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Ted: Sobre memes e temes

Conheça a memética. Afinal, você sabe o que vai restar quando a raça humana se extinguir? O teme. Para assistir em português clique e...

Conheça a memética. Afinal, você sabe o que vai restar quando a raça humana se extinguir? O teme.


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Uma interessante teoria que diz que somos apenas um meio para o transporte de unidades informacionais denominadas memes. Palestra ministrada em 2008 por Susan Blackmore.

"A evolução cultural é uma criança perigosa para qualquer espécie para deixar solta nesse planeta. E quando você for ver o que está acontecendo, o bebê é uma criança, em pé, causando destruição, e aí é muito tarde para guardá-la de volta. Nós humanos somos a espécie “pandoriana” da Terra. Somos aqueles que tiraram o segundo replicante de sua caixa, E não podemos empurrá-lo de volta. Estamos vendo as consequências à nossa volta.

Agora essa, eu sugiro, é a visão que aparece quando se leva memética a sério. E ela nos dá um novo modo de pensar sobre não apenas no que acontece em nosso planeta, Mas no que pode estar acontecendo em algum lugar do cosmos. Então, primeiro, eu queria dizer algo sobre memética E a teoria dos memes, e segundo, como isto pode responder questões sobre quem está lá fora, se de fato houver alguém.

Então, memética. Memética é fundada no princípio de darwinismo universal. Darwin teve esta idéia incrível. De fato, alguns dizem que é a melhor idéia que alguém já teve. Não é este um pensamento maravilhoso, de que poderia haver algo como a melhor idéia que alguém já teve? Vocês pensam que poderia? Platéia: Não. (Risadas) Susan Blackmore: Alguém disse não, bem alto, dali de cima. Bem, eu digo sim, e se há, eu dou o prêmio para Darwin.

Por quê? Por que a idéia foi tão simples, e ainda assim explica todo o design do universo. Eu diria não apenas o design biológico, mas o design de tudo que pensamos como design humano. É apenas a mesma coisa acontecendo em tudo. O que Darwin disse? Eu sei que vocês sabem a idéia, seleção natural, mas deixem-me apenas parafrasear "A Origem das Espécies" de 1859, em poucas frases.

O que Darwin disse foi algo como: se você tem criaturas que variam, e disso não há dúvida - Estive nas Ilhas Galápagos e medi o tamanho dos bicos e o tamanho dos cascos de tartarugas, e assim por diante. E cem páginas depois - (Risos) E se há uma batalha pela vida, tal que quase todas as criaturas morram - e disso não há dúvida, pois eu li Malthus e calculei quanto tempo iria levar para os elefantes cobrirem o planeta se eles procriassem livremente, e assim por diante. E outras cem páginas depois. E se aqueles poucos que sobreviveram passarem para seus filhotes seja lá o que for que os ajudou a sobreviver então essas crias devem ser melhor adaptadas para as circunstâncias nas quais isso tudo ocorreu do que seus pais o foram.

Vêem a idéia? Se, se, se, então. Ele não tinha idéia do conceito de algoritmo. Mas é o que ele descreveu nesse livro, e isto é o que agora conhecemos como algoritmo evolutivo. O princípio é que você só precisa de três coisas - diversidade, seleção e hereditariedade. E como Dan Dennet coloca, se você as têm então você deve ter evolução. Ou design a partir do caos sem a ajuda de uma mente.

Há uma palavra que eu amo nesse slide. Qual vocês acham que é minha palavra favorita? Platéia: Caos. SB: Caos? Não. O quê? Mente? Não. Platéia: Sem. SB: Não, não é sem. (Risos) Tentem elas por ordem: Dee… Platéia: Deve. Deve, deverá, deve. Isto é o que faz isso tão incrível. Você não precisa de designer, ou um plano, ou uma previsão ou nada mais. Se há algo que é copiado com variação e é selecionado, então você deve ter o design surgindo do nada. Você não pode pará-lo. Deve é minha palavra favorita.

Agora, o que tem isso a ver com memes? Bem, o princípio aqui se aplica a qualquer coisa que é copiada com variação e seleção. Estamos tão acostumados a pensar em termos de biologia, que pensamos sobre genes dessa maneira. Darwin não, é claro, ele não sabia sobre genes. Ele falou mais sobre animais e plantas, mas também falou sobre línguas evoluindo e tornando-se extintas. Mas o princípio de darwinismo universal é que qualquer informação que é variada e selecionada irá produzir design.

E isso é o que Richard Dawkins discutia no seu sucesso de vendas de 1976, "O Gene Egoísta". A informação que é copiada, ele chamou de replicador. Ele copia-se egoisticamente. Não significa algo sentado no interior da célula pensando "quero ser copiado". Mas que aquilo será copiado se puder, a despeito das consequências. Não se importa com as consequências porque não pode, porque é apenas informação sendo copiada. E ele quis se distanciar de todo mundo que pensava o tempo todo em genes, e então ele disse, "Haverá um outro replicante no planeta?" Ah, sim, há sim.

