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Campanha que pretende prender e acabar com o reinado de terror de guerrilheiro africano mobiliza milhões. Consegue obter apoio militar e até da ONU. Mas divide opiniões sobre o fenômeno do ativismo digital.





Kony, o comedor de criancinhas, em foto de 1995 [Vanity Fair]. Campanha datada?



O mais novo fenômeno de popularidade da web é um vídeo que foi visto mais de 100 milhões de vezes em apenas 6 dias (o segundo lugar, que mostrava a cantora "patinha feia", Susan Boyle, levou três dias a mais para atingir a mesma visibilidade).



Kit básico da campanha
O vídeo "Kony 2012" mostra os horrores de Joseph Kony, líder do grupo rebelde Lord’s Resistance Army (LRA), de Uganda, responsável pelo sequestro de 30 mil crianças. Abusando sexualmente das meninas e recrutando os meninos para as fileiras, além de desfigurar os que tentavam fugir ou se opor. A ideia é que o vídeo sirva para tirar senhor da guerra ugandense do anonimato, o que dificultaria sua fuga, já que há anos ele encabeça a lista dos mais procurados pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). A Invisible Children, ONG por trás da campanha, certamente conseguiu seu intento. Já que o próprio presidente Obama mandou enviar uma tropa de 100 soldados para a África, a fim de apoiar os países africanos a capturarem o guerrilheiro, esperando com isso que seu grupo entre em colapso por falta de seu líder.

Estas forças agirão como assessoras de forças amigas, que têm por objetivo eliminar do palco de batalha Joseph Kony e outros líderes do LRA.
Barack Obama. Presidente dos EUA

Em carta ao Congresso americano, Obama afirmou que o objetivo principal dos soldados seria dar informações e orientações para 'forças de nações parceiras'.

O problema levantado pelos críticos é que o vídeo trata a questão de maneira muito superficial e maniqueísta. Segundo o colunista Roger Cohen, do The New York Times (traduzido para o Estadão), o LRA já estaria em declínio há anos, seus membros provavelmente são contados em centenas em vez das dezenas de milhares mencionadas no vídeo. Kony e seu bando minguante operam sobretudo em outros países, entre os quais a República Democrática do Congo, e a cidade um dia aterrorizada de Gulu, no norte de Uganda, já estaria suficientemente pacificada para atrair até investimentos.

O fenômeno Kony 2012 em números. Rápido no gatilho...

Mas para Jason Russell, co-fundador da ONG, e que narra o filme com a bem aproveitada ajuda de seu filho de 5 anos, a solução se resume a mandar soldados americanos para o país africano, mantendo os que já estão lá.

Para muitos críticos, o vídeo serviria para estimular uma nova forma de colonialismo e militarização da região em uma luta antiga - afinal, o LRA, já existe desde a década de 1980.

A maioria das pessoas estão bravas. Eles dizem que é um pouco tarde. Kony não está em Uganda mais, e é agora que os EUA decidem fazer algo a respeito. Muitos especulam se seria por causa do petróleo descoberto na região, então os americanos decidiram se preocupar porque poderiam se beneficiar. Para ser honesta, é uma porcaria.
Barbara Aino. Jornalista ugandense em entrevista ao G1

Outros são ainda mais contundentes.

As ONGs são os novos conduítes do imperialismo americano, que se escondem sob as cortinas da caridade para sustentar objetivos econômicos sinistros e ocultos. Essas ONGs arrecadam uma grande quantidade de dinheiro dizendo que estão trabalhando pelos desafortunados, especialmente aqui na África, nos países mais pobres da América Latina e no Caribe.Paul Watuwa Timbiti. Jornalista Ugandense

Outros lembram que os EUA cometeram atrocidades até piores, não poupando de críticas nem mesmo o TED:

"De Sachs a Kristof, do Crianças Invisíveis ao TED, a indústria de maior crescimento nos EUA é o Complexo Industrial de Salvadores Brancos"; "O salvador branco apoia as políticas brutais da manhã, funda instituições de caridade da tarde, e recebe prêmios da noite"; "Fervorosos se preocupam com esse terrível guerrilheiro africano. Mas cerca de 1,5 milhão de iraquianos morreram em uma guerra americana por opção. Se preocupem com isso."
Teju Cole. Premiado escritor americano-nigeriano em seu perfil no Twitter

Mas como um vídeo se torna viral? Por que esse? Por que agora? Essa capacidade de mobilização, e que dá resultado, é que vem deixando os especialistas e jornalistas encafifados, tentando decifrar o fenômeno.

