A democracia pode existir sem confiança?

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Cinco grandes revoluções moldaram a cultura política ao longo dos últimos 50 anos, diz o teórico Ivan Krastev. Ele mostra como cada passo ad...

Cinco grandes revoluções moldaram a cultura política ao longo dos últimos 50 anos, diz o teórico Ivan Krastev. Ele mostra como cada passo adiante - da revolução cultural dos anos 60 a recentes revelações da neurociência - também ajudou a eclodir a confiança nas ferramentas da democracia. Como ele diz: "O que deu certo também deu errado." A democracia pode sobreviver?



Receio ser um desses palestrantes que vocês esperam não encontrar no TED. Primeiro, não tenho celular, logo, estou do lado seguro.



Segundo, sou um teórico político que vai falar sobre a crise na democracia, o que, provavelmente, não é o assunto mais emocionante que podem pensar.

Receio ser um desses palestrantes que vocês esperam não encontrar no TED. Primeiro, não tenho celular, logo, estou do lado seguro. Segundo, sou um teórico político que vai falar sobre a crise na democracia, o que, provavelmente, não é o assunto mais emocionante que podem pensar. E mais, não vou dar respostas a vocês. Vou tentar acrescentar algumas perguntas sobre o que conversaremos. E uma das coisas que quero perguntar é sobre essa atual esperança de que transparência e abertura podem restabelecer a confiança nas instituições democráticas.

Há mais uma razão para vocês suspeitarem de mim. Vocês, a Igreja do TED, são uma comunidade muito otimista. (Risos) Vocês, basicamente, acreditam na complexidade, mas não na ambiguidade. Como já sabem, eu sou búlgaro. E de acordo com as pesquisas, somos conhecidos como os mais pessimistas do mundo.

(Risos)

A revista The Economist publicou recentemente um artigo sobre um dos estudos recentes sobre felicidade, e o título era "Os felizes, os Infelizes e os Búlgaros."

(Risos)

Bom, agora que sabem o que esperar, deixem-me contar-lhes a estória. Um dia de eleição chuvoso num país pequeno -- que pode ser no meu país, mas poderia ser também no seu. E por causa da chuva, até as 4 da tarde, ninguém foi às urnas de votação. Mas depois que a chuva parou, as pessoas foram votar. E quando os votos foram contados, três quartos das pessoas votaram em branco. O governo e a oposição, ficaram simplesmente chocados. Pois todos sabem o que fazer com protestos. Sabem quem deve ser preso, com quem devem negociar. Mas o que fazer com as pessoas que votam em branco? Então, o governo decidiu realizar as eleições de novo. E dessa vez um número ainda maior, 83% das pessoas votaram em branco. Elas, basicamente, foram às urnas para dizer que não têm em quem votar.

Este é o início de um lindo romance de José Saramago. chamado "Ensaio sobre a lucidez." Mas, a meu ver, ele capta parte do problema que temos com a democracia na Europa, atualmente. Por um lado, ninguém está questionando se a democracia é a melhor forma de governo. A democracia é o único jogo na cidade. O problema é que muitas pessoas começam a acreditar que ela não é um jogo que vale a pena jogar.

Nos últimos 30 anos, os cientistas políticos têm observado que há um constante declínio na participação eleitoral, e as pessoas que estão menos interessadas em votar são aquelas que pensamos ter mais a ganhar com a votação. Estou falando dos desempregados, dos desfavorecidos. Este é um assunto importante. Porque, especialmente agora, com a crise econômica, vemos que a confiança na política, nas instituições democráticas, foi de fato destruída. De acordo com a última pesquisa feita pela Comissão Européia, 89% dos cidadãos da Europa acreditam que há uma distância crescente entre a opinião dos dirigentes políticos e a opinião pública. Apenas 18% dos italianos e 15% dos gregos acreditam que seus votos têm importância. As pessoas basicamente começam a perceber que podem mudar os governos, mas não podem mudar as políticas.

