Por que o emprego pode acabar

Estudiosos afirmam: até 2020 o emprego vai acabar e nós teremos que nos adaptar a essa nova realidade. O trabalho, como nós o conhecemos hoje, vai sofrer e já está sofrendo profundas transformações. Conheça o porquê e saiba como você pode estar preparado.

Vamos ser sinceros. Você não é muito chegado a trabalhar. Não é? Sem ofensas, afinal nossos antepassados também não tinham lá muita afeição pelo batente. Os inventores da democracia, os gregos, já deixavam toda a tarefa pesada para os escravos. Vá entender essa democracia...
Não, não estou aqui fazendo apologia ao hedonismo, mas sim me referindo a uma tendência apontada por muitos pesquisadores que são ainda mais radicais que o mestre da futurologia, Alvin Tofler, autor do best-seller internacional A Terceira Onda.

Quando você depende de uma linha de montagem que é a idéia da indústria, a pontualidade é muito importante. O mundo industrial inventou o relógio de pulso. Todos precisavam estar sincronizados. No campo, se o sujeito chega às 7 horas para plantar, ou se chega às 8 horas, faz pouca diferença. Na linha de montagem, em que um aperta o parafuso que o anterior encaixou, precisam todos estar ao mesmo tempo no mesmo local. Hoje, mais que o horário das 9 às 5, o importante é a produtividade.
Alvin Toffler. Do livro A Terceira Onda.

Trabalhar em Casa X Banda Larga Disponível e Barata
Ou seja, estamos em plena terceira onda e nunca tivemos tantas ferramentas e tecnologias para detonar a transformação do modo como nós trabalhamos. A tal globalização vai se consolidar de vez e nós teremos a oportunidade de trabalhar em qualquer lugar e em qualquer horário. A crise na economia global vai colocar em cheque o modelo das grandes corporações e empresas menores, agregadas por projetos em comum, preencherão o vácuo mercadológico deixado.
Mudanças que já estão em curso como uma maior consciência socio-ambiental, a busca pela qualidade de vida e a realização como pessoa também no local de trabalho vão nortear o trabalho no futuro.
A noção de emprego também estará em extinção e em uma década a própria palavra "emprego" poderá estar caindo em desuso (pelo menos no sentido trabalhista).
Será a era do trabalho autônomo (freelance), colaborativo e, de certa forma, inseguro. Com mais conforto, cuidado com a natureza e criatividade. Será?

Acho que a resposta vai ao encontro, em parte, de um comentário do Sr. Toffler, em entrevista à BBC Brasil, sobre o Brasil:

No caso do Brasil, por exemplo, eu acredito que existam na verdade três países diferentes. Há o Brasil da primeira onda, em que as pessoas trabalham na terra da forma que seus ancestrais faziam há centenas de anos, produzindo só o necessário para sobreviver. O Brasil da segunda onda é visto em São Paulo e em várias outras regiões do país, com grande urbanização, muitas indústrias, engarrafamentos e poluição. E também é possível encontrar no Brasil, de uma forma ainda incipiente, uma parte da sociedade que já vive a terceira onda. São pessoas que estão na internet, usam computadores de forma rotineira e têm empregos que exigem um conhecimento cada vez mais sofisticado. O Brasil é um país heterogêneo, cultural e racialmente, e hoje também comporta três estruturas econômicas diferentes.
Alvin Toffler. Futurólogo. Em entrevista à BBC Brasil em agosto de 2002


Ou seja, talvez o chamado fim do emprego seja uma tendência que será experimentada por uma parcela grande da sociedade. Mas que talvez não dê para se falar em uma sociedade de empreendedores, de maneira geral.

De qualquer forma, como destaca Domenico de Masi, em nenhuma religião se trabalha no paraíso. Assim, deve haver alguma coisa de errada com o trabalho como conhecemos.

