem é só isso: estatística.

Contudo, a pesquisa da dupla parece consistente com os números, pois levou em consideração quatro modalidades: boxe, tae kwon do, luta greco-romana e luta livre. Nelas os competidores recebem ao acaso uniformes ou protetores vermelhos ou azuis.

Por exemplo, em 16 dos 21 rounds estudados, houve mais ganhadores de vermelho do que ganhadores de azul. E só quatro rounds tiveram mais vencedores de azul. Se as lutas forem observadas por categoria de peso, é a mesma coisa: 19 das 29 categorias tiveram mais ganhadores de vermelho durante os Jogos Olímpicos de Atenas. Segundo eles, tais resultados não poderiam aparecer por acaso.

"Se a cor não tem efeito sobre o resultado das disputas, o número de vencedores usando vermelho deveria ser estatisticamente indistinguível dos que usam azul", escrevem os autores, evidenciando que não foi isso que ocorreu, longe disso.

E qual seria a explicação para esse fenômeno? Para os pesquisadores a explicação mais provável diz respeito à evolução. O vermelho, entre os mamíferos, está fortemente associado à testosterona e ao status de dominância, isto é, diz quem é o manda-chuva. Em um uniforme poderia disparar, involuntariamente, o instinto de submissão no outro competidor, levando-o a perder. Talvez no futuro a cor vermelha seja abolida do esporte, ou os treinadores adestrem seus lutadores para não temer o vermelho.

Via G1

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Windows Vista e Mojave: Não comi e não gostei

Apesar de ser uma peça de marketing, o Mojave Experiment mostra o quanto a imagem da Microsoft contaminou o Windows Vista de forma negativa.
O site Mojave Experiment, da Microsoft, reuniu 140 usuários de Windows XP, Mac OS e Linux. Usuários que nunca usaram o Windows Vista e tinham uma imagem negativa do produto. Gravações em vídeo de antes do experimento mostram frases do tipo: "Eu nunca tocaria nele.", "Sempre trava" e "É horrível".Depois, esses usuários conheceram um novo sistema operacional (SO), com o codinome Mojave. Após experimentarem, foram gravados vídeos com declarações sobre esse software, na maioria, positivos.
No fim, foi esclarecido a todos que o Mojave é, surpresa, o Windows Vista descaracterizado. Dados da Microsoft: 94% dos participantes deram notas maiores ao Vista após experimentá-lo. Os demais deram a mesma nota e ninguém diminuiu a nota. Detalhe, a média de nota dada ao Vista antes era 4,4, de zero a 10. Depois da experiência eles elevaram a média da avaliação para 8,5.
Apesar de se tratar uma peça publicitária ficam algumas reflexões:

  • A MS está estragando seus produtos com sua imagem negativa, devido a campanhas por parte da comunidade de software livre, dos concorrentes, da comunidade européia, do fato de seu fundador ter uma imagem de um nerd que pirateou outros nerds, como os da Xerox e da Apple (pirataria pode ser muito bacana mas acaba com a imagem das pessoas sabia? Vira uma mistura de esperteza e falta de ética) .
  • Se fosse feita a mesma experiência com o Linux a rejeição ao pingüim seria menor.
  • Se revelassem que o SO em questão era o Vista disfarçado (com o codinome Mojave), antes da experiência, a rejeição, provalvelmente, seria maior.
  • Se falassem que o SO em questão era o Vista disfarçado (com o codinome Mojave) e na verdade fosse uma distro Linux bonitinha a rejeição, provalvelmente, seria maior.
São algumas teorias que poderiam, como sugestão, serem postas a grupos de focalização visando entender como os usuários reagem.

Via:
Info Online
The Mojave Experiment

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Psicologia: O Som da Vogal e a Percepção na Publicidade