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Robótica: entrevista com o coordenador da RioBotz

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Nessa entrevista exclusiva ao Blog Brasil Acadêmico o coordenador da equipe de robótica de competição, prof. Marco Meggiolaro, fala sobre a ...

Nessa entrevista exclusiva ao Blog Brasil Acadêmico o coordenador da equipe de robótica de competição, prof. Marco Meggiolaro, fala sobre a RioBotz, RoboGames e esclarece a confusão que ocorreu na última edição do evento.


A equipe RioBotz conquistou na RoboGame, considerda a olímpiada internacional de robôs, um feito grandioso. Foi a equipe que mais conquistou medalhas em todas as edições do evento.
Isso considerando os nossos problemas na estrutura educacional, a falta de apoio do governo, a falta de poíticas de desenvolvimento tecnológicos que vençam barreiras de atraso tecno-científicos, a ausência de fábricas de chips e outros componentes hi-tec, falta de tradição, de patrocínio, de tradição de patrocínio, etc. etc. É, sem dúvida, um grande feito.

Mas, como toda celebridade (até Miss Carapicuíba quando vira ex-BBB após eliminação apertada sofre desses males) viraram foco de todo tipo de papparazzi e de blogueiros sensacionalistas (o nível de audiência é implacável). Posto isso, nosso time de brazucas das engrenagens e dos leds piscantes também foi foco de um nano "barraco" ao serem acusados de ferirem a ética e o bons costumes dos aficcionados por construir autômatos de competição ao darem uma senhora cabeçada de drumbot bem na fuça giratória de um barspinner, quando esse robozinho gringo, que mais parece um reboque de carrocinha de cachorro-quente, já havia pedido arrego mas ousou se movimentar (e a turma que controlava o Touro Maximus não havia ouvido que o robô Vera já havia jogado a toalha). Depois dessa pequeno momento de patriotada (aprendi com os filmes americanos) vou voltar para minha postura isenta, por que aqui não é lugar para colunista fan boy (só um pouquinho, talvez).

Para contar mais sobre essa equipe e esse "esporte" (e a confusão que é ainda mais confusa para quem não conhece as regras do torneio), entrevistamos o professor de robótica, prof. Marco Antônio Meggiolaro, que coordena esse time de estudantes brasileiros que antes de colocarem seus robôs para brigarem já tiveram que vencer inúmeros obstáculos.



BBA: Estamos com o professor Marco Meggiolaro, coordenador da equipe RioBotz, que vai falar sobre a RioBotz, RoboGames 2011, vai esclarecer um episódio meio confuso que ocorreu lá e que acabou indo parar no YouTube.
Primeiramente gostaria de agradecer ao professor que concedeu essa entrevista para o Blog Brasil Acadêmico. Muito boa tarde professor. Tudo bem?

MM: Boa tarde, tudo bem.

BBA: Prof. primeiro eu quero me confessar um grande admirador dessa iniciativa de termos uma equipe que projeta robôs de competição e que está fazendo sucesso. E acho que é uma forma de unir a emoção da competição com a vontade de aprender. Uma forma lúdica de conciliar a teoria com a prática. É isso mesmo?

MM: A ideia é essa mesma, a ideia é fazer com que os alunos consigam ter oportunidade de ver esses projetos antes de sair da faculdade. De terem um contato com o laboratório durante o curso normal. De terem uma chance de executar um projeto partindo deles. Com todas as etapas de um projeto real com prazos, orçamentos. Tudo isso daí vai dar uma experiência muito maior para ele e isso é bastante gratificante.

BBA: E como surgiu essa iniciativa? A RioBotz é uma equipe independente?

MM: Não a RioBotz é uma equipe da PUC-Rio. Ela iniciou em 2003 quando seis alunos do curso de controle e automação ficaram interessados. Na verdade em 2002, eles já estavam interessados, descobriram que já existia essas competições no mundo já desde 1994 e no Brasil desde 2001. E aí então eles me procuraram porque eu sou professor de robótica e aí eles acharam natural e aí começou essa aventura de construir robôs. Em 2004 a gente já foi campeão nacional, em 2006 a gente começou a participar também da competição internacional e a partir daí tem tido bastante sucesso.

