Jejum pode ajudar a combater o câncer

Além disso, jejuar teria o poder de potencializar os efeitos da quimioterapia, diz estudo.
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Khan Academy em Português

Aulas gratuitas com o novo método mais acessível para lusófonos: ONG começa a dublar vídeos dos cursos em português.

Khan Academy: A adesão de instituições aumenta a acessibilidade.
Usando dublagem profissional, a Fundação Lemann, em parceria com o Instituto Península e o Instituto Natura começou a traduzir os vídeos da Khan Academy. Dessa forma, traduzindo os vídeos de Aritmética, Biologia, Química e Física para o português, ela está levando a ferramenta para escolas públicas.

Como já publicamos por aqui, a Khan Academy é uma organização não governamental que tem como objetivo contribuir para a melhoria da educação por meio de vídeo-aulas online disponibilizadas gratuitamente. Além dos vídeos, o site conta com um módulo de exercícios e um painel que permite ao usuário acompanhar seu desempenho. Onde todo conteúdo é aberto.



A fundação Lemann embarcou nessa ideia e está começando um projeto piloto em 6 turmas de 5º ano (antiga 4ª série) de escolas municipais de São Paulo.

O objetivo é contribuir para a melhoria do desempenho dos alunos em Aritmética e experimentar a metodologia em sala de aula, com a contribuição dos professores. 

No segundo semestre, a experiência deve ser levada a mais 15 escolas, totalizando 1000 alunos beneficiados. Com a pouca tradição brasileira de empresários adotarem programas de educação (quando comparados com a tradição dos EUA, onde não é incomum empresários deixarem toda herança para universidades) essa é uma iniciativa que deve ser aplaudida (e divulgada).

Outros vídeos traduzidos por outra instituições também podem ser acessados pelo canal da Khan Academy em português no YouTube. Veja a relação de alguns vídeos já dublados pelo projeto:

[Via BBA]
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Estudante de 17 anos pode ter descoberto a cura do câncer

A estudante norte-americana, filha de chineses, pode fazer história após curar tumores em cobaias.


Angela Zhang nasceu na Califórnia, EUA, ganhou em janeiro uma bolsa de estudos no valor de mais de R$ 170 mil pelas descobertas (vencendo, na categoria individual, o prêmio Siemens Competition Math, Science & Techonology).

Angela parece uma adolescente normal, aprendendo a dirigir agora. Só que, na verdade, ela sempre foi brilhante: no primeiro ano do Ensino Médio fez estudos sobre bioengenharia de nível suficiente para doutorado, e no ano seguinte entrou no laboratório da Universidade de Stanford, por exemplo.

Cura para o câncer. Uma garota do Ensino Médio. É tão surpreendente. Eu não consigo nem começar a compreender como ela sequer pensou nisso ou fez isso.
Kavita Gupta. Professor de química de Angela

Esse é um momento de Cinderela para uma cientista nerd como eu.
Angela Zhang

A ideia de Angela foi misturar remédios contra o câncer em um polímero (uma grande molécula) que se juntaria a partículas menores e se juntariam às células cancerígenas. Mostrando aos médicos exatamente onde os tumores estariam.

Uma luz infravermelha mirada na direção dos tumores derreteria as nanopartículas "derretendo" o polímero que liberaria o remédio, matando as células cancerígenas e deixando as células saudáveis intactas.

Angela Zhang passou mais de mil horas engajada em seu projeto, o que significa que ela trabalha nele desde os 15 anos.

Testado em ratos, a droga fez com que os tumores desapareceram quase que por completo. Embora demorem anos até iniciar testes com humanos, os resultados iniciais parecem promissores.


R7
[Via BBA]
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O que é o ACTA? E o que ele tem a ver com você?

Neste vídeo atribuído ao grupo ativista de hackers Anonymous, é mostrado os motivos de ser contra o ACTA, uma acordo internacional contra falsificação que pode atentar contra a liberdade de expressão e de compartilhamento de informações de modo mais profundo do que os infâmes SOPA e PIPA.

Com um tom anti-leviatã, o vídeo conclama os internautas a pararem o Leviatã (ou o Cracken, nos termos do vídeo) que estaria se agigantando na surdina visando controlar o fluxo de informações na rede por meio dos provedores que estariam obrigados a analisar e censurar os pacotes de dados que trafegarem em seus servidores.

