Em resposta à polêmica sobre quem a inteligência artificial deve escolher preservar em caso de acidente, a Mercedes deixa bem claro quem ser...
Em resposta à polêmica sobre quem a inteligência artificial deve escolher preservar em caso de acidente, a Mercedes deixa bem claro quem será salvo em seus carros autônomos: Os passageiros no interior de seu veículo.
Já discutimos essa questão aqui no blog, inclusive com a participação dos leitores em enquete sobre cada dilema apresentado. Agora, a discussão volta à baila com a Mercedes se pronunciando quanto à decisão que seus carros tomariam em uma situação de risco fatal. Em uma entrevista para o site Car and Driver durante o Paris Motor Show, Christoph von Hugo, gerente dos sistemas de direção assistida e de segurança ativa da companhia, abordou o problema com sinceridade corajosa, declarando que a Mercedes-Benz vai proteger seus condutores sempre que possível.
Essa solução algoritmica tem sua lógica comercial, você provavelmente irá prefirir comprar um carro de uma marca que irá te defender mesmo que tenha que escolher entre você, ainda que seja um velhinho de 102 anos em estado terminal e for responsável por desviar verbas da merenda infantil de escolas no Haiti, e uma criança superdotada atravessando na faixa de pedestres com o sinal vermelho, e que tenha inventado um aparelho que limpa o ar dos gases do efeito estufa.
Todavia, não é algo que realmente surpreenda (também não seria surpreendente que haja uma função secreta que faça o carro desviar se ao invés da criança o carro identificar um alto executivo da empresa, vá saber), afinal, qualquer outra decisão sé deverá ser implementada se for por força de regulamentação governamental.
Mas, devemos reconhecer, foi uma declaração corajosa sobre um assunto que as montadoras normalmente não querem abordar.
Hugo argumenta que você não tem como prever o ocorreria depois, mesmo sacrificando o veículo e seus ocupantes. Um carro vindo atrás em alta velocidade poderia atropelar as crianças de qualquer forma. Ao desviar das crianças o carro poderia bater em um ônibus escolar em sentido contrário. Ou matar um motorista que seja pai de oito filhos. Tragédias maiores poderiam ser causadas.
Contudo, Hugo faz uma ressalva. Esse tipo de decisão diz respeito a os carros autônomos de nível 4 e 5 - modelos mais luxuosos totalmente autônomos. Veículos com assistentes autônomos de níveis inferiores vão sempre passar a decisão para o motorista em caso de emergência (como ocorre hoje com os modelos da Tesla Motors equipados com o sistema Autopilot). Além disso, segundo Hugo, os carros da marca alemã serão projetados para sempre evitarem situações que tenham que tomar decisões desse tipo.
O fato é que não haverá uma boa resposta para a questão. Se você comprar o carro que te salvará no caso do dilema do bonde, o pedestre tem todo direito de pedir a proibição de um carro que está programado para matá-lo em caso de emergência. É realmente um dilema.
De todo jeito a montadora vai ser processada por alguém, que não fez nada, e foi morto por um de seus robôs. :P
Só para lembrar, ainda continuamos aguardando a Resposta de Taiwan.
Fonte: Jalopnik, Car and Driver
[Visto no Brasil Acadêmico]
Já discutimos essa questão aqui no blog, inclusive com a participação dos leitores em enquete sobre cada dilema apresentado. Agora, a discussão volta à baila com a Mercedes se pronunciando quanto à decisão que seus carros tomariam em uma situação de risco fatal. Em uma entrevista para o site Car and Driver durante o Paris Motor Show, Christoph von Hugo, gerente dos sistemas de direção assistida e de segurança ativa da companhia, abordou o problema com sinceridade corajosa, declarando que a Mercedes-Benz vai proteger seus condutores sempre que possível.
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Essa solução algoritmica tem sua lógica comercial, você provavelmente irá prefirir comprar um carro de uma marca que irá te defender mesmo que tenha que escolher entre você, ainda que seja um velhinho de 102 anos em estado terminal e for responsável por desviar verbas da merenda infantil de escolas no Haiti, e uma criança superdotada atravessando na faixa de pedestres com o sinal vermelho, e que tenha inventado um aparelho que limpa o ar dos gases do efeito estufa.
Todavia, não é algo que realmente surpreenda (também não seria surpreendente que haja uma função secreta que faça o carro desviar se ao invés da criança o carro identificar um alto executivo da empresa, vá saber), afinal, qualquer outra decisão sé deverá ser implementada se for por força de regulamentação governamental.
Mas, devemos reconhecer, foi uma declaração corajosa sobre um assunto que as montadoras normalmente não querem abordar.
A tecnologia é nova, mas o dilema moral não é: Um carro que dirige sozinho identifica um grupo de crianças correndo para a estrada, não há tempo para parar e desviar-se deles iria levar o carro a um caminhão em alta velocidade de um lado ou sobre um penhasco do outro, trazendo a morte certa para qualquer pessoa dentro.
Você nunca sabe o que pode acontecer com eles posteriormente em situações tão complexas com essas, então você salva quem você sabe que pode salvar.
Hugo argumenta que você não tem como prever o ocorreria depois, mesmo sacrificando o veículo e seus ocupantes. Um carro vindo atrás em alta velocidade poderia atropelar as crianças de qualquer forma. Ao desviar das crianças o carro poderia bater em um ônibus escolar em sentido contrário. Ou matar um motorista que seja pai de oito filhos. Tragédias maiores poderiam ser causadas.
Se tudo o que sabemos com certeza é que uma morte pode ser impedido, então essa é a sua primeira prioridade.
Contudo, Hugo faz uma ressalva. Esse tipo de decisão diz respeito a os carros autônomos de nível 4 e 5 - modelos mais luxuosos totalmente autônomos. Veículos com assistentes autônomos de níveis inferiores vão sempre passar a decisão para o motorista em caso de emergência (como ocorre hoje com os modelos da Tesla Motors equipados com o sistema Autopilot). Além disso, segundo Hugo, os carros da marca alemã serão projetados para sempre evitarem situações que tenham que tomar decisões desse tipo.
O fato é que não haverá uma boa resposta para a questão. Se você comprar o carro que te salvará no caso do dilema do bonde, o pedestre tem todo direito de pedir a proibição de um carro que está programado para matá-lo em caso de emergência. É realmente um dilema.
De todo jeito a montadora vai ser processada por alguém, que não fez nada, e foi morto por um de seus robôs. :P
Só para lembrar, ainda continuamos aguardando a Resposta de Taiwan.
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Fonte: Jalopnik, Car and Driver
[Visto no Brasil Acadêmico]
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