Olhem em volta, aqui vai servir, nessa sala. Tudo à nossa volta, ainda vagando desajeitadamente sobre uma sopa primitiva cultural, é um outro replicador. Informação que copiamos de pessoa para pessoa por imitação, pela linguagem, falando, contando histórias, vestindo roupas, fazendo coisas. Isso é informação copiada com variação e seleção. Isto é o processo de design ocorrendo. Ele quis um nome para o novo replicador. Então ele pegou a palavra grega "mineme", que significa “o que é imitado”. Lembrem-se disso, a definição central. Que é imitado. E abreviou para meme, só porque soa bem e fez um bom meme, um que efetivamente espalhou-se. Então foi assim que a idéia apareceu. É importante permanecer na definição central.

A ciência da memética é muito mal falada. muito mal-entendida, muito temida.


Mas um monte desses problemas pode ser evitado, lembrando-se da definição. Um meme não equivale a uma idéia. Não é uma idéia, não é equivalente a nada, na realidade. Permaneçam na definição. É o que pode ser copiado. Ou informação a qual é copiada de pessoa para pessoa. Então vamos ver alguns memes.

Bem, o senhor, você tem esse óculos pendurados no pescoço de um jeito particularmente elegante. Eu me pergunto se você inventou essa idéia por sí, ou ela foi copiada de alguém? Se você copiou de alguém é um meme. E que tal, ó, não consigo ver memes interessante aqui. E aí pessoal, quem tem memes interessantes para mim? Hum, bem, seus brincos, Eu suponho que você não inventou a idéia de usar brincos. Você provavelmente deu uma volta e os comprou. Há muitos mais nas lojas. Isto é algo que passa de pessoa para pessoa. E as histórias que estamos contando, bem, é claro, TED é um festival de memes, uma massa de memes.

A maneira de pensar sobre memes porém, é pensar, porque eles espalham-se? Eles são informação egoísta, eles serão copiados se puderem. Mas alguns deles serão copiados porque são bons, ou verdadeiros, ou úteis, ou bonitos. Alguns deles serão copiados mesmo que não sejam. Alguns, é difícil dizer porque.

Há um curioso meme em particular que eu gosto muito. E estou grata em dizer, como esperado, que o achei quando cheguei aqui, e estou certa de que todos vocês o acharam também. Você vai para seu luxuoso hotel internacional em algum lugar, e você entra, tira suas roupas e vai para o banheiro, e o que você vê?
Platéia: Sabonete.
SB: Como?
Platéia: Sabonete.
SB: Sabonete, sim, mas o que mais?
Platéia: (Inaudível)
SB: Hum hum.
Platéia: Pia, papel higiênico!
SB: Pia, papel higiênico, sim, todos esses são memes, mas estes são os úteis, e então tem esse aqui. (Risadas) O que isto está fazendo? (Risadas) Isto se espalhou pelo mundo todo. Não é surpreendente que vocês o acharam quando chegaram nos seus banheiros aqui. Mas tirei essa fotografia de um banheiro atrás de uma tenda no eco-acampamento na selva de Assam. (Risadas) Quem dobrou essa coisa lá, e por quê? (Risadas) Algumas pessoas se entusiasmam. (Risadas) Outras são preguiçosas e cometem erros. Alguns hotéis exploram a oportunidade para pôr ainda mais memes com um pequeno adesivo. (Risadas) Do que se trata tudo isso? Eu suponho que é para te dizer que alguém limpou o lugar, que está tudo adorável. E, sabe, tudo que isto te diz é que outra pessoa potencialmente espalhou germes de um lugar para outro. (Risadas)

Então pense nisso dessa forma. Imagine um mundo cheio de cérebros e muito mais memes do que casas possíveis para eles. Os memes estão tentando serem copiados, tentando, com aspas, isto é, uma abreviação para "se podem ser copiados, serão". Estão usando vocês e eu como suas máquinas propagadoras, e nós somos as máquinas de memes.

Agora, por que isso é importante? Por que é útil, ou o que isso nos diz? Isso nos dá uma visão completamente nova da origem humana e do que significa ser humano. Todas as teorias convencionais da evolução cultural, da origem dos humanos, e do que nos faz tão diferentes das outras espécies. Todas as outras teorias que explicam o cérebro grande, uso de linguagem e ferramentas e todas essas coisas que nos fazem únicos, são baseadas em genes. A linguagem deve ter sido útil para os genes. Ferramentas devem ter melhorado nossa sobrevivência, acasalamento etc. Isso sempre retorna, como Richard Dawkinks reclamou sobre isso muito tempo atrás, sempre retorna aos genes.