O projeto ainda pode sofrer alterações e os detalhes do que se sabe sobre o ACTA podem ser vistos no vídeo. Porém é notável o grau de sigilo imposto à matéria supostamente para que não sofresse a rejeição que o SOPA (e o PIPA) sofreu através de manifestações dos usuários da internet.

Todavia, vários países já ratificaram a lei e está marcado para junho a votação no Parlamento Europeu (procedimento necessário, embora embora muitos países da Europa já tenham aprovado localmente). 2012 está se mostrando um ano de definições para o futuro da Grande Rede. Devemos proteger as bases filosóficas da Internet agora ou contar para seus futuros usuários como era a utopia da liberdade digital na primeira década do século XXI (era pré-ACTA).


Mas já estão repercutindo no mundo inteiro protestos contra essa lei. A Polônia, A República Tcheca e a Eslováquia (que já estavam adiantadas no processo de ratificação do acordo) estão voltando atrás após as manifestações de seus cidadãos (o povo na rua, não apenas fazendo abaixo-assinado digital). Mais recentemente,  se juntaram ao bloco dos arrependidos a Alemanha e a Polônia.




Este vídeo pode não refletir as mudanças recentes no texto do ACTA.
Mas vai lhe dar uma idéia do que é o ACTA e porque a internet tem que combatê-lo.
ACTA - Acordo de Comércio Anti-falsificação.
O nome engana.
A idéia inicial do ACTA era proteger a propriedade intelectual a nível internacional.
Supõem-se que ajudaria a evitar a falsificação de produtos e marcas, cópias de marcas de luxo ou roubo de  marcas, por exemplo, o uso de uma conhecida marca de carros para vender absorventes femininos absorventes íntimos "GM".
Seria para proteger o investimento em pesquisa industrial, tais como patentes sobre medicamentos e produtos farmacêuticos.
Este acordo pressupõe igualmente apoiar artistas e jornalistas permitindo a eles criar produtos de alta qualidade e padronizar a legislação internacional relativas à direitos autorais.
Parece bom! Não é?
Mas há um porém.
O Dicionário Oxford define "falsificação" como "uma imitação fraudulenta de algo".Quando você copia um arquivo na internet, este é exatamente o mesmo que o original. Não uma imitação.
Não é um roubo, porque o original não é substituído.
A informação é simplesmente livre para se compartilhar e falsificação não tem nada a ver com isso.
Vamos explicar:
Propriedade intelectual não é realmente definido no ACTA.
Poderia ser marcas comerciais ou quaisquer outras idéias ou informações que possam vir a ter direitos autorais ou serem restritas.
Isto terá grande efeito sobre o desenvolvimento da Internet como a conhecemos.
O texto do ACTA abrange muitas áreas é muito complexo e difícil de entender.
Nós vamos mostrar o que acontece na Internet usando uma analogia com o mundo físico:
Imagine que você paga por um curso de culinária.
Durante este curso você aprendeu a fazer um delicioso frango frito.
Então você volta para casa e dá a receita para o seu parceiro.
Mas aqui está o problema.
Segundo o ACTA, ambos serão criminosos porque eles compartilharam esta informação grátis enquanto apenas um tinha pago por ela.
As regras do ACTA são claras.
Se existe suspeitas que há troca de informações com direitos autorais, dependendo do país onde você vive, você não poderá ter acesso a este tipo de informação, será cobrado uma multa ou você irá direto para a cadeia.
Você provavelmente diria que ninguém descobriria que você compartilhou o segredo do frango frito na esfera privada?
Tem razão, pelas leis atuais isso não pode ser descoberto.
Mas o fato é que a maneira de se fazer isso é através de uma vigilância extrema.Todas as comunicações serão gravadas, e não apenas a sua.Na dúvida, sua família, seus amigos, todos serão observados.
Mas é claro que você não precisa de privacidade, de direitos civis ou liberdades, porque não tem nada a esconder, certo?
Agora que você conhece o princípio, veja como ele se aplica à Internet com o ACTA.
Imagine que sua conexão com a Internet é como uma esteira, movendo-se em ambas as direções.
Ao longo desta esteira, os pacotes de dados indo e vindo, que entram ou saem do seu computador.