E a pergunta que quero fazer é a seguinte: Como aconteceu de vivermos em sociedades que são muito mais livres que antes -- temos mais direitos, podemos viajar mais facilmente, temos acesso a mais informação -- e ao mesmo tempo, a confiança em nossas instituições democráticas basicamente desmoronou? Bom, quero perguntar: O que deu certo e o que deu errado nesses 50 anos quando falamos de democracia? Começarei com o que deu certo.

A primeira coisa que deu certo foi, claro, essas cinco revoluções que, a meu ver, modificou muito a nossa maneira de viver e aumentou nossa experiência democrática. Primeiro foi a revolução social e cultural de 1968 e a de 1970, que colocaram o indivíduo no centro da política. Foi o momento dos direitos humanos. Basicamente, foi também algo mais importante, uma cultura de divergência, uma cultura basicamente de inconformismo, que não era conhecida antes. Bom, acredito que mesmo coisas como essa têm muito a ver com as crianças de 68 -- embora muitos de nós nem éramos nascidos nessa época. Mas depois disso tivemos a revolução do mercado dos anos 80. E embora muitas pessoas de esquerda a odeiem, a verdade é que foi a revolução do mercado que passou a mensagem: "O governo não sabe mais." E temos mais sociedades de escolha orientada. E, claro, temos 1989 -- o fim do comunismo, o fim da Guerra Fria. Foi o nascimento do mundo globalizado. Temos a internet. E este não é o público para o qual vou dizer até que ponto a internet empoderou as pessoas. Ela mudou a forma de nos comunicarmos e de olharmos para a política. A própria ideia de uma comunidade política mudou totalmente. Vou citar mais uma revolução, a revolução da neurociência, que mudou completamente a maneira de entendermos como as pessoas tomam decisões.

Isto foi o que deu certo. Mas se olharmos o que deu errado, vamos ver as mesmas cinco revoluções. Porque primeiro temos os anos 60 e os anos 70, a revolução social e cultural, que de certa maneira destruiu a ideia de um propósito coletivo. Todos esses substantivos coletivos que ensinamos -- nação, classe, família. Começamos a gostar do divórcio, se estamos casados afinal. Tudo isso foi alvo de ataques. E é tão difícil engajar as pessoas na política quando elas acreditam que o que realmente importa é sua posição pessoal.

E temos a revolução de mercado do anos 80 e o grande aumento da desigualdade social. Lembrem-se, até os anos 70, a difusão da democracia sempre foi acompanhada do declínio da desigualdade.

Quanto mais democráticas são nossas sociedades, mais igualitárias estão se tornando. Agora temos a tendência inversa.

A difusão da democracia agora é acompanhada do aumento da desigualdade.

Acho isso muito inquietante quando conversamos sobre o que há de certo e de errado com a democracia nos dias de hoje.

Se forem para 1989 -- algo que esperamos que ninguém vá criticar mas muitos vão te dizer:

"Escute, foi o fim da Guerra Fria que rompeu o contrato social entre as elites e as pessoas da Europa Ocidental."

Quando a União Soviética ainda estava lá, os ricos e poderosos precisavam das pessoas, porque as temiam. Agora as elites foram liberadas. São inconstantes. Não podemos rotulá-las. E elas não temem as pessoas. E como resultado, temos essa situação muito estranha na qual as elites ficaram fora do controle dos eleitores. Logo, não é por acaso que os eleitores não estão mais interessados em votar.

Quando conversamos sobre a internet, sim, é verdade, a internet nos conectou, mas a internet também criou essas caixas de ressonância e guetos políticos nos quais podemos permanecer com a comunidade política a qual pertencemos pelo resto da vida. E está ficando cada vez mais difícil compreender as pessoas que não são como nós. Sei que muitas pessoas aqui têm falado magnificamente sobre o mundo digital e sobre a possibilidade de cooperação, mas vocês já viram o que o mundo digital tem feito com a política americana, atualmente? Isto também é em parte resultado da revolução da internet. Este é o outro lado das coisas que gostamos.