BBA: E hoje? Como é que se dá a escolha dos estudantes que vão para essa equipe?

MM: A escolha é a gente tem um processo de seleção que a gente utiliza aonde a gente anuncia a abertura das vagas para as pessoas da equipe, tem muitas pessoas que são recomendadas. A gente sempre tenta vir pessoas que se destacam em aulas etc. Para também convidar. Eles fazem um exame e sendo aprovados no exame eles tem um período de estágio dentro da equipe onde a gente vai vendo realmente o interesse da pessoa e principalmente tem que ter... tem que gostar muito por que são muitas horas de trabalho que envolve.

A ideia é fazer com que os alunos consigam ter oportunidade de ver esses projetos antes de sair da faculdade. De terem um contato com o laboratório durante o curso normal. De terem uma chance de executar um projeto partindo deles. Com todas as etapas de um projeto real com prazos, orçamentos. Tudo isso daí vai dar uma experiência muito maior para ele e isso é bastante gratificante.



BBA: É de se imaginar. Bem, eu também sou professor de programação, uma área meio afim. Eu sempre incentivei meus alunos a desenvolverem jogos em projetos acadêmicos. Dar um pouco mais de estímulo para o pessoal. Já que os jogos já estão bem presentes na nossa cultura, na cultura dos jovens. Teve até uma espécie de super-trunfo com computadores de diversas gerações onde os alunos desenvolviam conceitos de design além de pesquisar da história da computação. Mas o sucesso dessa equipe RioBotz, salta aos olhos. É bem diferente o projeto e o resultado. A que você atribui esse sucesso e o que falta para outros cursos de mecatrônica, robótica, terem desempenho parecido? É dinheiro? Sorte? Vontade política? Eu queria que você nos desse a receita.

MM: Olha são uma série de fatores juntos. Eles tem que ter primeiro uma equipe com bastante motivação. E daí nem sempre é fácil obter. Mas eles precisam ter algum coordenador, algum professor que esteja acompanhando a equipe também. Às vezesa gente vê muitas vezes professores que participam mas muito, às vezes, de longe. Aí depende muito realmente da garra dos alunos envolvidos. Eu conheço equipes aqui no Brasil que praticamente são coordenados pelos próprios alunos e funcionam muito bem, mas, se puder ter algum professor com experiência prática também para apoiar é importante. É importante a busca de patrocínio. Então, os próprios alunos buscam patrocínio. Mas às vezes eles não têm experiência. Também precisam de um apoio maior para aprender. Para estarmos também ajudando. A verba também é importante apesar da gente ter começado sem verba nenhuma, não é? A gente também foi conquistando nosso espaço, com isso foi conseguindo também alguns patrocinadores. A universidade também ajuda bastante, tudo isso foi se somando. Os sucessos nas competições também facilitou depois a busca por patrocínio. E isso foi... E um intenso estudo e pesquisa dos alunos. Eles realmente procuram. Porque os componentes novos vão surgindo, a robótica renovando sempre. Então eles fazem essa pesquisa. E a competição também estimula muito os alunos. A gente tem alunos aqui de três áreas diferentes que seriam: da parte mecânica, eletrônica e computação. A gente estimula as três áreas. Tem competições como os combates que estimulam mais as áreas de mecânica e eletrônica. Desenvolve eletrônicas que consigam suportar 200... 300 ampères. Mecânica que consiga suportar os impactos lá dos sistemas. Mas a parte de inteligência dele não é... é limitada, é só controle remoto. Por outro lado tem robôs, tipo robôs de sumô, que envolvem sensores, envolve programação, envolve lógica fuzzy. Tudo isso também os alunos desenvolvem. E você tendo um final, aquele prazo para a competição, e tem aquele... aquela competitividade com as outras equipes, ainda mais quando a equipe já conhece as outras equipes tem sempre aquele espírito construtivo de competição. Isso faz com que eles consigam desenvolver robôs que estão num nível similar ao nível de robôs construídos por empresas americanas.

