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Laurentino Gomes em entrevista ao Roda Viva

O Roda Viva do dia 26 de dezembro entrevistou o jornalista e escritor Laurentino Gomes. Vencedor, recentemente, do 53º Prêmio Jabuti pelo l...

O Roda Viva do dia 26 de dezembro entrevistou o jornalista e escritor Laurentino Gomes. Vencedor, recentemente, do 53º Prêmio Jabuti pelo livro-reportagem 1822, na categoria Livro do Ano - Não-Ficção, Gomes falou, entre outros assuntos, sobre as obras 1808 e 1822, que somados representaram 1 milhão e 800 mil exemplares vendidos, e como o Brasil viveu a história e foi reconstruído.
Na bancada estiveram os entrevistadores: Oscar Pilagallo (jornalista e escritor), Marcos Augusto Gonçalves (editor de Opinião da Folha de S. Paulo), Mona Dorf (apresentadora do programa Letras e Leituras, da Rádio Eldorado, e colunista de cultura do IG), Ubiratan Brasil (editor do Caderno 2 de O Estado de S. Paulo) e Maria Aparecida de Aquino (professora de História da USP e do Mackenzie.

Talvez se eu tivesse que escolher um personagem dos 500 anos de História do Brasil eu escolheria José Bonifácio. Eu acho que [era] um sujeito avançadíssimo nas ideias. Com um grande senso do que fazer com o Brasil naquele momento da independência. No livro 1822 eu faço uma comparação. Eu digo que o único problema de José Bonifácio foi ele ter nascido no Brasil. Porque se ele tivesse nascido nos EUA ele seria maior que o Thomas Jefferson. Porque aparentemente ele era mais preparado, ele era mais lúcido do que o Thomas Jefferson. Ele era antiescravagista, enquanto Thomas Jefferson era escravagista.

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* Atualização: Aqui a entrevista completa. As partes referÊnciadas abaixo foram retiradas do ar.

 Parte 1
 

 Laurentino Gomes pretende completar a trilogia do século XIX, que ele considera o período de formação da sociedade brasileira e suas instituições, com a obra 1889. Livro que contará a história da Proclamação da República. Para tanto embarcará para os EUA onde irá morar por um ano no campus da Universidade da Pensilvânia levando mais de cem livros sobre o tema.
Ao lançar o 1808, curiosamente, Gomes se aconselhou com o escritor Paulo Coelho, qua a princípio relutou em dar os conselhos, e colheu algumas dicas:
  1. O mercado editorial brasileiro é muito "verde" (não vende muito, quando comparado com outros países) e as editoras, em geral, não possuem bons planos de marketing. Faça você mesmo seu plano de marketing.
  2. Faça o livro como sendo a obra de sua vida.
  3. Bote o pé da estrada (Laurentino diz ter visitado mais de 150 cidades e ter feito dezenas de palestras).
  4. Não faça noite de autógrafos (dessa forma o tempo de exposição na mídia se prolongaria). 
E ele, respeitando os 100 milhões de livros vendidos por Coelho, seguiu os conselhos dizendo que foi uma decisão acertada.

Mas a incursão de um jornalista como escritor da história brasileira não foi em céu de brigadeiro. Apesar de premiado e elogiado, Gomes sentiu uma pressão corporativista (e de certa forma silenciosa) sobre sua obra por parte dos historiadores. Respondendo a uma pergunta do jornalista e escritor Oscar Pilagallo sobre a aceitação de sua obra em Portugal, Laurentino disse que foi muito boa, embora teve até mesmo um livro contrário ao 1808 denominado "Contestação ao 1808", que teve uma tiragem de 500 exemplares (o 1808 vendeu 10000 exemplares em Portugal)  e que teria sido financiado pelo movimento monarquista português.

A autora citada aparentemente respondeu através do site do Roda Viva às informações dadas por Laurentino.