Com a ACTA, os ISP, os provedores ao qual você paga para se conectar à Internet, serão obrigados a abrir e inspecionar todos os pacotes enviados ou recebidos, em busca de dados protegidos por direitos autorais.
Se você enviar ou receber informação várias vezes com direitos autorais, você será forçado a se desconectar da Internet ou será processado.
Isto significa que se você enviar um arquivo MP3 para um amigo usando o software de mensagens instantâneas, fizer upload de um vídeo de uma noite onde você ouviu músicas com direitos autorais ou citar um artigo de jornal com direitos autorais em um e-mail você já era.
Como se isso não bastasse, as informações sobre o artigo de jornal enviado por e-mail é enviado para os editores e, com base no que ele alegar, você pode ser multado ou preso.
O provedor deverá verificar se nenhum conteúdo protegido por direitos autorais ou links para conteúdo protegido por direitos autorais estão em seus servidores.
Isso será fatal para sites que mantenham conteúdo gerado por seus usuários, como música, fotos ou vídeo.Como o YouTube ou o Twitter poderia funcionar com uma lei dessas?A Internet, como a conhecemos, está prestes a ser destruída.
Pelo menos você poderia pensar que o dinheiro arrecadado com esses processos poderia beneficiar os criadores.
Mas os músicos, escritores, cineastas, jornalistas, pesquisadores e desenvolvedores de software também perdem porque eles são afetados pelas mesmas regras.
As idéias agora restritas pelo copyright não podem ser reutilizadas ou desenvolvidas.
Mesmo pedaços de frases podem ser restritos e ter copyright.
O acordo como um todo vai beneficiar apenas uma pequena fração da indústria, os "chefões" da industrial cultural entidades como a RIAA e a MPAA que tentaram por muito tempo para resolver "o problema da Internet" que ameaça seu modelo de negócio obsoleto.
ACTA é o resultado de seus esforços para pressionar os governos envolvidos nas negociações.
Os vazamentos recentes indicam que no documento oficial as técnicas para driblar os filtros de bloqueio de conteúdo e infra-estrutura também serão ilegais.
A pior parte da história é que tudo isso é feito em segredo.
Para os Europeus, este acordo é redigido por pessoas que sequer elegeram.
Você já viu alguns vídeos no YouTube não estão disponíveis em certas zonas geográficas.
Essa obsessiva proteção contra a cópia também é uma ótima ferramenta para suprimir informações.
Depois que todos os filtros na Internet e técnicas de bloqueio estiverem em vigor, todas as informações identificadas com direitos autorais serão removidas.
Talvez o seu blog com críticas ou sua conta no Twitter, ou o vídeo que tenha feito sobre fraude nas eleições ou catástrofes ambientais, ou até mesmo as fotos de seus gatinhos. Ok, talvez não de seus gatinhos.
A não ser que você pinte o logotipo da coca-cola neles.
Isso parece inacreditável mesmo para quem saiba muito pouco sobre como a internet funciona, mas lembre-se, aqueles que trabalham no acordo podem nem sequer ter ideia do que é a Internet.Mas uma vez assinado do Tratado, as regras devem ser aplicadas.
As consequências que enfrentamos são censura na Internet, restrições à liberdade de expressão, perda da neutralidade da rede, devido à restrição ao uso de certos protocolos, monitoramento completo de todas as suas atividades on-line, perda da liberdade e a restrição de direitos civis, punições como o corte do acesso à Internet. 
E o que ganhamos?
Nada.
A hora de lutar pela Internet chegou.
Busque no Google ACTA.
Prepare seus tweets e Photoshops.
Não deixe ninguém se meter com a Internet.
Vá às ruas!
Pare o Monstro!

Mas afinal, o ACTA já está valendo?

Mais ou menos. O ACTA já foi assinado por Austrália, Canadá, Japão, Marrocos, Nova Zelândia, Cingapura, Coréia do Sul e EUA. A União Europeia também já faz parte do acordo, além de 22 Estados-membros do bloco econômico. Isso, por si, já torna o ACTA uma potência legislativa global. Contudo, para que ele tenha o efeito que seus idealizadores desejam, é necessária ainda a ratificação do acordo por mais seis estados. Diante da não-assinatura, o ACTA pode ter todo o apoio possível, mas sem possuir qualquer efeito legal.