Mas eles precisam ter algum coordenador, algum professor que esteja acompanhando a equipe também.


BBA: Entendo. Parece que é um trabalho multidisciplinar e também um trabalho que exige um espírito de equipe. Mas você estava falando aí dessa miríade de categorias desses robôs. Vamos falar um pouquinho do RoboGames. O que é que seria exatamente esse RoboGames?

MM: A RoboGames é a competição. É a olimpíada internacional de robótica. É a maior competição aberta de robôs no mundo. E ela conta com mais de 70 categorias diferentes. Tem umas onze categorias de combates de robôs que são mais conhecidos. Que tem mais público. Que são robôs duelando entre si.



Robôs radiocontrolados e em alguns poucos casos robôs até autônomos. Que tem que ter sensores. Que tem que ter todo uma programação porque eles funcionam sem inteferência humana. Além disso, tem categorias de sumô robótico onde os robôs têm que empurrar os adversários em uma arena. E aí esses robôs envolvem inteligência também. Existe rádio controlados e existem também a parte principal que seriam os autônomos. Tem categorias de futebol, de hockey, de robôs humanóides, robôs com apresentações artísticas, dança. tem todas as engenharias e até arte também. Fora das engenharias também entram nessas competições. Então é um ambiente bastante educacional. A gente pode trocar experiências com pessoas de diversas áreas.

BBA: E efetivamente você s conversam? O pessoal de uma equipe troca realmente figurinhas com as outras ou há um espírito assim de "tamo aqui para competir"?

MM: Na verdade o espírito é exatamente o oposto. A ideia é mostrar os seus robôs abertos, quando se chega à mesa de uma outra equipe eles sempre têm orgulho de mostrar os robôs mesmo que seja uma equipe que você vai enfrentar na próxima luta. As equipes tem websites onde eles divulgam às vezes como é que foi passo-a-passo a construção do robô. Se você quiser fazer um robô similar pode fazer. Se você quiser descobrir um ponto fraco desse robô você tem algumas dicas ali. Mas a recompensa que você tem de dividir a informação sabendo que, essas próprias equipem que dividem, sabendo que vão ganhar informação de volta com isso. Recompensa qualquer risco. Tanto que em 2009 eu publiquei uma versão em inglês de um tutorial de mais de 300 páginas ensinando como construir um robô, todos os segredos dos nossos robôs e está disponível gratuitamente na internet no site da RioBotz. Teve mais de vinte mil downloads, e o pessoal fala muito bem dele. E é isso, é divulgar o conhecimento independente se isso pode fazer que a gente tenha menos vitórias. Vitória de divulgar sua equipe e de compartilhar conhecimento é maior.

BBA: A semente está aí. Quem quiser plantar está disponível. Vamos falar em uma coisa um pouco chata. Essa entrevista é até para esclarecer um episódio em que ocorreu um desentendimento lá durante os jogos, alguma coisa assim, que do jeito que foi colocado no YouTube ficou mostrando assim, uma coisa um pouco negativa. Um tal de TempusMaster, que era o nome do usuário, colocou lá na descrição do vídeo que a equipe brasileira era muito emotiva. Que até em uma competição de robôs focavam tanto que esquecia do juiz. Explica para gente um pouquinho, o que foi que aconteceu ali.

MM: É. O que aconteceu foi um episódio bastante infeliz. O que aconteceu é que em uma das lutas lá que a gente enfrentou o adversário desistiu no meio da luta. E o que acontece é que não foi comunicado para gente que havia desistido. A gente continuou lutando normalmente, ninguém avisou, e no que a gente bateu no robô da última vez mais uma vez fizeram um escândalo. Fizeram fora de proporção aquilo. Obviamente que a equipe adversária, de certa forma, quiseram até que a gente fosse desclassificado. Mas depois eles mesmos voltaram atrás. Depois viram que foi um exagero e infelizmente o editor da Robot Dreams que é um blog que coloca vários vídeos sobre o assunto foi um pouco infeliz na colocação porque a gente falou com os próprios organizadores do evento, e muitos que estavam lá com a gente, que viram realmente que a gente não foi avisado na competição que a luta tinha sido interrompida. O que acontece é que, aqui no Brasil mesmo, em todas as competições aqui feitas pela Robocore, a arena possui todo um esquema de iluminação, de som, que avisa com uma buzina quando a luta acaba.