Gomes analisa o interesse do portugueses pela visão brasileira da vinda da fuga da família real ao Brasil como fruto de um apagão histórico daquele período, com pouco registro daquele episódio quase como uma defesa psicológica do trauma nacional sofrido pelo sentimento de abandono do povo por parte da elite dirigente.

Fragmentação da América Espanhola

Todavia, o fato da família real ter se instalado na colônia, enquanto o rei espanhol e seu sucessor fora capturado por Napoleão, seria o fator que permitiu a coesão do Brasil, enquanto a América espanhola teria se fragmentado devido ao vácuo de poder que se fez sentir nas colônias. Assim os grandes "caciques" políticos americanos travavam guerras civis enquanto D. João VI servia como um agente agregador e ao mesmo tempo repressor das tentativas de independência de alguma região do território brasileiro.

 Parte 2


[Depois de 1889] Provavelmente não faça mais com datas na capa. Não quero me tornar um escritor de efemérides. Eu acho que eu paro por aí. Mas eu quero continuar no século XIX. É um século que me fascina. Acho que tudo o que nós somos hoje foi basicamente plantado no século XIX.

Mas o estilo não-vender-para-poucos de Laurentino Gomes tem uma grande similaridade com a linha editorial do Blog Brasil Acadêmico. Aumentar o número de leitores com uma linguagem que busca fugir do academicismo sem, entretanto, cair na irrelevância.

O que eu procuro fazer é aumentar o público, mas contribuindo também para a educação. Que as pessoas se interessem... Eu gostaria de ser uma porta de entrada. Começa pelo 1808 e depois vai ler Raízes do Brasil do Sérgio Buarque de Holanda. por que se começar pelo Raízes do Brasil talvez eu vou afugentar o estudante de história do Brasil em vez de atraí-lo para o assunto.

Dessa forma, Laurentino Gomes está contribuindo para que mais estudantes se apaixonem pela disciplina.
Perguntado sobre o porquê de haver um crescente interesse pela História, Gomes faz referência ao geógrafo Milton Santos, que teria previsto em suas palestras nos anos 1990, o fenômeno da globalização, após a queda do Muro de Berlim. Além disso, previu também que com a homogeinização da cultura e dos produtos haveria uma busca por uma identidade e por referências através da espiritualidade e do estudo da história.

Duas coisas se tornarão importantes: Primeiro, espiritualidade. Segundo, história. E é de fato o que está acontecendo.

Proclamação da República

Para Gomes, o Brasil é um país cuja a história passa ao largo da participação popular. Ainda que houvesse alguns movimentos populares, são muito pouco articulados, devido, principalmente ao analfabetismo dos populares pobres e escravos. Em sua avaliação do episódio da Proclamação da República é basicamente um golpe militar. O partido republicano conseguiu apenas 14% dos votos no Brasil inteiro na eleição de maio de 1889, mas havia um grande descontentamento dos quartéis. Os civis embarcam no movimento que viraria uma ditadura logo em seguida.

Desenvolvimento EUA X Brasil


Gomes também deu sua visão sobre as causas que levarão os EUA a se tornarem uma potência enquanto o Brasil ficou para trás. Citando o livro de Max Weber, "A ética protestante e o espírito do capitalismo", Laurentino explica que a religião protestante favorecia o desaparecimento do analfabetismo, uma vez que incentivava até mesmo escravos aprendessem a ler para poder ler a Bíblia. Ao contrário dos países ibéricos e de suas colônias de orientação católica. Que previa sempre uma intermediação entre Deus e o fiel pela hierarquia da Igreja. Entre outros fatores.
Assim, na sociedade estadunidense, o Estado foi criado de baixo para cima, ao contrário do Brasil que sempre foi tutoriado por Portugal e depois pelo Estado.

Parte 3


Laurentino diz que não está construindo uma visão nova de um determinado fenômeno. Em seus livros há pouca pesquisa primária (não indo, por exemplo, ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo), sendo uma compilação do que já feito por outros historiadores. Desse modo, ele é principalmente um divulgador.