[Via BBA]
Fonte: Olhar Digital
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EyeAsteroid: Primeiro videogame arcade controlado pelos olhos

Tobii coloca máquina à disposição do público para demonstrar o conceito.

EyeAsteroids: Onde foi parar o joystick e os botões?
O EyeAsteroid ficará no Trocadero, em Londres, até dia 17 para quem quiser experimentar a novidade.
Trata-se de uma interface de rastreamento do olhar que por meio da detecção da pupila consegue determinar, por intermédio de cálculos matemático, para onde o usuário está olhando. Com isso o programa parece adivinhar o pensamento do usuário "pregando" fogo nos asteroides que ameaçam a Terra.



Os sensores detectam raios emitidos por lâmpadas infravermelhas, o que torna tudo invisível aos olhos. Antes de uma sessão de rastreamento ocular começar, o sistema calibra os olhos do usuário. Durante a calibragem, o rastreador ocular mede características dos olhos do usuário que serão necessários para calcular com precisão a direção do olhar.

O jogo em si, aparentemente, é muito divertido. E só podemos esperar que a nova versão do Kinect (que promete ter uma maior precisão na detecção dos movimentos do usuário) possibilite soluções como a da Tobii. Assim poderíamos ter esse tipo de interação em nossos videogames ou PCs. Uma vez que o arcade da Tobii tem um preço bem salgado: 15 mil dólares cada unidade.

Segundo o próprio site do desenvolvedor, essa tecnologia possibilitará:

  • Controlar seu personagem com um joystick, mas apontar com os olhos.
  • Mire com um controlador sem fios e virar-se, olhando para o lado da tela.
  • Estabelecer contato visual genuíno com personagens em um jogo.
  • Encarar um bot diretamente nos olhos e dar um comando usando o teclado ou voz.
  • Criar uma intensidade emocional que fazem os personagens agirem como seres humanos reais respondendo ao seu olhar.
  • Adaptar a ação do jogo a sua atenção e estado mental.
Se você estiver passeando por lá. Pode ser uma boa pedida. E aí? Vai encarar?

Fonte: Tobii
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Presidente da Petrobas, Sergio Gabrielli, fala ao Roda Viva

Após 7 anos no cargo, a mais longa permanência, o Presidente da Petrobras fala no Roda Viva sobre sua gestão à frente da empresa, as perspectivas com o pré-sal e a possível futura carreira política.


Durante a entrevista, que foi ao ar no dia 06/02/2012, José Sérgio Gabrielli de Azevedo  falou, entre outros assuntos, sobre sua saída da Petrobras ainda neste mês; sua gestão à frente da empresa, desde 2005; as perspectivas do pré-sal; e se irá assumir algum cargo no Governo.

Parte 1


Apresentado por Mario Sergio Conti, e um time de entrevistadores formado por Cida Damasco (editora executiva do jornal O Estado de S. Paulo), Claudio Weber Abramo (diretor executivo da Transparência Brasil), Claudia Schüffner (repórter de Petróleo, Gás e Energia da sucursal do Rio de Janeiro do jornal Valor Econômico), Consuelo Dieguez (repórter da revista Piauí) e Axel Grael (engenheiro florestal e ambientalista). O programa também teve a participação do cartunista Paulo Caruso.

Dizendo ter saído da empresa para uma secretaria do Governo da Bahia como fazendo parte de um plano político (e não confirmando ter chorado em uma reunião com a presidente Dilma), Gabrielli ainda revelou não ter que quarentena por não haver essa previsão (nem legal, nem por parte da Petrobras).

Explicou a política de preço da empresa e as vantagens de manter o preço inalterado por algum tempo (para permitir, por exemplo, planejamento de longo prazo).

Mario Sergio Conti: O senhor nega que existem diretores indicados por partidos?
Sérgio Gabrielli: Não, não nego que existam. Mas não é esse o problema. Mas eles tem a obrigação de seguir os procedimentos. Existe disciplina na Petrobras.
Mario Sergio Conti: Eu sei disso. Mas por que precisa de ser um cara do PTB e não o melhor técnico.
Sérgio Gabrielli: Nós estamos em uma democracia. Em uma democracia em que os partidos são legítimos. Em que os partidos representam os interesses do povo brasileiro. Ou vocês querem negar os direitos dos partidos.
Mario Sergio Conti: Mas em uma empresa?

