Cientistas brasileiros revelam crocodilo-tatu

Os pesquisadores apresentaram partes do fóssil de um crocodilo que possuía placas ósseas distribuídas como armadura no pescoço e dorso. Um crocodilo-tatu. A espécie viveu há 90 milhões de anos no interior de São Paulo.
Ilustração tenta mostrar como poderia se assemelhar um crocodilo-tatu
Crocotu? Tatudilo? Os cientistas já o denominaram Armadillosuschus arrudai

A imagem acima é um representação artística do Blog Brasil Acadêmico que procurou ilustrar como seria a aparência de tal animal, sem nenhum rigor forense, apenas justapondo a imagem de um tatu-bola com a de uma cabeça (encurtada) de crocodilo (Finalmente algo de útil nessas montagens de imagens que só servem para esconder rugas e tirar o "olho vermelho"! :-P Brincadeirinha...)

Reconstituição do Armadillosuchus, um crocodilo que vivia no deserto.
Os fósseis do crocodilo-tatu foram encontrados no município de General Salgado/SP pelo professor Tadeu Arruda em 2005.


O Armadillosuschus arrudai possuía cerca de 2 metros de comprimento, tinha peso estimado de 120 quilos, crânio largo, focinho curto e estreito, placas ósseas distribuídas como armadura no pescoço e no dorso, semelhante às de um tatu, e viveu num clima quente e seco, há 90 milhões de anos.

O Armadillosuchus só é encontrado no interior do Estado de São Paulo, e isso tem sido uma surpresa, inclusive pela possibilidade de se quebrar essa reflexão de que ao encontrarmos crocodilos estamos numa condição climática quente e úmida. Neste caso, eles são crocodilos que vivem num clima bastante quente, seco e árido.
Ismar de Souza Carvalho. Paleontólogo da UFRJ


Segundo os estudiosos, o crocodilo-tatu viveu no período Cretáceo, em temperaturas de 45 graus Celsius durante o dia e habitava uma região chamada Bacia Bauru, que abrangia o interior dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e o norte do Paraná.

Em uma pescaria, há muitos anos atrás, meu pai deu um pique curto em uma trilha no meio do mato baixo e acidentalmente chutou um tatu que vinha em sentido contrário (talvez correndo também). Na época ele relatou que quase quebrou o dedo. Ainda bem que a pescaria não foi há 90 milhões de anos. Vai que ele encontra um desses... :-P

O artigo relatando a descoberta do animal foi publicado no final de 2008, no Journal of South America Earth Sciences.
Fonte: Estadão
ivandro disse...

Achei esta descoberta muito importante noticia muito boa valeu.

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