O Brasil faz pouca divulgação científica em todas as áreas. Aliás, às vezes eu sinto que a academia tem um certo preconceito contra a divulgação científica, que geralmente é trabalho de jornalista. Por exemplo, é o que o Marcelo Gleiser faz na área de astrofísica, de astronomia. O Dr. Drauzio Varelo faz na medicina. A Ana Beatriz Barbosa faz na psicologia, psiquiatria. E eu estou fazendo na área de história.


Mulheres na História do Brasil

Ubiratan Brasil lembrou que houve um bom espaço para personagens femininos. Gomes comenta que, apesar da história oficial, épica, trazer principalmente os vultos masculinos. Elas tem importância fundamental na compreensão da história.

Você não consegue entender a equação psicológica, os movimentos políticos e as decisões de D. João sem levar em conta a Carlota Joaquina. Uma mulher muito forte. Aliás, uma mulher muito avançada para época.


Jornalista X historiador

Um tema bastante debatido é se um jornalista poderia ser historiador e como se deu essa transição, no caso particular do autor. Na visão de de Laurentino não há tanta diferença assim. Já que o jornalista é um historiador de fatos do cotidiano. O problema é que por ser uma atividade a "sangue quente" estaria carecendo do distanciamento que traria menos erros de avaliação. Quanto à imparcialidade profissional de ambas as atividades, Laurentino Gomes relatou suas crenças.

Eu não acredito em jornalismo imparcial, independente e isento. Independente sim, em relação à pressão dos anunciantes, do governo e tal. Mas um jornalismo totalmente independente e imparcial eu não acredito. E também história. Porque nós somos seres humanos contaminados pelos valores. Pelo ambiente político do presente. Então toda vez que você participa de uma reunião de pauta de uma redação e escolhe um assunto e não outro, você está tomando partido. Quando você olha um período da história, escolhe um período e não o seguinte, esse personagem e não aquele, essa bibliografia e não aquela. Você está tomando partido.

Todavia, uma desvantagem do historiador seria que quanto maior o distanciamento temporal, menos fontes vivas teria para consultar.

Eu ouço os mortos o tempo todo.

Porém, existiram alguns sustos. Por exemplo, o autor, desacostumado com a validação acadêmica dos fatos, não se preocupou com referência bibliográfica na pesquisa do primeiro livro. Depois ele percebeu o erro e teve que ler tudo de novo, ou seja, teve que fazer o trabalho duas vezes. Já para o segundo livro a lição foi aprendida e a referência bibliográfica foi feita junto com a pesquisa.

Parte 4


FHC X Lula

Laurentino acredita que o grande justiceiro da história é o tempo. Daqui a 200 anos os historiadores que se debruçarem sobre esse período da história brasileira contemporânea verão que ele foi tão importante quanto a vinda da família real para o Brasil.
É a primeira vez que nós temos 26 anos de democracia no Brasil sem ruptura. É a primeira experiência republicana para valer. E é uma sociedade mais qualificada, com menos analfabetos, com mais empregos, mais oportunidades. O Brasil está tentando zerar alguns passivos do passado com Bolsa Família, com cotas para estudantes nas universidades,  de escola pública, e negros e tal. Existem políticas públicas que foram empurradas com a barriga no passado e finalmente estão sendo implementadas.

Esses historiadores do século XXII ou XXIII veriam que Fernando Henrique e Lula são mais complementares e semelhantes do que parecem hoje. Mas, seria difícil fazer uma história isenta e imparcial hoje, principalmente, porque eles estão ainda vivos e atuantes na arena política nacional, submetidos às pressões. A Dilma, a primeira mulher presidente do Brasil, eleita por um líder sindical, um retirante nordestino, é um fato importantíssimo, mas que não podem ser analisadas da melhor maneira porque hoje as pessoas estão divididas a respeito desses personagens e suas políticas públicas.