Objetivamente, nós somos uma das empresas mais transparentes das empresas de petróleo do mundo.

Em jul/2008 nós estamos com o preço do petróleo, por 10 minutos evidentemente, em US$ 147 o barril. De jul/2008 a dez/2008 o preço do petróleo cai de 147 para 33. (...) O que que acontece em finais de 2008? A crise financeira se aprofunda no mundo. O que que acontece com a Petrobras em jan/2009? (...) Nós anunciamos um aumento para US$ 176 bi.(...) Portanto foi um choque no mercado internacional que a Petrobras na crise, contra a crise, anuncia um aumento de investimento. E eu dizia na época: o mundo vai continuar a andar de carro, o mundo vai continuar usando aquecimento,(...) Portanto petróleo é necessário. Então, portanto, nós precisamos investir.

Uma semana depois da Alemanha não conseguir captar dinheiro, a Petrobras lançou títulos em euros equivalentes a US$ 3,5 bi. Captou tranquilamente, sem problema.

Parte 2


Qualquer empresa de petróleo do mundo tem influência política. O petróleo é, por excelência, geopolítica.

Olhando os próximos 25 anos o mundo vai continuar tendo como principal fonte energética o petróleo, o carvão e o gás natural. Isso vai ser 2/3 como fonte primária de energia.

Se você somar hoje no mundo, toda energia eólica gerada, toda energia solar gerada, toda a energia geotermal gerada, toda a energia das ondas gerada. Todas essas quatro fontes de energia primária, juntas, elas representam 0,9% da matriz energética mundial. Se elas crescerem, nos próximos 25 anos, 10 vezes mais que todas as outras, elas chegam a 10%.

Sérgio Gabrielli:(...)O que aconteceu nos últimos 4 anos? Houve redução no consumo de petróleo? Não. Houve um aumento. O petróleo saiu de 83 milhões de barris/dia para 87/88 milhões de barris/dia. Por quê? A Europa diminui o consumo de petróleo? Diminuiu. Os EUA diminuiu o consumo de petróleo per capita? Diminuiu. O Japão diminuiu o consumo de petróleo per capita? Diminuiu. Mas a Índia, a China, o Brasil, os países da América do Sul, os países da África aumentaram. Objetivamente o que está acontecendo é um deslocamento do consumo de petróleo dos países centrais para os países emergentes.

A distribuição de renda e a inclusão social é extremamente intensiva em petróleo.

A energia elétrica vai vir de fonte carvão. Não vai ser nem da fonte petróleo.

[Perguntado se inclusão social combinava com energia limpa.]

Nesse momento a energia limpa é muito cara para a inclusão social. O país que quer incluir socialmente vai viabilizar energia barata.

Eu acredito que o mundo não vai encontrar alternativa energética mais eficiente do que os hidrocarbonetos existentes. Porém, ele vai ser muito mais eficiente no uso desses hidrocarbonetos. Vou dar um exemplo: se nós tivéssemos pneus calibrados, todo tempo, isso poderia reduzir em até 10% o consumo de gasolina.

Parte 3


Tudo que existe no mundo moderno, ou tem petróleo ou foi transportado por petróleo.

Se você somar o petróleo convencional com o petróleo não-convencional, a areia betuminosa do Canadá, os petróleos extra-pesados da Venezuela e os petróleos do ártico, se você somar tudo isso, você vai ter petróleo para 350 anos de consumo. Então não vai acabar petróleo fisicamente. Não vai acabar.

O mundo tende a plastificar mais. O mundo tende a  transformar ou deixar de usar metal para usar derivados do petróleo.

Hoje a Petrobras tem 46 sistemas de produção no mar. (...) Somando as três que seguem a Petrobras, as três juntas tem 42, a Petrobras tem 46.

Parte 4


Se você tem uma área exploratória nova, essa mesma sonda, que é usada para desenvolver a produção e para crescer a produção, ela também é usada para encontrar petróleo e para delimitar novas descobertas que vão ter efeito lá adiante.