O ponto da memética é dizer que "não, não retorna". Existem dois replicadores agora no planeta. Do momento em que nossos ancestrais, talves dois milhões e meio de anos atrás, começaram a imitar, houve um novo processo de cópia. Cópia com variação e seleção. Um novo replicante foi solto, e nunca poderia acontecer - desde o início, nunca poderia acontecer que os seres humanos que soltaram essa nova criatura, pudessem apenas copiar o útil, o bonito, coisas verdadeiras, e não copiar outras coisas. Enquanto seus cérebros tinham vantagem por serem capazes de copiar - fazer fogo, manter o fogo, novas técnicas de caça, esses tipos de coisas - inevitavelmente estavam também colocando penas em seus cabelos, ou vestindo roupas estranhas, ou pintando suas faces, ou qualquer coisa.

Então você tem uma queda de braço entre os genes os quais tentam fazer os humanos terem cérebros pequenos, econômicos, e não gastarem seu tempo tempo copiando tudo isso, e os próprio memes, como os sons que as pessoas fizeram e copiaram - em outras palavras, o que se tornou a linguagem - competindo para que os cérebros se tornem maiores. Então o cérebro grande nessa teoria é guiado pelos memes.

Por isso, no "The Meme Machine", eu chamei isso de direção memética. Enquanto os memes evoluem, como eles inevitavelmente devem, eles dirigem um cérebro maior que é melhor na cópia dos memes que estão realizando a direção. Isto é o porquê de termos esses cérebros tão peculiares, de gostarmos de religião, e música, e arte. A linguagem é um parasita ao qual nos adaptamos, não algo que estava lá, originalmente, por causa de nossos genes, nessa visão. E como muitos parasitas, ela pode começar perigosa, mas então ela co-evolui e adapta-se e terminamos numa relação simbiótica com esse novo parasita.

Então de nossa perspectiva, não percebemos que é assim que isso começou. Então essa é uma visão do que são os humanos. Todas as outras espécies são máquinas genéticas apenas, eles não imitam nada bem, dificilmente. Somente nós somos máquinas genéticas e também máquinas meméticas. Os memes pegaram uma máquina genética e tornaram-na uma máquina memética.

Mas isso não é tudo. Temos novos tipos de memes agora. Tenho pensado por muito tempo, já que tenho pensado muito em memes, há uma diferença entre memes que copiamos - as palavras que falamos uns com os outros, os gestos que copiamos, as coisas humanas - e todas essas coisas tecnológicas à nossa volta? Tenho sempre, até agora, chamado todos eles memes, mas honestamente penso agora que precisamos de uma nova palavra para memes tecnológicos.

Vamos chamá-los tecnomemes, ou temes. Porque os processos estão se tornando diferentes. Começamos, talvez, cinco mil anos atrás, com a escrita. Criamos a armazenagem de memes com a tábua de argila, mas para termos temes e máquinas de temes de verdade, você deve ter variação, seleção e a cópia, tudo feito de forma alheia aos humanos. E estamos chegando lá. Estamos nesse ponto extraordinário onde estamos quase lá, de que haja máquinas como essas. E de fato, no curto prazo que estive aqui na TED, vejo que estamos ainda mais próximos do que eu pensava.

Então, na verdade, os temes estão forçando nossos cérebros a tornarem-se mais como máquinas de temes. Nossas crianças estão aprendendo rapidamente a ler, aprendendo a usar o maquinário. Teremos todo tipo de implantes, drogas que nos forçam a permanecer acordados o tempo todo. E pensaremos que estamos escolhendo essas coisas, mas os temes estarão nos forçando a isso. Então estamos no ponto agora de termos um terceiro replicador no planeta. Agora, o que mais está acontendo lá fora no universo? Há alguém mais lá fora? As pessoas têm perguntado isso por muito tempo. Já temos perguntado isso aqui na TED. Em 1961, Frank Drake fez sua famosa equação, mas eu penso que ele se concentrou nas coisas erradas. Esta equação tem sido muito produtiva. Ele quis estimar N, o número de civilizações na galáxia, capazes de comunicação interplanetária. E incluiu nela a taxa de formação das estrelas, a taxa dos planetas, mas crucialmente, inteligência.

Eu penso que essa é a maneira errada de pensar nisto. Inteligência aparece em todos os lugares, em todo tipo de formas. Inteligência humana é apenas um tipo dessa coisa. Mas o que realmente importa são os replicadores que você tem e os níveis de replicadores, cada um se alimentando do anterior. Então eu sugeriria que não pensássemos em inteligência, pensássemos em replicadores.