Tenha o Paraíso sido criado por Deus, tenha sido inventado pelos homens, se o trabalho fosse um valor positivo, no Paraíso se trabalharia.
Domenico de Masi. Professor de Sociologia do Trabalho na Universidade La Sapienza de Roma e autor do livro O Ócio Criativo


Na área de TI, essa transformação deve ser mais acelerada. Ao contratar um provedor ou incluir um serviço de propagandas em seu site ou blog, não importa realmente se a pessoa que habilita o serviço ou te atende em um chat está em uma empresa ou na casa dela (ou mesmo na rua). O que impede uma maior mobilidade dos profissionais é o custo da telefonia móvel (e da banda larga) quando comparada com a fixa. Mas quando acabar essa diferença ou mesmo for gratuito (imagine que banda larga e acesso à internet seja considerada tão essencial à cidadania e aos negócios como o asfalto ou um porto), algo que você pagará com seu imposto ou segundo uma taxa irrisória (Estudos do Banco Mundial já demonstram que acesso à banda larga tem impacto positivo no PIB de um país), o local de trabalho será algo desimportante para muitas funções. O suporte por telefone dos atendentes de empresas como a Ford americana é feito por indianos alocados na Índia e com treinamento para tirar o sotaque.
O treinamento inclui mudar o nome do sujeito para algo americanizado (como John Smith) e simulação de se encontrarem nos EUA. Os atendentes quando confrontados por algum cliente desconfiado de sua locação respondem como no diálogo a seguir:

Cliente: - Aposto que você está me atendendo da Índia.
Operador: - Não, senhor. Estou aqui em Nova York. Daqui da minha janela dá para ver até parte da Times Square...

Embora isso seja feito para não causar estranheza nos clientes americanos, no futuro essa forma de teletrabalho será bem mais aceita e poderá tornar esse teatro desnecessário.

Uma multinacional que desenvolva software e que envie o código-fonte dos seus sistemas para sua filial do outro lado do mundo no final do expediente. Poderá contar com uma força de trabalho operando praticamente 24 horas por dia ininterruptamente e com um mínimo de gasto com adicional noturno e horas-extra.

Falamos tanto em desperdício de recursos naturais e energia, mas e quanto ao desperdício de talentos?
Alain de Botton. Filósofo e ensaísta suíço em seu livro The Pleasures and Sorrows of Works (Os prazeres e as dores do trabalho, ainda inédito no Brasil)


Já há uma forte tendência das empresa de TIC contratarem profissionais como pessoas jurídicas para fugir do chamado custo Brasil de contratação de pessoal (e assim pagarem menos impostos). Esse formato também tem suas desvantagens, no caso da crise mundial, as empresas extinguem esses posto de trabalho muito rapidamente, o que aprofunda e alimenta a própria crise quando o cenário é visto em perspectiva.
Mais desocupados (o fim do emprego também levará ao fim do desemprego) sem receitas levam a menos consumo. Menos consumo levam a mais falência e mais desocupados. O que vira uma espiral negativa de difícil reversão.
Mas ao olharmos para fora vemos que nos EUA o chamado Soho (Small Office, Home Office), ou escritório caseiro, já permite que 20 milhões de americanos trabalhem meio período sem sair de casa, sendo que mais 4,2 milhões trabalhem em período integral nesse formato. E quando é necessário fazer reuniões presenciais com colaboradores, clientes ou parceiros, eles se deslocam para locais com infraestrutura completa de um escritório convencional, como os oferecido pela empresa Hub que já está presente em 14 países incluindo o Brasil, onde seu uso é pago por hora (Em média 25 horas sai por 100 reais).
Outro futurólogo de prestígio, quando se trata do futuro do trabalho é o professor Thomas W. Malone, do Massachusetts Institute of Technology Sloan School of Management. Ele foi um dos primeiros a antever que a descentralização do controle das empresas e a busca de valores humanos (ao invés de vantagens econômicas) seriam primordiais para o desenho do novo trabalho.
Ele afirma agora que, no futuro, os profissionais vão se converter de empregados para empregadores independentes. Ou seja: eles terão não apenas um "emprego", mas um "portifólio de projetos".

Daqui a uma década, a geração X (os nascidos nas décadas de 60 e 70) estará ocupando os cargos de poder decisório ou se aposentando. A geração Y ou geração Millenial (os nascidos em meados dos anos 80), virão em seguida. São os jovens que não sabem o que era o mundo sem internet ou globalização.