Você leva aí 4, 5 anos entre a descoberta do petróleo e o primeiro óleo do petróleo.
Sobre a publicidade:

A Petrobras faz uma propaganda institucional dela. Ela faz propaganda de produtos também: Ela faz propaganda do Lubrax, faz propaganda de produtos. Mas ela tem forte investimento em comunicação institucional. Que é parte da cidadania corporativa. Isso não é só da Petrobras. Nós investimos ao todo menos de 1,5% do faturamento que é um padrão internacional.

Não é por concorrência comercial que se faz propaganda institucional. É por reputação.
[Via BBA]
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O Facebook usa você

Reprodução de artigo do site Observatório da Imprensa. A análise não se restringe apenas ao Facebook. Mas a toda coleta de informação pessoais que podem ser usadas contra você. Reproduzido do New York Times, 5/02/2012; intertítulos do OI; destaques do Blog Brasil acadêmico; tradução de Jô Amado;
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Game On: A história do videogame levada à sério

A indústria do entretenimento digital eletrônico não está para brincadeira. E não é de hoje. Visitando essa mostra, você terá oportunidade de testemunhar a evolução histórica dessa forma de arte. Interagindo com os aparelhos e jogos. E vendo todo tipo de interface que começou com uma alteração em um osciloscópio, e que hoje ganha de produções cinematográficas hollywoodianas em termos de sofisticação, investimento e retorno financeiro.

Conheça os primórdios da oitava arte.

Caso você esteja em Brasília, venha conhecer o desenvolvimento dessa forma de cultura intimamente arraigada na formação da geração Y. Embora tenha solapado corações e mentes da geração X, que por sua vez jogaram as criações de engenheiros e designers Baby Boomers.



Réplica do primeiro videogame criado
Idealizada pelo centro de artes europeu Barbican Centre e tendo passado por mais de dez países, a mostra é uma reunião de computadores, arcades e consoles domésticos de respeito. 
Distribuída em dois salões do Centro Cultural do Banco do Brasil, a exposição, que dispõe até de guias, revelou seu acervo em Brasília no dia 27 de janeiro e permanecerá até o dia 26 de fevereiro. Descreverei as impressões a seguir:

No primeiro salão, o cenário remete ao dos fliperamas (embora não haja nenhum "pinball" na mostra) com máquinas de todo gênero (como Asteroids, Pong, Space Invaders) que se alastraram pelas galerias e shoppings centers do país na década de 1980.



Embora não seja necessariamente organizado em ordem cronológica, nesse ambiente encontrava-se desde a réplica do primeiro videogame, na verdade um osciloscópio alterado, até as pioneiras criações em série da indústria da interatividade digital (O Pong da Atari, ou o menos famoso Ping Pong para o Odissey, da Magnovox).

Contudo você achará um Portal justaposto a um Doom, do tempo que nem se usava mouse em jogo de tiro em primeira pessoa no PC. Nas paredes, frases sobre games e revistas de jogos emoldurando um saudoso Moon Patrol.

Adentrando você poderá observar que os arcades dominam a cena, embora você possa jogar Pac-Man (o popular come-come) assistindo a uma projeção na parede ou jogar Space Invaders sentado com o vídeo em uma espécie de mesa. Os clássicos jogos de luta, como o onipresente Street Fighter (que já virou até filme estrelado por Jean Claude van Dame) e os de plataforma (como o Donkey Kong, que deu origem ao personagem Mario Bros), estão disputando a atenção dos players mais saudosos. Porém os computadores e consoles não foram esquecidos indo de Atari a  PlayStation 2, passando pelo  SuperNintendo, GameCube, Telejogo, e por aí vai.



Estão praticamente todas as linhas de computadores por lá: MSX, PC, Amiga, Apple, ZX Spectrum etc. E jogos de todo tipo que representaram suas várias encarnações. Todos atrás de uma vitrine com uma abertura onde o jogador pode experimentar a ação. Uma seção especial de jogos de aventura permite, veja só, que o jogador brinque com um jogo sem gráficos, só com palavras e comandos como: WEST, TAKE, etc. Em contrapartida, o mundo de Zelda também se encontra nessa seção.

No segundo salão, todo enfeitado por fora por padrões que remetem ao russo Tetris, possui jogos mais recentes. Nele estavam dispostos portatéis de várias gerações, de game watches ao Game Boy, passando por calculadoras falantes colocados em destaque. Havia uma seção destinada às crianças, com jogos digitais da Lego entre um Pokemon e outro, e servia de ante-sala para a seção dos jogos multiplayers. Onde um Halo pode ser jogado com os jogadores dispostos ocupando monitores um cada lado de um stand quadrado.