1808 X 1822

Gomes observa que a medida que ele avança no século XIX, mais vulnerável às críticas de outros historiadores fica sua obra. Porque enquanto que ninguém questiona que foi muito bom e importante a vinda da corte portuguesa para o país, em 1808, no processo de independência, de 1822, havia muitos projetos de Brasil colocados "na mesa". Assim, o relato da história brasileira passa a ser bem mais controverso. E assim será no 1889. Onde o Brasil será ainda mais complexo e controverso.

A imprensa brasileira na história

A imprensa surge no Brasil tardiamente. Com a proibição de haver manufaturas no país, devido a uma política que garantia o monopólio da metrópole, a industria gráfica inexistia no Brasil, sem impressão de livros ou jornais, até a chegada de D. João VI que cria a imprensa régia, e logo em seguida surgiria, em Londres, o Correio Braziliense.

Mas a imprensa assumiria rapidamente o papel de quarto poder no Brasil. Já em 1822, ela canalizava o debate sobre a independência a ponto do próprio imperador Pedro I usar da imprensa, como jornalista, para escrever artigos assinados com pseudônimos para defender seus pontos de vista e atacar seus adversários. O que teria legitimado a imprensa como quarto poder.

Essa foi uma oportunidade ótima de conhecer o pensamento do autor e um pouco mais da história brasileira. O primeiro livro eu tive oportunidade de ouvir no carro, no formato audiolivro (a diversidade no formato parece fazer parte do plano de marketing que o Paulo Coelho sugeriu), com o narrador Hélio Vaccari, que é também narrador do History Channel e do Discovery Channel (o que pode tornar Hélio uma espécie de voz da História no imaginário popular, como Cid Moreira se tornou, durante anos, a verdadeira voz do Brasil, até começar a narrar o Mr. M). Uma obra produzida com qualidade técnica que recomendo. As pressões sofridas pelo autor por parte dos historiadores devem ser parecida com as pressões sofridas pelos blogueiros por parte dos jornalistas (se bem que os jornalistas já viraram blogueiros e acredito que o nome da atividade em breve vai mudar para diferenciar o profissional do amador, o jornalista do escritor ocasional etc).
Como Laurentino, nosso trabalho também é de divulgação e de traduzir a linguagem acadêmica para uma maior base de leitores, querendo sobretudo, atrair para o cientificismo, o academicismo, o jovem estudante que precisa da porta de entrada, do empurrão, para desenvolver todo seu potencial intelectual. O acadêmico descolado.

Bônus Track (Um pouco de Contestação ao 1808)

De como Portugal tem o dever de defender a sua Honra e a sua História

Prefaciado pelo Dr. Mendo Castro Henriques, Professor de Filosofia Política na Universidade Católica Portuguesa, Presidente do Instituto da Democracia Portuguesa e Biógrafo oficial e membro do conselho privado de S. A. R. D. Duarte Pio de Bragança; e de João Gomes, editor de política, da Chiado Editora (a minha editora), este livro contesta o modo como a história de D. João VI foi apresentada pelo jornalista brasileiro Laurentino Gomes, no seu livro «1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil», cuja narrativa amesquinha Portugal, a Monarquia Portuguesa e os Portugueses.
Esta CONTESTAÇÃO pretende repor o período da História contada no livro «1808», e que é altamente desprestigiante para Portugal e para os Portugueses, essencialmente para D. João VI, que apesar de não ter sido “talhado” para reinar, reinou o melhor que pôde, conservando a dinastia de Bragança e o império português, com dignidade, não se vergando ao grande e poderoso Napoleão Bonaparte, que subjugou praticamente todos os monarcas europeus da época. Tento integrar as circunstâncias dos acontecimentos históricos apresentados no «1808», no contexto da época; analiso, sem preconceitos, as acções e consequências dos actos assinalados; e realço as virtudes da alma grande portuguesa.

Para Laurentino Gomes, D. João VI era um rei covarde.
Para mim [sabel A. Ferreira] (e para muitos historiadores), um rei corajoso, que deixou uma obra notável no Brasil.