Esses jovens não creem em passar muito tempo no escritório, desempenhar a mesma função por longos períodos ou em aposentadoria precoce.

O sucesso desses jovens não será definido por cargos ou tempo de serviço, mas por conseguir o que é pessoalmente importante para eles.
Bruce Tulgan. Autor do livro Not everyone Gets a Trophy: How to Manage Generation Y (Nem todo mundo ganha um troféu: como lidar com a geração Y) ainda sem edição brasileira.


Eles estarão totalmente adaptados ao combo tecnologia com flexibilidade e cooperação. E realmente tentando resolver o problemas do impacto do homem no planeta.

Do choque entre as gerações X e Y é que virá as maiores transformações e revoluções do ambiente empresarial. E as empresas de publicidade já estão tentando captar isso enviando sua mensagens para esse público da era da informação.



Mas essa turma vai estudar até o final da vida como parte de suas atividades profissionais. E conhecer mais de uma área do conhecimento poderá até vir a ser mais importante do que o conhecimento especializado.

Cuidado para não se tornar um GLB

Não, antes de me acusarem de ser preconceituoso, essa não é a sigla para "Gays, lésbicas e bissexuais" ou coisa do gênero (siglas do gênero que a cada Parada Gay em São Paulo ganham mais letras). GLB significa "Guys left behind" ou "garotos deixados para trás". Essa é a sigla que o colunista do The Wall Street Journal e CEO da empresa de relações públicas Burson-Marsteller, Mark Penn, criou para designar os homens que começaram a ser substituídos por mulheres no mundo corporativo.
Já faz tempo que as mulheres vêm se preparando para subir na carreira no mundo empresarial. Elas obtêm 60% dos diplomas nos EUA (no Brasil, 54% das matrículas no ensino superior) e das 353 empresas que permaneceram por pelo menos quatro anos no ranking da revista Fortune, mais de um terço eram comandadas por mulheres.
Talvez elas estejam melhor equipadas para lidar com as incertezas e a fluidez do mundo digital exigirá intuição (ou feeling), e uma visão de longo prazo.
E a crise mundial pode ajudar a acelerar esse processo de um meio executivo mais equilibrado entre os sexos. Os executivos supercompetitivos que quebraram as instituições financeiras com investimentos arriscados, contratos que auferiam lucros pessoais altíssimos com decisões que levaram as empresas à bancarrota, pirâmides vai colaborar com essa idéia de se tentar um estilo diferente. As mulheres estão aí para dar esse toque feminino nas instituições. Afinal, se o mapa não está de acordo com o terreno, o problema é o mapa (ou o navegador).
Fonte: O Futuro do Trabalho - Rita Loiola (Revista Galileu)

Blog do Monteiro Lobato

Psicografado em primeira mão com exclusividade para o Brasil Acadêmico.
Nessa situação confortável na qual o país se encontra hoje, quando contrastado com os nefastos e inolvidáveis anos 40 que eu bem vivi, pouco se encontra para se comparar.
Detalhe da capa do livro O Presidente Negro de Monteiro Lobato e Obama