No mesmo setor, o bomberman em uma única tela jogado por seis marmanjos. E outro jogo da geração Atari que funciona com quatro controles tipo Paddle. Na sala ao lado um GT 4 com volante e banco dá uma mostra do que é um PS3. Em outra dependência um Kinect está te olhando em um espaço adequado ao seu uso (nada de salinha apertada). Em outro canto meninas atiram flechas com o Wiimote, enquanto no centro de tudo, uma banda com vocalista, baterista e guitarrista mostram como é se sentir um Beatle em uma versão temática de Rock Band, tendo às costas dançarinos sapateando em tapetes enquanto seguem a coreografia de algum jogo de dança.
Detalhes do projeto de Max Payne
 (como a textura usada nos  personagens)

Mais para adiante, a roupa usada pelo modelo escaneado que originou o primeiro Max Payne (título que praticamente introduziu o conceito de bullet time, antes mesmo do efeito ser empregado na série Matrix).

Em murais, planos para o desenvolvimento do GTA e outros jogos, com e-mails trocados pelos desenvolvedores e post-its usados no processo de desenvolvimento. Além de storyboards e croquis.
Detalhes do desenvolvimento do Grand Thief Auto (GTA)

Tem um detalhe fez a exposição em Brasília um pouco melhor que a de São Paulo (que rolou no MIS, Museu da Imagem e do Som, até janeiro desse ano). Na capital federal a entrada é gratuita ^$,$^ (em Sampa eram 10 reais o ingresso).

Freeway (afinal, por que a galinha atravessa a rua?) da Activision.
No princípio o personagem era uma pessoa,
mas foi considerado chocante demais.
Tudo isso e muito mais espera a sua visita. Para não deixar nenhum entusiasta da diversão eletrônica insatisfeito.

[Via BBA]
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Reconhecimento de escrita à mão em tempo real

Experimente online esse conjunto de aplicativos, feito para ser integrado a outros softwares, com o qual podemos usar a entrada manuscrita em desktops, notebooks, tablets e smartphones usando canetas do tipo stylus, o dedo e até mesmo escrever com o mouse em telas que não sejam de toque.

Combinada em um mashup. Uma versátil ferramenta de tradução.

Trata-se da empresa francesa Vision Objects, que por meio de suas soluções, especialmente utilizando a tecnologia MyScript (também disponível para a SmartPen da LightScribe), concebeu uma série de ferramentas para desenvolvedores, que permitirá que os produtos desenvolvidos possibilitem ao usuário  desenhar, escrever, preencher formulários, anotar, traduzir, e muitas outras ações usando a escrita natural.



As onze línguas mais faladas e
o suporte a elas pelo MyScript
Segundo o site do produto, das mais de 6800 línguas e dialetos existentes apenas 600 são escritas. Os produtos da Vision Objects suportam 85 delas reconhecendo caracter a caracter e 30 em escrita cursiva, entre eles os 11 idiomas mais falados no mundo, com exceção do bengali (esse idioma deve ser o cão chupando manga em matéria de reconhecimento da escrita cursiva).

Já existem aplicativos para iPad e Android usando a tecnologia, porém para o Android ainda não há nada no Market. Apenas em embutidos em aparelhos que já vêm com o app de fábrica.



Para o iOS está disponível o MyScript Memo. Um bloco de anotações digital que permite exportar os textos reconhecidos.

Para experimentar as maravilhas do reconhecimento de caracteres visite o webdemos da empresa. Onde você pode experimentar todo o poder do reconhecimento da sua "caligrafia" através do mouse.

Lá você terá oportunidade de ver a escrita reconhecida por meio de desenho de formas geométricas, preenchimento de formulários, tradução, pesquisa na web e até mesmo jogos de perguntas e respostas.



Destaque para o reconhecimento de equações manuscritas. Que além de disponibilizar uma imagem do que foi reconhecido (muito útil para que vai ilustrar textos com suas equações) ainda mostra o resultado em Latex (linguagem de marcação largamente usada em textos acadêmicos) e MathML (uma variante do HTML para a representação de fórmulas matemáticas).

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