E quando vamos para a neurociência, o que os assessores políticos aprenderam com os neurocientistas é não falar mais sobre ideias, não falar sobre programas políticos. O que importa mesmo é manipular as emoções das pessoas. Temos isso muito fortemente a tal ponto que, mesmo se virmos quando conversamos sobre revoluções nos dias de hoje, essas revoluções não são mais nomeadas por causa de ideologias ou ideias. Antes, as revoluções costumavam ter nomes ideológicos. Elas podiam ser comunistas, podiam ser liberais, podiam ser fascistas ou islâmicas. Agora as revoluções são nomeadas pelo meio em que são veiculadas. Temos as revoluções do Facebook, do Twitter. Não importa mais o conteúdo, o problema é o meio.

Digo isso porque um dos meus maiores argumentos é que o que deu certo também deu errado. Quando tentamos ver como podemos mudar a situação, quando tentamos ver o que pode ser feito com a democracia, deveríamos manter essa ambiguidade em mente. Porque provavelmente algumas das coisas que mais amamos também são as coisas que mais nos machucam. Hoje, é muito comum acreditar que este avanço para a transparência, este tipo de combinação entre cidadãos ativos, novas tecnologias e muito mais legislação amistosa e transparente pode reestabelecer a confiança na política. Acreditamos que quando temos novas tecnologias e pessoas prontas para usá-las. pode ficar muito mais difícil para o governo mentir, para roubar e provavelmente, para matar. Isso provavelmente é verdade. Mas acredito que deveríamos também ser muito claros que quando colocamos a transparência no centro da política, no lugar em que a mensagem é que a transparência é ridícula.

A transparência não é sobre restabelecer a confiança nas instituições. A transparência é a administração da desconfiança na política. Estamos supondo que nossas sociedades serão baseadas na desconfiança. E a propósito, a desconfiança sempre foi muito importante para a democracia. É por isso que temos cheques e saldos. É por isso que temos basicamente toda esta desconfiança criativa entre os representantes e aqueles que eles representam. Mas quando a política é somente a administração da desconfiança, então -- fico muito feliz que "1984" tenha sido citado -- agora vamos ter "1984" ao inverso. Não será o Big Brother observando você, nós seremos o Big Brother observando a classe política.

Mas essa é a ideia de uma sociedade livre? Por exemplo, vocês podem imaginar que pessoas talentosas, civis, decentes vão se candidatar a um cargo se elas realmente acreditam que a política também é a administração da desconfiança? Vocês não têm medo de todas estas tecnologias que vão rastrear qualquer fala que os políticos fizerem sobre certos assuntos, vocês não têm medo de que isso será um sinal muito forte para os políticos repetirem suas posturas, mesmo as mais erradas, porque consistência será mais importante que senso comum? E os norte-americanos que estão na sala, não têm medo de que seu presidente vai governar com base no que disse nas eleições primárias?

Acho isso muito importante, porque democracia é o direito das pessoas mudarem de opinião com base em argumentos racionais e discussões. Podemos perder isso com a nobre ideia de manter as pessoas responsáveis por mostrar-lhes que não vamos tolerar políticos oportunistas na política. Pra mim, isso é muito importante. E acredito que quando discutimos política faz sentido olhar esse tipo de história.

Mas também, não se esqueçam, qualquer desvelar também é velar. (A despeito de) quão transparente nossos governos sejam eles serão seletivamente transparentes. Em um pequeno país, pode ser o meu, mas também pode ser o de vocês eles tomam uma decisão -- essa é uma história real -- de que todas decisões governamentais, discussões do conselho de ministros, serão publicadas na internet 24 horas depois que acontecerem. E o público estava ansioso por isso. Tive a oportunidade de conversar com o primeiro ministro, porque ele tomou essa decisão. Ele disse:

"Veja, essa é a melhor forma de manter os ministros calados. Porque será difícil pra eles dissidirem sabendo que 24 horas depois estarão publicados, e de certa forma, será uma crise política."

Assim, quando falamos de transparência, quando falamos de abertura, acredito que temos que ter em mente que o que deu certo também deu errado. Goethe, que não é búlgaro, nem cientista político, disse há alguns séculos:

"Há uma grande sombra onde há muita luz."

Muito obrigado.

(Aplausos)

[Via BBA]

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