A capa do livro O Presidente Negro e Obama. Não te parece familiar?
Já os Estados Unidos da América continuam com suas políticas incoerentes e casuísticas, sendo uma para a América Latina e outra para os países desenvolvidos.
Apesar das esperançosas ondas de mudanças que seu presidente negro, previsto por mim para 2228, mas que seu antecessor teve a “capacidade” de antecipar por quase dois séculos, pois foi tamanha a incompetência familiar desses “gênios” brancos que só tirando eles de lá às sapatadas, os EEUU continuam condenando a ditadura cubana e pajeando a ditadura chinesa com seu regime de total descaso com os direitos civis.
E não pense esse moço que vai fazer e acontecer demais não. A qualquer momento algum branco lhe passa fogo.
Quanto ao presidente atual me parece até bem intencionado, coisa que o inferno anda cheio, mas assessorado por gente que é doida por um ditadurazinha. Um ‘Estado Novíssimo’, no qual a Constituição seria pendurada num ganchinho no quarto dos badulaques.
E que deixem devassar as contas da Petrobrás. Uma maravilha brasileira que eu sonhara desde muito antes do poço de Lobato, que apesar do que pensam muitos conterrâneos, nada tem a ver com meu nome. Era só o sobrenome do dono da terra no século XVI. O fazendeiro Vasco Rodrigues Lobato, do qual eu desconheço qualquer parentesco.
Embarcações junto à plataforma de petróleo P-51 da Petrobrás (divulgação)
Já é tempo de acabar com a corrupção daqueles que atrapalham nossa exploração do ferro e do petróleo. Mesmo quando os donos do poder se abrigavam no Palácio do Catete já havia generais entreguistas cuidando de interesses do imperialismo através de empresas como a Standard Oil e da Royal Dutch. Eu poderia até mesmo testemunhar pois quando estive encarcerado, graças ao governo daquele ditador dos pampas, tive o ensejo de observar que a maioria dos detentos é gente de alma muito mais limpa e nobre do que muita gente de alto bordo que anda à solta.
Também com um parlamento desses. Onde seu presidente forçou as portas da Academia com seus marimbondos na esperança vã de se tornar imortal, entre outras vilanias. Imagine se escritores de calibre precisariam dessa casa de chá para se imortalizarem de fato. Muito pelo contrário.



Mas o que eu gostaria mesmo é de me dirigir às crianças. Nosso maior tesouro e maior aposta no futuro. A quem eu dediquei a maior parte de minhas traduções e por quem eu me condenei a ser o Andersen dessa terra.

Boneca de pano é gente
Sabugo de milho é gente
O sol nascente é tão belo
Sítio do Pica-pau Amarelo


Adorei esses versinho singelos com melodia simples e gostosa. Tão cabocla. Captaram bem a mensagem do Sítio. Parece até que posso ouvir Jeca Tatuzinho empunhando sua vara de pescar e cantarolando à beira de um córrego agachado sobre seus calcanhares:

Marmelada de banana
Bananada de goiaba
Goiabada de marmelo
Sítio do Pica-pau Amarelo


Gostaria de atualizar a Gramática da Emília, contemplando a questão da reforma ortográfica. Mais uma. Afinal, sou do tempo em que hino se grafava ‘hymno’ e farmácia era com ‘ph’.
Também deveria ser revista a Geografia de Dona Benta e a História do mundo para crianças. Como o mundo se transformou.

Acho que um tempo recluso em Taubaté, no Sítio, poderá trazer de volta o vigor para a criação das novas versões. Afinal, minha alma continua moderna e patriota.

Monteiro Lobato


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Comentário(s)


Vargas disse...
O que você pensa dos movimentos pela reforma agrária?

José Bento disse...
É claro que sou totalmente favorável à reforma agrária e conservo alguma simpatia pelo MST (responsável por 50% do movimento pelos campesinos no país). Todavia, acho equivocada e revestida de politicagem algumas de suas ações.
É claro que não acho que eles devam invadir o Sítio do Picapau Amarelo. Pois, ele é pequeno e produtivo. Além disso, as terras precisam de ter uma área de preservação ecológica planejada para manutenção da mata nativa.

Príncipe das Águas Claras disse...
E das águas. Visite: www.reinodasaguasclaras.com

José Bento disse...
Bem lembrado.

Anônimo disse...
Quem cria sacis precisa que tenha florestas. Afinal essa é uma atividade praticamente extrativista. Eles não se reproduzem bem em cativeiro.

n4ri2inho disse...
Aquele pó de pirlimpimpim era algum narcótico que faz o povo ver boneca falando (que nem o Chuck). Ou é um tipo de célula tronco, capaz de fazer nascer braços e pernas em um sabugo?

José Bento disse...
Prefiro não comentar. Só não barrei essa insanidade pois sou totalmente a favor da liberdade de expressão.

Vargas disse...
Eu bania o IP desses subversivos. Jamais deixaria publicar um comentário desses.