É como tuitou Evgeny Morozov, autor de The Net Delusion (A ilusão da internet, em tradução livre):

Devemos prestar atenção ao LRA porque Invisible Children é mais eficaz em usar a mídia social que o Exército Livre da Síria?

Paródia na web:
Falso 2012. 6 milhões de dólares.
Sugado por um vídeo de 30 minutos.
Ou seja, talvez se a oposição Exército Livre da Síria ou o Conselho Nacional Sírio fossem mais habilidosos ao usar o Twitter, o Facebook, o YouTube (fazendo vídeos de qualidade como do Kony 2012, ao invés de vídeos não confirmados, tremidos e embaçados de celulares enquanto morteiros estão pipocando e jornalista são mortos, a dita é dura) ou o badalado Pinterest, as Bombas da OTAN já estaria sobre a cabeça de Assad. Imagem hoje é TUDO.

Apesar disso, Os políticos americanos estão muito sensíveis à pressão da opinião pública, já que estão em plena campanha pela sucessão presidencial, e não estão pesando muito questões como respeito à soberania ou prioridade de ações (atualmente, a questão Síria é provavelmente muito mais urgente do que a problemática africana).

Ainda assim, o forte apelo emotivo conquistou corações que estão a apenas um clique de compartilharem a mensagem, criando a onda viral. De qualquer forma a ONU elogiou a campanha dando seu apoio institucional.

É um problema do qual muitas pessoas eram conscientes, agora muitas outras se inteiraram, o que é positivo.
Martin Nesirky. Porta-voz da ONU.

Mas um pouco mais de lucidez pode vir da própria banca social digital. Como essa pérola nacional antiviral do YouTube.



O LRA não é um poder militar. Enfrentar o problema chamado LRA não clama por uma operação militar. E ainda, o LRA é apontado como razão pela qual deve haver uma mobilização militar constante, primeiro no norte de Uganda, e agora em toda a região. [...] Mais do que a razão para a mobilização militar acelerada na região, o LRA é a desculpa para ela.
Prof. Mahmood Mamdani. Pesquisador do Instituto Makererede de pesquisa social em Uganda e professor de Antropologia da Universidade de Columbia (EUA)

O professor Mamdani também ressalta que o Exército de Uganda também foi responsável por uma campanha de execuções e barbáries ao combater os rebeldes, o que é omitido no vídeo.

As mais de 70 milhões de pessoas que viram o vídeo precisam perceber que o LRA - tanto seus líderes quanto as crianças a seu serviço - não são uma força alienígena, mas filhos e filhas de sua terra. A solução não é eliminá-los fisicamente, mas achar formas de integrá-los à sociedade.

Isso sem mencionar nas suspeitas de como estaria sendo gasto os milhões em dinheiro arrecadados com a campanha (estaria sendo gasto mais dinheiro para aumentar a campanha do que para ajudar os africanos, por exemplo). Além de ter sido levantado que cristãos de extrema direita estariam por trás da ONG Invisible Children (Isso já está me cheirando a bushismo, pode olhar que tem um republicano da Texaco com um fuzil na mão atrás da cortina).

Em vista da rapidez com que foi posto na parede e obrigado a apertar apertou o gatilho da máquina de guerra norte-americana, até que o ultra-conectado Obama foi comedido ao enviar cem homens para Uganda. Agora a exploração do petróleo de lá deve estar supergarantida.

Pior para os interesses brasileiros, pois um dos que mais perdem com esse tipo de ação é o próprio Brasil do pré-sal.

Afinal, anos de negociações sul-sul podem ter sido atropeladas pelo susto que a chegada de militares americanos estarão dando no seio da mama África.

Ou alguém acredita que agora há alguma chance da Petrobrás ganhar qualquer contrato para fazer exploração no território ugandense?

Fonte:
Vídeo de ONG para combater guerrilheiro de Uganda irrita africanos - G1
StopKony agora! - Estadão
'Kony 2012' chega a 100 milhões de views e é vídeo mais viralizado da história - IDGNow
Kony 2012 é o vídeo "mais viral" de todos os tempos. Mas quem é Kony? - Gizmodo
Kony 2012: conheça as polêmicas que giram em torno do viral - Olhar Digital

[Via BBA]
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  1. Se esse vídeo foi postado com o intuito de ajudar a população ,espero que até o fim do ano chegue a 1 Bilhão de acessos este ano:)

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  2. Nada contra quem já doou. Mas acho que isso tudo está muito nebuloso.

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