E o que acontece é que não foi comunicado para gente que havia desistido. A gente continuou lutando normalmente, ninguém avisou, e no que a gente bateu no robô da última vez mais uma vez fizeram um escândalo.


Ou se ela é interrompida no meio porque a outra equipe desistiu. Inclusive eles tem auxiliares de juiz que ficam ao lado de cada um dos dois pilotos para avisar que realmente acabou, porque realmente com o barulho fica impossível ouvir. No próprio vídeo que a gente postou depois da luta, protestando lá sobre essa má divulgação que fizeram fica bem claro que a gente continua lá trabalhando, a gente continua lá pilotando o robô como se nada tivesse acontecido porque realmente nada foi ouvido, no próprio vídeo não se consegue ouvir realmente que a luta acabou. O outro robô ainda estava se movendo. Que normalmente o que acontece quando o robô adversário pára. A gente consulta o juiz para saber se realmente a luta acabou, se outro vai desistir, se ele tem condição de continuar. Mas o outro robô estava continuando se movendo de um lado para o outro. Isso também no nosso vídeo no nosso website da luta do Touro Maximus conta Vera, fica bem claro que ele estava se movendo.


Touro Maximus X Vera


Então é natural você continuar lutando. Você só consulta o juiz quando a luta é paralizada. E realmente não foi o caso. Infelizmente, eles lá, a organização do evento na hora deu razão para gente. Depois teve uma discussão com a organização que achou que a gente tinha ouvido e que fez aquilo de propósito. Eu expliquei bem na hora lá no vídeo que a gente não tinha ouvido nada. Aquilo ali foi realmente uma falta de sinalização.

A gente sempre tentou ajudar, sempre foi isso. E nunca bateu em um robô que tivesse desistido.


Que no fundo no fundo é uma falha da própria organização do evento. Há já vários anos que eles deixaram de ter um sistema de iluminação, sistema de som, que permita que você saiba exatamente que a luta acabou. Até no boxe você tem um sinal que o boxeador usa para saber que acabou a luta. E realmente ali ficava impossível de saber, e depois a própria organização reconheceu que o barulho tornava impossível, que eu não tinha ouvido isso. Mas infelizmente o vídeo continua aí no ar e gerando sempre uma má propaganda para gente que sempre primou por ter uma reputação excelente ajudando as outras equipes.



Mesmo ganhando a gente nunca escondeu o jogo. A gente sempre tentou ajudar, sempre foi isso. E nunca bateu em um robô que tivesse desistido.

BBA: Acho que agora a gente vai contribuir com esse esclarecimento divulgando essa versão da equipe RioBotz. E isso me chamou a atenção, como é que funciona... qual que é a regra para dizer que um robô venceu? O outro tem que estar parado, se jogar ele para fora da arena é considerado vitória também, como é que é a regra naquele tipo de duelo?

MM: Nos combates de robôs se um adversário parar de funcionar por dez segundos ele perde. Por isso que sempre que um adversário fica parado a gente espera, consulta o juiz para ver se ele vai abrir a contagem. Para não ficar batendo em um robô que está parado. Enquanto o robô está se movendo você pode bater à vontade. Foi isso que aconteceu, a menos que o outro adversário desista mas que não foi avisado pra gente. Além disso, se você arremessar o adversário para fora das bordas da arena, quer dizer, dentro lá da proteção blindada da arena mas fora de uma cerca que fica em volta dela você também ganha um round, foi o que a gente fez com ele no último lance mas tinha sido depois de terem dito que a luta tinha terminado. Ou então se dois robôs ainda estiverem funcionando no final de três minutos,a decisão vai para os juízes. São três juízes e cada juiz atribui uma pontuação por agressividade e por dano. Onde a agressividade conta mais do que o dano. Na verdade seu robô pode ter muito mais dano que o do adversário, mas você sempre tomou a iniciativa de ataque, sempre foi proativo, normalmente você acaba vencendo.