Maior acesso a banda larga eleva o Produto Interno Bruto (PIB)

Estudo do Banco Mundial afirma que facilitar o acesso a serviços móveis de internet e telefonia permite o desenvolvimento em todos os níveis da economia e da sociedade.
Banda larga e o PIB
A cada aumento de dez pontos percentuais nas conexões de internet de banda larga de um país corresponde a um crescimento adicional de 1,3 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB).

O acesso à banda larga completa o fundamento em termos de informação para uma economia moderna e deve ser prioridade nos planos de desenvolvimento nacionais.
Katherine Sierra. Vice-presidente do Banco Mundial para Desenvolvimento Sustentável.


O levantamento mostra que a mobilidade do acesso à informação já é realidade em vários países e que nações emergentes terão um importante papel no futuro desse processo.

No ano 2000, a participação dos usuários de telefonia móvel dos países em desenvolvimento era de 30% do total mundial.
Já em 2008, dos quatro bilhões de telefones celulares no mundo, três bilhões estavam nos países em desenvolvimento. "Praticamente todos os novos consumidores de tecnologias móveis virão dos países em desenvolvimento", relata o Banco Mundial.

Entre 2000 e 2007, a velocidade de acesso per capita à internet na América Latina pulou de 8 bps para 1.250 bps.

Apesar desses dados grandiosos, o estudo afirma que apenas 15% do mercado potencial global para serviços de tecnologia da informação está sendo explorado. Em 2007, esse mercado representou quase US$ 500 bilhões.

Para Christine Zhen-Wei Qiang, a economista que compilou o estudo, os dados mostram que o setor de TI representa uma oportunidade tanto para o setor privado quanto para o governo, e deve ser incentivado.

Quando vemos o vexame que o serviço Speedy da Telefonica tem passado em São Paulo. Percebemos que o problema não afeta apenas o conforto dos usuários. Afeta também o PIB da sociedade como um todo, o Ministério Público tem toda razão quando recomenda que Telefônica não cobre rescisão de contrato do Speedy, devido à fidelização. O problema da m-a prestação do serviço afeta até quem não é usuário do serviço em questão.
Fonte: Estadão, G1

Brasileiro desenvolve técnica para criar bonecos a partir de imagens de fetos

O designer carioca Jorge Roberto Lopes dos Santos criou uma técnica que permite aos pais não apenas ver, como também tocar e sentir modelos em tamanho real de seus bebês ainda no útero.
Boneco de feto feito por prototipação rápida
Pesquisador do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e professor do Departamento de Artes e Design da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Jorge Lopes tem como orientadores em Londres Hilary French, diretora da Escola de Arquitetura e Design de Produtos da RCA, Ron Arad, um dos mais famosos designers do mundo e chefe de Design de Produtos na RCA, e Stuart Campbell, chefe de obstetrícia da King's College e pioneiro na utilização do ultrassom na década de 1980.

O projeto transforma exames de ressonância magnética, ultrassonografia e tomografia computadorizada em modelos matemáticos que viram modelos 3D, através de técnicas de prototipagem rápida, que é a tecnologia para impressão tridimensional.

Jorge modela seus modelos 3D de fetos utilizando programas específicos como o 4D View e o Mimics que são impressos, camada por camada, em resina fotossensível e um composto a base de gesso.

Em torno de 50 casos clínicos, que geraram modelos específicos em tamanho natural, já foram estudados no Brasil e no Reino Unido. E muitos deles foram mostrados por Lopes em recente apresentação de seu projeto em Londres, na Royal College of Art (RCA).

São culturas diferentes também em relação à gravidez. Enquanto no Brasil o foco principal é tentar fazer com que mães e pais compreendam alguma malformação de seus bebês, no Reino Unido os modelos são usados para incentivar o apego da mãe em relação ao filho.
Jorge Roberto Lopes dos Santos. Criador da técnica.


Antes do Reino Unido, a técnica já vinha sendo testada no consultório do médico especialista em medicina fetal Heron Werner, no Rio de Janeiro.

A reação das pacientes é de grande surpresa, pois estes modelos são muito mais nítidos e reais do que uma simples imagem de ultrassonografia 3D ou imagem da ressonância magnética.
Dr. Heron Werner. Médico especialista em medicina fetal e coordenador do setor de medicina fetal da Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI).