Ao ler-se o livro de Laurentino Gomes chega-se ao final com a ideia de que os Portugueses foram (e ainda são) Feios, Porcos, Maus e Ignorantes. Os factos que o Laurentino narrou, fora do seu contexto, soam a preconceito. Logo, defender a Honra e a História de Portugal foi um dever que se me impôs.

Uma vez mais, Portugal e os Portugueses foram expostos ao ridículo, publicamente. Recentemente, na série televisiva «Os Tudors», apresentada num canal de televisão estatal, a corte portuguesa foi retratada com enorme desprestígio e leviandade. Há bem pouco tempo, e a propósito do caso do desaparecimento de Madeleine McCann, no Algarve, Portugal foi extremamente enxovalhado pela imprensa britânica. Isto apenas para falar de casos mais recentes.


Prefácio ao livro “Contestação”

Temos por certo que o estudo e a interpretação da nossa história, são duas tarefas fundamentais para a nossa definição enquanto povo e, mais do que isso, para a nossa afirmação actual enquanto país. Com identidade, o que é próprio de qualquer nação, mas acima de tudo com uma história riquíssima, do que nem todas se podem gabar.

Gabamos, no entanto, o trabalho de investigação de Laurentino Gomes que trouxe a público a importância da transferência da Corte para o Brasil, evento cujo Bicentenário comemoramos em 2008. Reconhecemos o Brasil como um país amigo e os brasileiros como um povo irmão onde João Ubaldo Ribeiro acaba de ganhar o Prémio Camões. E vemos na língua portuguesa a marca distintiva da Lusoesfera, passo evolutivo da Lusofonia, numa época em que Portugal pode ter influência para além dos países de língua portuguesa. Exemplo disso são as recentes aproximações à Comunidade de Países de Língua Portuguesa por parte de Galiza, Croácia, Venezuela, Ucrânia, Guiné Equatorial, Marrocos e Ilhas Maurícias, povos e Estados que a história aproximou de Portugal.

Como portugueses, temos um compromisso com a história, que nos leva a defender as aproximações à verdade e contestar os desvios da mesma. Por esse motivo, aceitámos prefaciar o livro da jornalista Isabel A. Ferreira. Assertivo e forte, patriótico e escrito com muita limpidez e, acima de tudo, um exemplo “de como Portugal tem o dever de defender a sua honra e a sua História”.

O livro de Laurentino Gomes é interessantíssimo do ponto de vista hermenêutico porque acumula quase todos os erros possíveis ao interpretar figuras históricas: falta de contextualização, acumulação de informação não tratada, confusão nos critérios de relevância, teoria explicativa deficiente, etc., etc


. Sabemos hoje que D. João VI, ao contrário do que Laurentino Gomes nos afirma, não era um monarca cobarde, tendo sido um dos únicos príncipes europeus que não se vergou perante Napoleão Bonaparte. Poucos reis, durante a nossa história, foram tão perseguidos por motivos pessoais, como D. João VI. Quer pela loucura de sua mãe, quer pelo seu casamento infeliz e as conspirações de sua mulher e de fidalgos visando a sua abdicação. E contudo, poucos reis, na nossa história, foram tão consistentemente vencedores nos projectos a que se abalançaram, de mãos dadas com o seu povo e dirigentes. A sua permanência por treze anos no Brasil, permitiu-lhe ser o governante que garantiu a unidade do Estado, a que o Povo Brasileiro justamente acrescentou a independência.
 Concluamos, pois, que a lenda negra que pairou sobre o monarca português que nos trouxe ao “Portugal Contemporâneo” é muito bem contestada neste livro, deixando à opinião dos leitores avaliar onde está a verdade. Por este motivo, elogiamos o trabalho de Isabel A. Ferreira. Que esta obra ajude a clarificar o legado de D. João VI, o monarca luso-brasileiro!

Mendo Henriques
João Gomes Fonte: Contestação de 1808 de Laurentino Gomes

Ou seja, em tempos de globalização, uma resposta além-mar de Gomes para Gomes. :D
[Via BBA]

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