Nosso Ronaldo Nazario, jogador do Milan, está novamente às voltas com problemas de joelho. Eu, como amante do futebol e com ambos os joelhos operados sei um pouco do que deve estar passando na cabeça do fenômeno agora, guardada as devidas proporções.
Meu médico me disse que era relativamente NORMAL quem rompe o ligamento de um joelho romper o outro (pois estaria relacionado a uma tendência genética) e agora foi a vez do OUTRO joelho de Ronaldo ser rompido em um lance aparentemente não muito violento.
O outro problema que temos em comum é o sobrepeso. A tendência a engordar para um atleta é como um diabético que adora doces. Tem que ser realmente um Fenômeno para sustentar uma carreira esportiva com uma estrutura grande, fome de atleta de alto nível sobre frágeis joelhos. Isso sem falar, aí acabam as coincindências, em um patrimônio milionário, assédio de mulheres, fãs, investidores, se contrapondo a um estilo estóico de jogador em concentrações, academias e dietas regradas.
Torço por você Ronaldo. A próxima vez que eu estiver em Paris vou procurar o seu médico para dar uma revisada nos meus ligamentos (já anotei, professor Gérard Saillant). Detalhe, depois que operei o segundo joelho eu voltei a jogar bola (não é mais como antes mas dá para o gasto).
Parece que ficaremos sem o Guga e sem Ronaldo no mesmo ano. (que só está começando.) O Romário devia aproveitar para refletir sobre sua despedida. Já curtiu até como um surreal treinador-jogador e pode parar antes de sofrer uma contusão mais grave que poderia atrapalhar sua vida pós-campo.
Aproveite que o STJD deu uma colher e prepare uma festa bonita para coroar sua carreira (pode ser no meu mengão mesmo, será uma honra. O Ronaldo já declarou que tem vontade de encerrar a carreira no rubro-negro.)
A seguir, o discurso (emocionante e arrepiante) de despedida de Gustavo Kuerten.
Uma frase que serviria para os três ídolos citados aqui:
Não é que eu realmente não queira jogar mais. Eu peço desculpas mas, realmente, eu não CONSIGO mais.
Guga (em sua despedida das quadras no Brasil)
Saiba mais:
Ronaldo viaja a Paris para ser operado



2 comentários (diga o que achou!):
Gostei muito de suas ideias, de sua redação clara, madura,
agradável, inteligente e muito oportuna.
Graciliano Ramos, de certa feita, observou sobre Coelho Neto -"
Nós escrevemos melhor quando falamos de coisas que já vivemos," (ao
que acrescento) : - De experiências introjectadas em todas suas
nuances: de medo, de dor, de prazer, de esperança,
de paciência e, finalmente de uma provável vitória que será um misto
de aceitação,
êxito e uma nova maneira de se relacionar com a vida.
Alexandre, bom dia!
Gostei sua humildade em relação aos pontos de comparação.
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