Dr. Werner destaca ainda a questão da acessibilidade e o quanto a emoção de poder conceber através do tato as dimensões diminutas e as característica de um filho ainda não nascido é importante para aqueles que não enxergam.

Imagine o impacto de um protótipo de um feto de uma gestante com deficiência visual. Ela tendo a chance de tocar e sentir as feições de seu filho. Realmente, isto tudo não deixa de ser um grande avanço.
Dr. Heron Werner. Médico especialista em medicina fetal e coordenador do setor de medicina fetal da Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI).


Há alguns anos, Lopes, Werner e o pesquisador Ricardo Fontes, do Instituto de Nacional de Tecnologia (INT) trabalharam juntos em estudos para o Museu Nacional, no Brasil, digitalizando blocos de pedras e sarcófagos a partir de exames de tomografia computadorizada. O que possibilitou a visualização da forma virtual de fósseis e múmias. Para iniciar o trabalho com modelos de feto a idéia evoluiu naturalmente. "Se conseguíamos isto com fósseis e múmias, por que não fetos?", disse Werner, ao explicar como surgiu o redirecionamento das pesquisas.

Proteção da gestante

Uma grande vantagem da técnica brasileira foi conseguir converter as imagens geradas pelos exames de ressonância magnética e ultrassom para o formato digital, já que a tomografia muitas vezes, devido aos riscos de exposição à radiação, não é indicada para gestantes.

Hoje conseguimos ter o corpo de um feto a partir da ressonância magnética e as suas outras partes como mãos, pés e face a partir da ultrassonografia, reconstruindo tudo num só modelo. Desta forma, conseguimos imagens superiores às dos exames em separado.
Dr. Heron Werner. Médico especialista em medicina fetal e coordenador do setor de medicina fetal da Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI).


Como a técnica brasileira já está patenteada e os testes estão em curso, Werner acredita que em breve a prática poderá ser usada em larga escala, ajudando mães, pais e profissionais de saúde.
Fonte: G1

Entra em vigor lei que cria o empreendedor individual

11 milhões de trabalhadores informais, que possuam negócio próprio, já podem sair da informalidade com menos burocracia. Nova lei pode garantir benefícios como aposentadoria, e permitir a obtenção de empréstimos com juros mais baixos.


Os trabalhadores informais do país, que tenham pequenos empreendimentos com faturamento de até R$ 36 mil por ano, poderão formalizar seus negócios aderindo ao programa Microempreendedor Individual (MEI), a partir de hoje (1º). Mais de 170 ocupações serão beneficiadas com o MEI, entre elas, cabeleireiras, costureiras, sapateiros, manicures, barbeiros, animadores de festa, encanadores etc.

O microempreendedor que aderir ao programa terá de recolher os tributos mensalmente, sem precisar pagar a contabilidade e nem emitir nota fiscal. A taxa mensal irá variar entre R$ 51,15 e R$ 57,15, incluindo os impostos federais, estaduais e municipais.

Segundo o Ministério da Previdência Social, a previsão é de formalizar mais de 11 milhões de brasileiros que vivem de pequenos negócios e prestação de serviços, que não pagam tributos e que não têm direito aos benefícios previdenciários.

Temos convicção de que esse país precisa, cada vez mais, acreditar nos micro e pequenos empreendedores porque estes são aqueles que geram muito emprego e trabalho no Brasil.
José Pimentel. Ministro da Previdência


De acordo com o ministério, R$ 51,15 será o valor da contribuição previdenciária, R$ 5 de Imposto sobre Serviço (ISS) para a prefeitura (caso o empresário seja um prestador de serviço) e R$ 1 de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS) para o governo estadual (caso a pessoa atue na indústria ou no comércio).

Benefícios

Ao formalizar o seu negócio, o microempreendedor terá direito a salário-maternidade, auxílio-doença, aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez e a família ficará protegida com pensão por morte e auxílio-reclusão.

Não poderão participar do programa microempreendedores que tenham filiais da empresa, que possuam mais de um empregado ou que tenham ou sejam sócios de outras empresas.