BBA: Puxa, já está bem complexa essa forma de decisão de quem ganha.

MM: É. Existe uma série de regras que todos os participantes realmente têm que ler com toda a pontuação. 6 pontos para agressividade, 5 pontos para dano. Cada juiz dá 11 pontos entre os robôs. Soma isso para dar 33 pontos. Tem também bastante regrinha sobre o que é um dano cosmético. O que foi um arranhão que você sofreu ou o que é que foi um dano grande que conta muitos pontos. Abrindo isso aí tem uma equipe lá de juízes muito experientes. O que foi uma pena realmente foi a falta de um sistema de som que pudesse ser mais alto que a arquibancada lá gritando emocionada com a luta que realmente foi a luta mais emocionante da competição.

BBA: É. E a gente espera que em breve a gente vai estar vendo esse tipo de combate na televisão aberta. E essas regras mais, também, difundidas. Para popularizar o esporte. Não é, professor?

MM: É. Nos EUA, na época de 99, 2000, 2001. Foi muito popular. Que eles tiveram um especial. Eles tiveram um programa no horário nobre emum canal de TV a cabo. Mas que passava só sobre combate de robôs. Isso popularizou muito. E essa competição agora vai passar em um especial do Discovery Science. Lá nos EUA e futuramente, espero que,
aqui. Um programa inteiro só sobre isso e inclusive esse round de Touro Maximus contra Vera tenho certeza que vai ao ar também. Então vai ser uma boa maneira de popularizar mais esse esporte.

BBA: Com certeza. Professor Marco Meggiolaro, deixe uma mensagem para esse Brasil Acadêmico que está nos ouvindo nesse momento.

MM: A minha mensagem é: mesmo que você esteja sem verba mas esteja com vontade de iniciar uma equipe. Inicie. Tem muitas categorias. Tem categoria de robôs de um quilo, de robôs de cinco quilos. Podem ser robôs muito baratos de serem feitos. E você vai ganhar uma medalha do mesmo tamanho de uma medalha de um robô de 100 quilos. E a partir daí você vai se estimular, vai conseguir patrocinadores, vai ganhar muita experiência. A maior recompensa no final é a experiência que você vai ganhar na construção desse sistema. Então acreditem. Crie a sua equipe. A ideia de escrever um tutorial contando todo o segredo da RioBotz foi exatamente isso. Foi estimular que equipes construam seu robô. Mostrar que qualquer um pode construir um robô. Sem ser um cientista da NASA ou um grande engenheiro experiente. A gente mostrou que isso é possível. Nossos alunos aqui, calouros, estão vencendo de grandes empresas de alta tecnologia lá dos EUA que tinham robôs lá competindo. Então dá para chegar lá e a recompensa do aprendizado é muito grande.

A minha mensagem é: mesmo que você esteja sem verba mas esteja com vontade de iniciar uma equipe. Inicie.


BBA: Com certeza, e vocês podem estar fazendo o que o Fittipaldi fez na fórmula um hoje para a robótica no campo da alta tecnologia.

MM: A gente espera que sim, a gente espera que popularize esse tipo de competição. Ainda mais. Elas já são populares no Brasil mas não em grande escala. Mas já existem algumas centenas, talvez, de equipes. E várias dezenas que realmente competem sempre aqui no Brasil, mas a ideia é aumentar. Expandir ainda mais. Todo mundo que entra nisso fica maravilhado no entanto você raramente acaba obtendo alguma exposição na mídia, ainda, aqui no Brasil.

BBA: Estamos conversando aqui com o professor Marco Meggiolaro, que é coordenador da equipe RioBotz do Centro de Tecnologia da PUC-Rio. Muito obrigado professor e queremos tê-lo aqui conosco futuramente com novas conquistas para falar sobre novas façanhas da RioBotz.

MM: Está ótimo então. Obrigado.


*Agradecemos à Maria Estrella pelo apoio na viabilização dessa entrevista.
Site oficial da equipe RioBotz
Tutoriais da equipe RioBotz
[Via BBA]

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