E nessa base, tenho sugerido um tipo diferente de equação. Uma equação muito simples. N, a mesma coisa, o número de civilizações comunicativas lá fora, que devemos esperar em nossa galáxia. Apenas começe com o número de planetas que estão em nossa galáxia. A fração daqueles os quais têm o primeiro replicador. A fração daqueles que têm o segundo replicador. A fração daqueles que têm o terceiro replicador. Porque é apenas o terceiro replicador que irá se comunicar enviando informação, enviando sondas, chegando ao espaço, e comunicando-se com qualquer um.

Ok, então se pegarmos essa equação, por que não ouvimos nada de ninguém lá de fora? Porque todo passo é perigoso. Arrumar um novo replicador é perigoso. Você pode sobreviver, nós sobrevivemos, mas é perigoso. Tome o primeiro passo, tão logo a vida apareceu na Terra. Podemos tomar a visão de Gaia. Amei a apresentação de Peter Ward ontem - não é Gaiana o tempo todo. Na realidade, formas de vida produzem coisas que as matam. Bem, de fato sobrevivemos nesse planeta.

Mas então, muito tempo depois, bilhões de anos mais tarde, tivemos o segundo replicador, os memes. Que eram perigosos, tudo bem. Pense no cérebro grande. Quantas mães temos aqui? Vocês sabem tudo sobre cérebros grandes. Eles são perigosos para se dar a luz. São dolorosos para se dar a luz. (Risadas) Minha gata teve quatro gatinhos, miando o tempo todo. Ah, hum, - meio diferente. (Risadas)

Mas, não apenas é dolorido, isso mata um monte de bebês. isso mata muitas mães, e custa caro pra se fazer. Os genes são forçados a produzir todas essa mielina, toda essa gordura para mielinizar o cérebro. Sabem, sentados aqui, seus cérebros usam cerca de vinte por cento da energia corporal para dois por cento de massa corporal É realmente um órgão que custa caro manter. Por quê? Por que ele está produzindo memes.

Agora, isto poderia nos ter matado, isto poderia nos ter matado, e talvez quase o fizesse, mas você vê, nós não sabemos. Mas talvez quase o fez. Isso foi tentado antes? E sobre as outras espécies? Louise Leakey falou ontem sobre como somos os únicos que restaram desse ramo. O que aconteceu com os outros? Poderia ser que esse experimento em imitação, esse experimento num segundo replicador, é perigoso o suficiente para matar pessoas?

Bem, nós sobrevivemos, e nos adaptamos. Mas agora, estamos atingindo, como descrevi, estamos atingindo o ponto do terceiro replicador. E isso é ainda mais perigoso - Bom, é perigo de novo. Por quê? Por que os temes são replicadores egoístas e não importam-se conosco, nosso planeta, ou nada mais. São apenas informação - porque deveriam? Estão nos usando para sugar os recursos do planeta para produzir mais computadores, e mais dessas coisas incríveis que ouvimos sobre, aqui na TED. Não pensem, "Ah, criamos a internet para nosso benefício". Isso é como isto nos parece. Pense em temes espalhando-se porque devem. Somos as máquinas antigas.

Agora, sobreviveremos? O que irá acontecer? O que significa sobreviver? Bem, há duas maneiras de sobrevivermos. Uma que está acontecendo à nossa volta agora, é que os temes nos tornam máquinas de temes, com esses implantes, com as drogas, com a gente fundindo com a tecnologia. E porque fariam isso? Por que somos auto-replicantes. Temos bebês. Fazemos outros de nós, então é conveniente pegar carona na gente, por que ainda não estamos no estágio nesse planeta onde a outra opção é viável. Embora esteja mais perto, ouvi essa manhã, está mais perto do que eu pensava. Onde as máquinas de temes irão se replicar elas mesmas. Dessa maneira, não teria importância se o clima do planeta fosse completamente desestabilizado, e não fosse mais possível para humanos viverem aqui. Por que essas máquinas, elas não teriam necessidade - elas não são moles, úmidas, respiradoras de oxigênio, criaturas dependentes de calor. Elas continuariam sem nós.

Então, estas são as duas possibilidades. A segunda, não penso que estejamos assim tão perto. Está chegando, mas não estamos lá ainda. A primeira, está chegando também. Mas o dano que já está sendo feito para o planeta está nos mostrando o quão perigoso é o terceiro ponto, aquele terceiro ponto perigoso, ganhar um terceiro replicador. E iremos sobreviver a esse terceiro ponto, como sobrevivemos ao segundo e ao primeiro? Talvez iremos, talvez não. Não tenho idéia. (Aplausos)

Chris Anderson: Essa foi uma palestra incrível.
SB: Obrigada. Eu mesma me assustei.
CA: (Risadas)"

Traduzido por Rogerio Lourenco. Revisado por Matheus Costa.

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