A adesão ao programa poderá ser feita gratuitamente pela internet, pelo Portal do Empreendedor. O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae) também pretende orientar os microempreendedores pelo site http://empreendedorindividual.sp.sebrae.com.br. As dúvidas poderão ser respondidas pelos telefones 135 da Previdência Social ou 0800 570 0800, do Sebrae.

Fonte: Agência Brasil

Documentário: Vivendo com Michael Jackson

Ok, ok. Mais um documentário sobre MJ. Mas este documentário dá uma real noção de como os opiácios ou seja lá o que for que MJ estava tomando estavam deixando o estressado Michael meio maníaco. Freud teria um prato cheio para analisar um tipo que pensava amar a humanidade (em especial as crianças) como uma espécie de Messias. E era quase adorado como um. Uma celebridade apartada da realidade como Maria Antonieta. E SE ALGUÉM SABE O QUANTO É IMPORTANTE O RECONHECIMENTO DO PRÓXIMO, ESSE ALGUÉM É O NARIZ DE MJ.

Quanto mais eu leio sobre e conheço sobre essa figura estranha que é Michael Jackson mais eu fico fascinado sobre como é que funciona a cabeça de alguém que é fotografado, filmado, ridicularizado, amado, adorado, pelo mundo todo sem se preocupar com essas coisas mundanas e pequenas, como o dinheiro e sobre o que os outros pensam.

Quer um filho? É só pedir que alguém lhe dá. Da cor que você preferir. Quer dormir com crianças e brincar de bonecas? Os pais adorarão ceder seus pimpolhos para você fazer o que der na telha com eles. Michael pode até não ser maluco. Mas estava cercado dos seres mais bizarros que já toparam tudo por dinheiro.

Antes de prederem Michael por molestar crianças (que eu estou convencido de que tais meninos estiveram em melhor companhia com ele do que com seus próprios pais), deviam eram prender os genitores que permitiram que sua prole se relacionasse com o Rei do Pop na esperança de conseguir favores ou mesmo de estoquir esse excêntrico e andrógeno/afeminado/assexuado/maníaco artista de Gary, Indiana.

Esquisito é pouco para definí-lo. Monstro é deveras cruel. É como se apredejássemos a criatura do Dr. Frankstein por ser feia. Mas o verdadeiro monstro parece ser o criador, ou no caso, o pai do Rei do Pop. Que mostrou o quanto se orgulhava do assédio dos fãs no passamento de sua galinha dos ovos de ouro. Que parece não querer deixar nenhum omelete para essa figura nada auspiciosa.

Quiçá, os filhos de MJ consigam se tornar pessoas mais felizes e equilibradas do que a geração passada dos Jacksons, que só tem gente fora de série (sem que isso seja, necessariamente, um elogio).

"Living With Michael Jackson" é um polêmico documentário sobre a intimidade de MJ, raramente vista, e foi produzido pelo jornalista britânico Martin Bashir, por sugestão do amigo de Michael, o ilusionista Uri Geller.

Martin entrevistou e acompanhou Michael Jackson por cerca de 8 meses, de maio de 2002 até janeiro de 2003. O documentário foi exibido primeiramente no Reino Unido, na ITV em 3 de fevereiro de 2003 e nos EUA três dias depois, no canal ABC, introduzido por Barbara Walters.

Tem um deputado aqui em Brasília que foi acusado de pedofilia. Ele foi fazer suas supostas orgias com manauaras lá no Amazonas. Não se parece em nada com essa bizarrice que MJ fala abertamente na TV. Ele dizia que brincar na cama com as crianças deveria ser visto como apenas uma brincadeira infantil, e que brincar de bonecas para satisfazer seu desejo de ser pai (ou mãe) fazia parte desse contexto. Essa liberdade Michael jamais teria e conseguiria fazer com que a sociedade entendesse. Uma coisa é um psicólogo falar para você fazer transferências para aplacar seu desejo reprimido em uma sessão de psicodramatismo. Outra coisa é você colocar isso na mídia.

Mas para MJ a mídia era só mais um ente "querido". Algo que fez dele o que ele representava e o que ele tinha. Alguém como o próprio pai dele.
Ninguém iria machucá-lo mais do que ele já havia sido. Até porque agora ele tinha muitas pessoas que ganhavam montanhas de dinheiro com MJ. Essa malha teoricamente o protegeria de muitos danos à sua pessoa e à sua imagem.

Só seria difícil defendê-lo dele mesmo. Do seu perfeccionismo. Da suas prováveis doenças, o lúpus, que o deixava vulnerável aos micróbios, e o vitiligo, que o deixava com a pele cada vez mais despigmentada.
É difícil falar sobre alguém sem julgar. Mas essa é a mensagem, não acho que ele seja mocinho nem bandido. Talvez esteja mais para vítima. Fruto da sociedade de consumo que ensinou que ele era tudo o que devemos almejar. Genial, talentoso, rico, poderoso, generoso, sempre buscando a perfeição e a felicidade. Parece que não saiu quase nada como esperado.

Vamos batizar a engenharia

O Ministério da Educação (MEC) abriu, a partir desta segunda-feira (29), uma consulta pública para mudar os nomes dos cursos superiores de engenharia. O prazo da consulta vai até 31 de julho. Podem participar pessoas do meio acadêmico e da sociedade em geral. A ideia é agrupar os cursos em 22 nomenclaturas.
Batismo da engenharia
No Brasil existem 26 mil cursos de graduação. Desse total, 7.000 têm nomes diferentes para o mesmo projeto pedagógico. Os de engenharia apresentam 258 nomenclaturas diferentes.
Segundo o diretor de regulação e supervisão da Secretaria de Educação Superior (Sesu), Paulo Wollinger, a diversidade vem de acréscimo de “sobrenomes” ou de digitação errada.
Por exemplo, engenharia elétrica, elétrica e eletrônica, eletrotécnica, elétrica e das energias e elétrica industrial passarão a ser denominadas apenas como engenharia elétrica.
Os referenciais para a engenharia (clique AQUI para acessar) têm o propósito de facilitar a elaboração dos projetos pedagógicos dos cursos, orientar estudantes nas escolhas profissionais e dar mais clareza às empresas e órgãos públicos na formação dos quadros de pessoal. A revisão das denominações será feita todo ano, a partir de agora.
Após a consulta pública, especialistas verificarão as propostas e farão as alterações necessárias. A versão final do trabalho estará disponível em novembro e, a partir de janeiro, as instituições começarão a fazer as mudanças nas nomenclaturas. Haverá um período de transição, a ser encerrado na próxima avaliação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).
As contribuições à consulta pública dos cursos de engenharia devem ser enviadas por meio do formulário de avaliação para o e-mail referenciais.sesu[arroba]mec.gov.br. Os próximos cursos a terem os nomes atualizados serão os da saúde. Os referenciais dessa área devem ir à consulta pública em julho.
A iniciativa é uma boa para que possamos ter um padrão para os cursos em todo o Brasil facilitando transferências, estruturação de laboratórios e a escolha do curso por parte dos discentes. Processo sempre difícil e fundamental na vida acadêmica e na carreira do egresso.
Fonte: G1

Psiquiatra brasileiro recebe inédito prêmio internacional

O psiquiatra brasileiro Wagner Farid Gattaz será o primeiro latino-americano a receber o prêmio de pesquisa da Federação Mundial de Sociedades de Psiquiatria Biológica, que reúne instituições de 65 países.
Prof. Wagner Farid Gattaz (divulgação)
O pesquisador brasileiro Wagner Gattaz é professor titular e presidente do conselho do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O prêmio, que é concedido a cada dois anos, foi criado em 2001 e é o mais importante e representativo na área de psiquiatria biológica. Prof. Gattaz foi escolhido por suas contribuições científicas na pesquisa dos mecanismos moleculares das doenças neuropsiquiátricas. A cerimônia de entrega ocorreu hoje, 28 de junho, durante a abertura do IX Congresso Mundial de Psiquiatria Biológica, no Palais des Congrès em Paris. Nossas congratulações! (Da Assessoria de Imprensa do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP).
Fonte: Revista Mente e Cérebro


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